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Como escolher uma consultoria de Outplacement?

Ela irá iajudá-lo desde a preparação do currículo até à preparação da entrevista

Fernanda Andrade *

03/04/2018 às 14h29

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A
recolocação de altos executivos é cheia de desafios. Por ocuparem
cargos de confiança, com bons salários e muita experiência
profissional, fica mais difícil conseguir uma nova oportunidade à mesma
altura. Somado a isso, existe o fato de que muitas dessas vagas de alto
escalão não chegam a ser anunciadas. Assim, entrar em contato com as
oportunidades se torna uma tarefa complexa,
que demanda certa assistência. Uma possibilidade de auxílio vem através
das assessorias de carreira, por meio do Outplacement.

Esse
serviço, que pode ser contratado pelo próprio executivo, irá ajudá-lo
desde a preparação do currículo até a entrevista,
sendo este serviço uma assessoria constante. A assessoria proporciona
ainda uma verdadeira reflexão sobre a carreira e os rumos que o
profissional deve tomar. No entanto, quem pretende contratar o serviço
precisa tomar alguns cuidados e levar certas questões
em consideração. Abaixo, algumas dicas.

Cuidado com os milagres:
Infelizmente, muitas empresas entram em contato
com executivos desempregados oferecendo vagas que não existem. Seu
intuito é atraí-los para vender a assessoria de Outplacement. Isso fere a
idoneidade da empresa e da profissão, sendo uma prática vergonhosa. A
oferta de recolocação surge como resultado do
trabalho e não como uma proposta para ele.

Desconfie de promessas:
Um especialista em Outplacement não pode prometer
um determinado número de entrevistas e recolocação. Não há como dar
garantias. O trabalho é uma assessoria e desenvolvimento de estratégias e
possibilidades, e o importante é perceber se o profissional está mesmo
dedicado e empenhado para ajudar o executivo
a se recolocar. É preciso avaliar se ele tem um bom histórico
profissional e se é experiente o bastante para encarar essa tarefa.

Vá para a reunião preparado:
É importante saber como funcionam as assessorias
de carreira. Além disso, vale analisar os profissionais que trabalharão
com você. O LinkedIn pode ser uma boa ferramenta para isso. Ali você
terá uma boa noção da senioridade do time. O Outplacement é um processo
em conjunto, e é papel do executivo estar por
dentro, inclusive de quem o assessora. É preciso saber como funciona o
processo e conhecer a idoneidade da empresa.

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Avalie seu momento:
Muitas vezes, não se sabe como funciona um trabalho de
Outplacement, e estudando-o é possível saber se essa é mesmo uma solução
para o que você precisa nesse momento. É preciso entender bem em que
ponto está sua carreira, e se é essa a melhor alternativa. Veja se a
proposta do serviço condiz com suas ambições atuais.
Talvez um trabalho de Assessment ou de Coaching podem ser melhores
escolhas para o executivo. É um momento de repensar a carreira e, de
repente, seguir em outra direção.

Sinta-se acolhido:
É comum o executivo entrar em um processo de cobrança
muito grande por ter sido desligado de sua empresa anterior. Sendo
assim, é importante que a equipe de Outplacement consiga acolher esse
profissional e evidenciar seus pontos fortes e trabalhar os gaps. Ele
precisa sentir que tem um time trabalhando por ele
e com ele.

Personalização:
Uma consultoria precisa ser personalizada. Não existe um
número certo de reuniões com a equipe, por exemplo. Isso depende de cada
caso, de cada cliente, da necessidade e desejo do mesmo. É preciso
estudar as possibilidades, já que esse não é um processo que permite
esse tipo de padronização do comportamento. O mercado
e as carreiras se encontram em momentos únicos, e é preciso que a
empresa esteja pronta para adequar o processo de assessoria do cliente.
Além disso, é preciso que haja feedbacks
que mostrem a evolução dos esforços da equipe.

Atendimento:
O cliente busca acolhimento, o momento é frágil, e o assessor
de carreira precisa estar ali por ele. Quando um profissional atende
vários executivos ao mesmo tempo, isso se torna inviável. Se a empresa
possui muitos clientes, ela precisa que sua equipe acompanhe os números.
Não que seja necessário um assessor por cliente,
mas vale a pena verificar se a quantidade deles sob a responsabilidade
de um mesmo assessor não torna o trabalho inviável.

Por
fim, quando o trabalho é bem feito, ele é reconhecido até mesmo por
aqueles que não conseguiram se recolocar. Nessa
hora, sabe-se que todo o possível foi feito. Além disso, é praxe no
mercado que se pague apenas metade do valor da assessoria em caso de não
recolocação de pessoa física. Buscar recomendações, ou mesmo
depoimentos, pode ser um meio interessante de ter garantias
reais de um bom serviço de Outplacement.



(*) Fernanda Andrade é gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence

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