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Código aberto vive sua era de ouro

Quanto mais as empresas levam a sério o software, mais elas incentivam seus desenvolvedores a se envolverem nas comunidades

Infoworld.com

09/08/2019 às 15h00

Foto: Shutterstock

Para os especialistas, o mundo vive a era de ouro do código aberto. Apesar de algumas empresas open source ainda terem dificuldades de faturamento, a comunidade está passando pelo seu período mais saudável, e há alguns bons indicadores que apontam para isso:

Nuvem

O primeiro indicador está relacionado aos provedores de nuvem. As companhias estão abrindo o código dos componentes essenciais que expõem as suas operações. O Google, com razão, recebe o crédito por projetos como Kubernetes e TensorFlow, mas outras empresas seguiram os mesmos passos. O Microsoft Azure, por exemplo, lançou o Azure Functions, que “amplia a plataforma de aplicativos existente do Azure com recursos para implementar códigos acionados por eventos que ocorrem em praticamente qualquer serviço do Azure ou de terceiros, bem como sistemas locais”.

Mais recentemente, a AWS lançou o Firecracker, uma tecnologia de virtualização leve e de código aberto para a execução de cargas de trabalho de contêiner multilocatário que surgiram dos produtos sem servidor da AWS (Lambda e Fargate).

Empresas estão investindo

Mais de uma década atrás, Jim Whitehurst, CEO da Red Hat, fez a seguinte declaração:

"A grande maioria dos softwares escritos hoje é escrito em empresas e não para revenda. E a grande maioria nunca é realmente usada. O desperdício no desenvolvimento de software de TI é extraordinário ... Por fim, para que o código aberto ofereça valor a todos os clientes em todo o mundo, precisamos que nossos clientes não apenas sejam usuários de produtos de código aberto, mas realmente envolvidos em código aberto e participando da comunidade de desenvolvimento."

Desde essa declaração, o cenário mudou bastante. Apesar de ser verdade que a maioria das empresas ainda não está profundamente envolvida na comunidade de desenvolvimento de código aberto, essa realidade está mudando. Em 2017, apenas 32,7% dos desenvolvedores que responderam a uma pesquisa do Stack Overflow disseram que contribuíam para projetos open source. Em 2019, esse número saltou para 65%.

Engajamento

Mesmo com o crescimento, os dados da pesquisa são difíceis de analisar, pois as perguntas feitas nos dois anos eram diferentes. Em 2017, os pesquisadores não perguntaram com que frequência os desenvolvedores contribuíam. E no último levantamento ficou constatado que maioria dos desenvolvedores que fazem contribuições na comunidade atuam de forma episódica e menos de uma vez por mês.

Mesmo assim, não é difícil acreditar que quanto mais as empresas levam a sério o fato de se tornarem empresas de software, mais elas incentivam seus desenvolvedores a se envolverem nas comunidades. No nível corporativo, esse engajamento pode parecer mais fácil para empresas novas como a Lyft, que estão agitando antigas indústrias por meio de código aberto.

O fato é que não são apenas os iniciantes que estão envolvidos. Empresas antigas como a Home Depot hospedam código no GitHub , enquanto empresas de serviços financeiros como a Capital One vão ainda mais longe, patrocinando eventos de código aberto para ajudar a promover a comunidade. Outro exemplo interessante é o Departamento de Transportes de Los Angeles, que criou a Open Mobility Foundation, com software de código aberto projetado para ajudar a gerenciar scooters, bicicletas, drones e veículos autônomos.

É claro que nem todos estão engajados, mas hoje pode ser observado que muito mais organizações estão envolvidas do que em 2008, quando Whitehurst fez seu apelo por um maior envolvimento empresarial.

 

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