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CIO do Iguatemi traz na bagagem trilha de desafios e resiliência

Samantha Martins, CIO do Iguatemi, foi desafiada e inspirou-se em líderes femininas

Solange Calvo

08/03/2019 às 10h38

Foto: Divulgação

A inspiração de Samantha Martins por tecnologia veio do pai, formado em TI. Desde cedo, conviveu com computadores dentro de casa, descobrindo muito de perto como é possível agilizar processos e inovar por meio dela. Munida de paixão, mergulhou na trilha de desafios que a levou a conquistar o cargo de CIO do Iguatemi Empresa de Shopping Centers em 2014 e até hoje aprende a cada dia em sua atuação.

Formada em Análise de Sistemas pela PUC-RJ, Samantha teve várias escolas ao longo da sua jornada, uma delas foi a Medusa Automação (de 1994 a 1998), aos 18 anos realizando projetos com grande demanda de programação. “Trabalhei lá por quatro anos, como analista de automação. A maioria dos colaboradores era formada por homens, cerca de 90%. Mas fui muito acolhida, adotada por eles”, diz.

A líder de tecnologia da Medusa, no entanto, era mulher, Maria Leticia Magalhães Mariani que, segundo Samantha, ofereceu todo o apoio ao seu trabalho, com orientação e ensinamentos que traz até hoje em sua bagagem.

Na DBA, não foi diferente. Os dois anos como consultora SAP somou às habilidades de Samantha a capacidade de ouvir os clientes de variados setores da economia, entender as diferentes dores do negócio. “Aprendi a a identificar perfis e a me adaptar a eles, às suas expectativas e exigências. Entendi que não basta ter somente conhecimento, é preciso resiliência.”

Estudar SAP na Alemanha por seis semanas foi uma outra grande oportunidade oferecida pela DBA. “Quando voltei, criei a área de SAP e fui responsável por projetos com a tecnologia no Brasil, formando 25 consultores na companhia”, orgulha-se.

Maior desafio da carreira

Em 2000, foi a vez da AES (Eletropaulo), empresa do setor de energia elétrica, onde ingressou como gerente de sistemas comerciais. Essa jornada, que se estendeu até 2007, exigiu que a executiva fizesse as malas no Rio de Janeiro e partisse para São Paulo. Mas não foi sozinha. “Eu e meu marido fomos juntos, não somente para a capital paulista, mas também para a mesma empresa, a AES. E nos conhecemos quando trabalhávamos na DBA”, revela.

Mais uma vez, Samantha contou com o apoio de uma líder mulher, Rosana Gomes Bastos Pereira, CIO da AES. “Ela me orientou e me inspirou. Foi uma pessoa importante para que eu superasse o maior desafio da minha carreira.”

Isso porque, segundo ela, era uma estrutura completamente diferente das quais havia vivenciado até então, por ser estatal. “Quando ingressei, a equipe de TI tinha 148 pessoas. Mas a empresa passava por uma reestruturação, tendo como meta construir uma nova área de tecnologia, que passou a contar com apenas oito profissionais.”

Samantha lembra que participou da criação da nova estrutura. “Imagine criar uma área do zero, equipe do zero, cultura do zero. Reavaliar todos os contratos e todo o parque instalado. Consumimos dois anos nessa toada. E o plano diretor incluiu downsing e mais mobilidade”, relata.

Toda a estrutura foi transformada, ela diz, culminando em uma modernização robusta. “De 2000 a 2007, a estratégia foi sendo direcionada para a centralização da estrutura, tornando-se uma área global de tecnologia. Liderei o rollout do projeto pelo mundo. Em 2003, me tornei gerente. Havia ingressado como analista de sistemas.”

Vencendo resistências

Em 2007, veio a indicação da ex-chefe na AES, Rosana, para a Brahma (Ambev), onde atuou como gerente de TI até 2014. “Até então, não havia percebido preconceito no trabalho por ser mulher. Mas me deparei com a questão em clientes da Brahma da Argentina. Mas isso só me instigou a seguir em frente e desenvolver uma habilidade importante para vencer resistências.”

Ela ensina: “O importante é estar disposto a conquistar essa confiança. Esta somente é possível conquistar por meio do bom trabalho e de resultados. Assim, vem a segurança. Nessa jornada, é vital ouvir o cliente, preocupar-se com o jeito de falar, de se aproximar. Temos de quebrar essa cultura com propriedade, inteligência e resiliência. Sempre tive esse olhar, diante de qualquer tipo de resistência”. Assim, Samantha venceu as barreiras.

Em evolução

Todo aprendizado ao longo da trilha profissional até 2014, quando ingressou no Iguatemi Empresas de Shopping Centers, serviu de combustível para busca constante em inovação e colocar a TI da companhia em linha com as exigências da nova era.

Samantha destaca projetos importantes, que contam com sua total dedicação e a estimula pela inovação, como a reestruturação da área comercial com Salesforce, que representou uma transformação importante para estar em linha com os atuais desafios do mercado: integrar o cliente online com o shopping (offline). “Um movimento estratégico no coração do varejo, que nasceu na área de TI.”

“Estamos participando de um momento importante do varejo, que está se reinventando por meio da tecnologia para se adequar ao novo cenário e aos clientes hiperconectados e transformados”, anima-se a executiva que se diz privilegiada por estar fazendo parte dessa evolução.

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