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CIO assume o papel de cocriador de negócios, diz Deloitte

Estudo traça o cenário atual, oportunidades de transformação e mudanças pelas quais devem passar os CIOs para que sua função permaneça relevante

Da Redação

26/02/2019 às 8h35

Foto: Shutterstock

Transformar ou melhorar as operações dos negócios é hoje a principal missão dos CIOs, segundo a pesquisa CIO Survey, realizada pela Deloitte pelo terceiro ano consecutivo. Em seguida, os líderes de tecnologia ao redor do mundo consideram que impulsionar a receita e o resultado faz parte de sua missão, enquanto que os representantes nacionais veem a redução dos custos operacionais e/ou de produção como segunda missão mais importante de seu trabalho.

Para esta terceira edição do estudo foram entrevistados 1.437 líderes de tecnologia de empresas no mundo todo, de 23 setores econômicos. Deste total, 124 profissionais brasileiros. À luz da Transformação Digital, o profissional de TI espera destinar uma parcela maior de seu tempo (dos 37% atuais para 72% idealmente) a se tornar um cocriador de negócios, indo além das funções de operador confiável e de instigador de mudanças.

Outro dado que chama a atenção no levantamento é que 40% dos respondentes lideram o desenvolvimento da estratégia digital, globalmente. Por sua vez, no recorte Brasil, apenas 26% estão à frente dessa estratégia.

"No Brasil há ainda um longo caminho a percorrer, como o dado de que o CIO não lidera, na maior parte das empresas, a estratégia digital. Creio que, antes de tudo, exigirá uma mudança de cultura e um protagonismo maior do profissional, que deverá aliar seu conhecimento técnico a uma visão mais holística do negócio”, explica Fabio Pereira, sócio da área de Consultoria em Tecnologia e líder do programa de CIO da Deloitte.

Principais resultados

1.Força do capital humano em TI
Construir equipes de alto desempenho e entregar uma grande mudança organizacional estão entre as principais habilidades necessárias para o sucesso do CIO no futuro. Esse resultado indica que os CIOs esperam atuar de forma ainda mais abrangente e integrada com outras áreas para o fortalecimento da estratégia de negócios da organização.

2. Integração dos investimentos
Em menos da metade das empresas pesquisadas no Brasil as áreas de negócios e de TI possuem processos conjuntos de investimentos. Entre os executivos entrevistados no País, apenas 38% indicaram ter processos de investimento em TI bem definidos. Esse resultado indica que os CIOs têm a oportunidade de serem mais diligentes no estabelecimento da governança do investimento em tecnologia. Apesar dos desafios do cenário econômico brasileiro, 40% dos entrevistados no Brasil esperam aumentar o seu orçamento destinado a inovação.

3. Novo perfil para o líder de tecnologia
Para conduzir a transformação da área de TI e assumir um papel mais estratégico e integrado na organização, novas habilidades – como flexibilidade cognitiva, inteligência emocional e criatividade tendem a ser as mais buscadas pelas lideranças nos próximos três anos. Isso indica um papel mais negociador e com foco nas habilidades pessoais para que o profissional de TI possa potencializar o ganho técnico advindo com os novos sistemas e processos.

4. Modernizar para inovar
A modernização dos sistemas legados de Enterprise Resource Planning (ERP) para novas gerações é a principal área de foco em relação a plataformas corporativas entre as organizações entrevistadas no Brasil. Este foco na modernização dos ERPs existentes é importante para que as empresas possam obter agilidade para inovar e escalar. No entanto, os CIOs devem expandir seus esforços de modernização considerando iniciativas de digitalização de finanças, de redes de suprimento digital e de serviços globais do negócio.

5. Tecnologias emergentes
As tecnologias emergentes nas quais os CIOs mais pretendem investir nos próximos três anos são inteligência artificial, Internet das Coisas e automação robótica de processos.

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