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Coisas para saber sobre processos de demissão

Se você está fechando a porta a um funcionário ou saindo por ela, deve evitar problemas legais. Leia os maiores erros das companhias

CIO (EUA)

10/04/2008 às 17h10

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Demissões, cortes e reorganizações têm se tornado comuns nas listas de pagamento. Não reservado somente aos períodos de recessão, cortes de pessoal parecem ser chamados em todos os momentos em que uma empresa perde receitas. Não pode alcançar as metas? Corte a folha de pagamento.

Demissões parecem simples, mas executá-las é muito mais complicado que simplesmente eliminar empregos. Requerem sério planejamento, diz Jay Warren, um advogado do Bryan Cave LLP. O risco de companhias tomando medidas que podem voltar para assustá-las é alto se não tomarem o tempo necessário para fazerem planejamentos ou para determinar como serão os cortes e então comunicar esses critérios para os gerentes envolvidos e revisar o plano com o conselho corporativo, diz ele.

Warren, que representou sindicatos, empregados e empregadores durante seus 30 anos de profissão, falou à CIO norte americana sobre os erros mais cometidos quando conduzindo demissões e os passos necessários para que tudo ocorra dentro da legalidade.

CIO: Quais erros as companhias cometem quando fazem cortes?

Jay Warren: Uma demissão, como qualquer outra decisão importante, requere que as pessoas pensem a respeito. Requere um acordo sobre as metas de demissão; os critérios para alcançá-la; um processo que claramente defina quem tomará decisões e uma revisão dos processos para certificar-se de que tudo foi feito sob a lei. Às vezes, quando as empresas estão sob grande pressão econômica, as pessoas sentem que não têm tempo para pensar em como conduzir um corte e revisá-lo com o conselho antes de tomar as decisões. Quando a pressão econômica é muita, as empresas tentam atalhos, que podem levá-las a problemas.

Que tipo de problemas?

Uma demissão pode ter um efeito adverso em certo grupo protegido, como pessoas acima de certa idade e funcionários que fazem parte de minorias. Se as decisões tomadas não são bem suportadas, pode parecer que foram discriminatórias, mais do que simplesmente um esforço de corte de custos.

Li casos onde gerentes de níveis mais baixos usaram cortes como uma oportunidade para livrarem-se de alguns funcionários por razões obscuras. Alguns, por exemplo, têm 35 anos e acham que têm muita gente de 50 anos na equipe e querem gente mais nova; ou alguém na equipe tem uma deficiência na formação que torna alguns processos mais lentos e o gerente não gosta disso. Isso pode acontecer se ele não tiver orientação suficiente.

A conseqüência, então, seriam problemas para as companhias?

A empresa pode ser processada.

Qual seu conselho para quem está nesse processo? Que medidas deve tomar?

Tome o tempo necessário para fazer as coisas direito. Companhias precisam antes de tudo descobrir quais são as metas. Poderia ser cortar custos de funcionários em 10% em certos departamentos. Então, teriam que definir qual critério usar; quem tomará as decisões; quais informações serão usadas pelas pessoas que tomarão as decisões? Então eles têm que decidir quem do RH vai rever tudo isso e em que estágio do processo a empresa procurará conselho de advogados sobre o método usado.

Esses são os passos. Incluem, obviamente, bastante comunicação para as pessoas que realmente vão tomar as decisões.

É importante ter todos os passos documentados?

Sim. Se o processo ou as decisões são desafiadas no futuro, você tem documentação para provar que as decisões foram tomadas de acordo com as políticas da empresa e sob critérios legais. 

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