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Colaboração marca gestão de André Campos, CIO do Assaí

Na rede brasileira de atacado, a transformação da experiência do cliente é chave. A iniciativa é liderada pelo CIO, André Campos

Déborah Oliveira

10/05/2019 às 9h00

Foto: Photo Gama

Quando criança, André Campos, CIO do Assaí, tinha fixação por publicidade. Seu primeiro emprego, inclusive, foi como ilustrador em uma agência aos 15 anos. Uma mudança incentivada por seu tio, professor de matemática, no entanto, alterou completamente seu destino. “Ele levou alguns alunos para uma competição de computação gráfica e eu acabei indo junto. Encantei-me”, lembra.

Em seguida, ele desenvolveu um programa e quando viu que as pessoas o usavam, decidiu virar a chave e estudar engenharia de software. Formado pela Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, interior de São Paulo, trabalhou durante a graduação em software houses, como desenvolvedor. Era o boom da internet e Campos surfou a onda e foi para São Paulo trabalhar em uma consultoria de internet, considerada a nova economia.

Em razão da sua experiência com internet, foi convidado a trabalhar na Venezuela para desenhar soluções para a web. “Não falava muito inglês, nem espanhol. Tive de me virar e aprendi muito nessa época”, recorda ele.

De volta ao Brasil, na agência Click, entregou mais de 400 projetos em dois anos, em um modelo de trabalho de startup: ágil e integrado. Com uma rotina bastante intensa e longas jornadas de trabalho, o nascimento da filha fez com que ele repensasse de que forma ele gostaria de direcionar sua carreira. “Fui para uma consultoria de Warehouse Management System (WMS) cuidar de inovação e virei diretor de TI em um ano, até ser convidado para trabalhar na FMC”, conta.

Depois de outras passagens por gigantes globais, em 2012 veio a oportunidade de pilotar a TI para o Assaí, comprado em 2007 o pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA). O desafio, lembra, era contribuir ativamente para a expansão da rede brasileira de atacado de autosserviço.

“O principal desafio e ainda hoje é suportar a rápida expansão dos negócios. Um trabalho que incluiu rever infraestrutura, repensar sistemas e automatizar frente de loja. Essa foi nossa obsessão nos seis primeiros anos. Agora, temos nos voltado para dentro de casa”, observa. Campos revela com orgulho que nesse meio tempo, o Assaí mais do que dobrou o número de lojas e cresceu seu faturamento a duplo dígito alto. “A tecnologia pautou o crescimento”, conta.

O trabalho para dentro de casa, revela ele, está muito baseado em tornar o Assaí um ambiente agradável, iluminado, limpo, organizado, algo que, segundo o executivo, destoa dos concorrentes, mas também o de melhorar processos internos, agilizando rotinas e garantindo mais produtividade. “Sempre tentamos melhorar a experiência do cliente. Usando PDV com reconhecimento de imagem, colocando os produtos em uma esteira com o apoio de um portal que não demanda escaneá-los”, exemplifica ele.

TI diferenciada

Campos revela que seu maior aprendizado na carreira foi o fato de lidar com pessoas diferentes em seu time. Isso foi fundamental, conta, para engajar pessoas, ajudando-as a crescer. “Tem dado certo. Em uma pesquisa interna, identificamos que a TI é a área de maior engajamento, um cenário bastante incomum em tecnologia da informação”, orgulha-se.

Com um time de 170 pessoas, a colaboração é uma marca da sua gestão, define. “Sou bastante situacional. Há momentos que não se pode ser democrático, mas a colaboração é minha linha mestre”, conta. Engajamento e união são também palavras que fazem parte da sua liderança.

Para Campos, esse engajamento é também resultado de uma forte cultura de inovação, que ele imprimiu na TI. “Estar atualizado é uma obsessão. Sempre buscamos colocar todo o time fazendo algo novo o tempo todo. Mesclamos talentos de fora com o time interno para mover a inovação rapidamente.”

Tudo isso com um toque ‘humano’, onde a tecnologia não é o centro, mas o resultado que ela vai entregar para os negócios. “Se estou em busca de melhorar o sistema de frente de caixa, esse não é fim, é o meio. Precisamos entender como o cliente, que no atacarejo é movido a preço, vai se sentir com a mudança”, observa.

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