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CIO de hoje precisa liderar os tempos de mudança
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CIO de hoje precisa liderar os tempos de mudança

Para Andreia Pereira, Diretora de Tecnologia da Pfizer, a TI precisa conhecer do negócio para fazer da tecnologia instrumento da inovação

Mônica Wanderley

19/12/2019 às 16h31

Foto: Divulgação

O desejo por se desafiar e a vontade de aprender são características que sempre estiveram presentes na personalidade de Andrea Pereira. E essas qualidades ajudam a entender o motivo de ela, aos 18 anos, se decidir pelo curso de Processamento de Dados pelo IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo).

“Na época em que estudei era tudo muito recente, não havia nem computador pessoal, a gente trabalhava só com aquelas máquinas gigantescas. Mas, como era uma área muito nova, com pouca gente especializada e relativamente difícil de entrar, achei interessante.”

Em paralelo à graduação técnica, a então estudante também se dedicava aos estudos do inglês. Aprendizado que se mostrou decisivo para o futuro da sua carreira quando, após terminar a graduação e passar por um rápido estágio na Volkswagen, Pereira foi contratada pela Avon como programadora júnior. “Eu tinha 21 anos quando entrei e trabalhava muito junto com [os colegas dos] Estados Unidos, tive essa oportunidade porque falava duas línguas”.

A executiva ficou durante 22 anos na empresa de cosméticos, tempo no qual fez graduação e mestrado e MBA em Administração de Empresas. Além do desenvolvimento acadêmico, Pereira assumiu várias funções e responsabilidade até conquistar o cargo de CIO em 2005. “Foi uma trajetória bacana, me deu a oportunidade de ir crescendo.”

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Ter realizado tantos projetos dentro da Avon, Pereira sentiu a necessidade de se aventurar por outros mares — e setores. Em 2011, assumiu o cargo de diretora de TI da empresa de pagamentos Cielo. E três anos depois, se mudou para a Pfizer, onde está até hoje na função de Diretora de Tecnologia e Digital para a América Latina.

Otimizando a rotina

Em todos os cargos de liderança pelos quais passou, ficou claro para a executiva que o CIO só consegue espaço dentro de um board a partir do momento que utiliza o conhecimento técnico que tem em prol do objetivo de negócio da empresa.

“Eu trago para minha equipe a necessidade de entender do negócio [da empresa]. O profissional de TI conhece as ferramentas, metodologias e soluções que são aplicadas, mas só vai conseguir fazer essa conexão se conhecer o negócio.”

Além da gestão de temas macro, a profissional também comentou sobre as práticas que adota para questões mais rotineiras da vida de escritório, como gestão de tempo.

“O bem mais precioso de hoje em dia é o tempo e o que a gente faz com o tempo da gente. O dia a dia é um turbilhão, ele te engole e se você não se planejar. Por isso eu tenho uma rotina de lembrar de todas as grandes coisas que eu preciso realizar até o final da semana. Coloco tudo em bullets no início da semana e vou olhando na agenda o que vai me levar aos meus objetivos.”

Outra questão que é lidada com bastante atenção no dia a dia de Pereira é o tempo gasto com reuniões e leitura de e-mails. “Uma campanha que estamos fazendo aqui na Pfizer é pensar duas vezes antes de se escrever um email. Será que uma conversa por mensagem não resolveria? Ou levantar e ir até a mesa da pessoa? Outro ponto são as reuniões: elas precisam ter uma hora? O que a gente tem feito aqui é repensar esses hábitos.”

Transformação digital na prática

Assim como empresas de diferentes portes e setores, a Pfizer já utiliza tecnologia para, com base nos dados gerados, implementar mudanças que aprimorem seus serviços. “Quando a gente fala de transformação digital, a informação é o centro de tudo. Se você não tem uma informação boa, por mais que você digitalize os canais você não oferece a melhor solução”, explica Pereira.

Dentro desse campo, a farmacêutica está com duas iniciativas de destaque: a primeira é um projeto que utiliza Business Intelligence para mapear a jornada do médico por meio de informações como o número de vezes em que ele se conecta ao site da companhia, a periodicidade na qual ele conversa com propagandistas, os conteúdos públicos postados em redes sociais etc. O objetivo é, ao entender o comportamento e preferência desse público, as fazer presente no momento certo.

Outro projeto de destaque realizado pela Pfizer é a FABI, assistente virtual localizada dentro do site da companhia que atende dúvidas de clientes e médicos. A solução, que completou 1 ano de vida em novembro, foi a ganhadora da premiação "As 100+ Inovadoras no Uso de TI" para a categoria indústria farmacêutica.

“A gente tem planos de lançar a FABI 2.0 com mais capacidade de linguagem natural e também de integração com outras plataformas da Pfizer. A gente tem uma lista de melhorias e entende que ao longo de 2020 elas serão realizadas”, avalia Pereira.

Pronta para a próxima

A executiva acredita que 2020 está repleto de desafios para os CIOs, desde um alinhamento cada vez maior com diretorias como as de marketing, comercial e vendas, para oferecer soluções cada vez mais integradas, como também aspectos dos setores de privacidade e segurança da informação, com destaque para a LGPD.

O próximo ano promete ser de trabalho intenso e desafios. Felizmente, nenhum desses fatores diminui a expectativa da executiva para o próximo ano, muito pelo contrário.

“É uma carreira que me faz super feliz. Hoje, eu olho para trás e não tenho dúvidas de que foi uma escolha certa. Eu aprendo e aprendi muito, e ela vem evoluindo demais. Eu me sinto feliz de pegar esse desenvolvimento desde o começo, principalmente nessa fase em que o digital é protagonista dentro da empresa”, finaliza.

“Eu trago para minha equipe a necessidade de entender do negócio [da empresa]. O profissional de TI conhece as ferramentas, metodologias e soluções que são aplicadas, mas só vai conseguir fazer essa conexão se conhecer o negócio.”

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