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CIOs, está na hora de declarar guerra ao software não-autorizado

Segundo BSA, 39% dos softwares mundiais instalados não estão licenciados. Atividades não autorizadas reservam grande ameaça aos dados e negócios

Da Redação

09/10/2019 às 15h28

Foto: Shutterstock

Um projeto de transformação digital pode virar um grande e caro pesadelo quando o assunto é software. Segundo a Business Software Alliance (BSA), organização criada em 1988 representando várias das maiores empresas de software do mundo, 39% dos softwares mundiais instalados não estão licenciados. Além disso, CIOs estimam que 15% de seus funcionários instalam softwares na rede sem o conhecimento de sua empresa, mas quase o dobro do percentual de colaboradores (30%) dizem que estão instalando softwares na rede de sua empresa, sem conhecimento da mesma.

Estas atividades carregam um dado alarmante: o software não autorizado é uma grande ameaça à segurança de qualquer negócio. Quanto maior a taxa de software não licenciado, maior a probabilidade de que os usuários experimentem potenciais brechas de segurança. Segundo a Kaspersky Lab, o número e o alcance de novos arquivos maliciosos detectados diariamente são uma boa indicação dos interesses dos cibercriminosos envolvidos na criação e distribuição de malware. Em 2011, foram detectados pela empresa 70 mil novos arquivos por dia e, até 2017, esse número aumentou cinco vezes, chegando a 360 mil.

Neste contexto, 60% dos usuários que identificaram ameaças de segurança tem como uma das principais razões o software não licenciado. A iminente Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê multas milionárias em caso de vazamentos de dados, também reforça a importância do controle do software nas empresas.

Ao mesmo tempo, empresas que gerenciam de forma inadequada os ciclos de vida dos ativos de TI aumentam seus custos em até 30% no primeiro ano e de 5% a 10% nos cinco anos seguintes, concluiu pesquisa do Gartner.

Esse cenário torna propício o crescimento do chamado Software Lifecycle Management (SLM). Sua aplicação exige uma avaliação do parque tecnológico que envolve não apenas a correta governança, mas pessoas e processos essenciais para assegurar um modelo de operação bem-sucedido. Flávio Palestino, Country Leader da SoftwareOne, explica que uma grande empresa pode ter mais de 2 mil softwares instalados. Logo, gerenciar tudo isso manualmente é uma tarefa inviável.

Outro ponto importante a saber é que o SLM não é um serviço de implantação rápida. Exige uma jornada dividida em três fases: Avaliação – análise do ambiente, Integração – compreender as necessidades e acelerar a transição e Gestão – Suporte e Assistência contínua por meio de auditoria e relatórios.

 

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