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Cinco razões para os candidatos a CSO não serem contratados

Você está empacado um nível abaixo do CSO? Um recrutador da área de segurança revela os principais erros que os candidatos ao cargo cometem ao tentar galgar o posto

Por CSO, EUA*

31/01/2008 às 12h40

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Você se esforçou, fez uma faculdade ou mais e talvez até tenha várias certificações em segurança. Agora, você se considera qualificado para enfrentar os maiores desafios técnicos de segurança que a indústria possa colocar no seu caminho. Mas espere um instante... você está empacado um nível profissional abaixo do cargo dos seus sonhos.

Como isso aconteceu? Provavelmente, você andou prestando atenção demais às suas competências técnicas e não enfocou devidamente as habilidades interpessoais e de negócio. Ajudando meus clientes a recrutar executivos de segurança C-level, percebo que os candidatos, com freqüência, decepcionam por uma das seguintes razões:

1. Currículo mal escrito
Encare seu currículo como um projeto de redação técnica. Currículo, carta de apresentação e outro tipo de correspondência qualquer que você compartilha com um potencial empregador ou recrutador representam oportunidades de demonstrar que você tem fortes habilidades de escrita.

Muitos profissionais de tecnologia e segurança da informação dão ênfase demasiada a rechear seus currículos com listas intermináveis de certificações e termos de tecnologia da moda. Talvez você pense que ter múltiplas certificações cai bem no currículo, mas os empregadores me dizem que elas não significam muito sem que haja uma evidência mensurável que sustente este expertise.

2. Habilidades de comunicação inadequadas
Se você leva a sério ser um executivo de segurança, suas habilidades de comunicação verbal e escrita têm que ser, no mínimo, tão polidas quanto suas habilidades técnicas. À medida que mais regulamentações são criadas para nortear o gerenciamento de segurança e risco, os profissionais de segurança precisam desenvolver habilidades de venda, diplomacia, negociação e, principalmente, apresentação.

Os executivos de segurança se tornam a voz da empresa para auditores externos, reguladores e parceiros de negócio. Os líderes de segurança precisam ter disciplina para saber o que, quando e como dizer, ou quando não dizer.

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3. Pouco entendimento das necessidades do negócio
Apenas três a cinco anos atrás, a atividade de segurança era movida pela tecnologia de segurança. No mercado atual, os executivos de segurança ainda precisam de credenciais apropriadas, como CISSP, CPP e/ou CISA, porém, mais importante, eles precisam entender de gerenciamento de negócio, segurança e risco.

Um executivo de segurança tem que saber identificar, quantificar e medir risco. O dono de uma empresa abraça um líder de segurança muito mais rápido se acredita que ele veio para capacitar a empresa a fazer negócio e não para atrapalhar o desempenho da companhia.

4. Habilidades inventadas ou exageradas no currículo
Lembro de um candidato entrevistado recentemente por um cliente que queria certificações Cisco pesadas. O candidato tinha preparo acadêmico e era altamente certificado, e sua postura beirava a arrogância. Pela primeira vez na minha vida, quando eu o preparava para a entrevista, fui perguntado se estava tentando ser protetor.

Após uma rápida entrevista por telefone, meu cliente – ele próprio detentor de muitas certificações Cisco – ligou de volta e deu nota 2 ao candidato em uma escala de 1 a 10, em que 10 é a nota desejada. No fim das contas, depois de trabalhar no setor durante seis anos, a experiência real do candidato em produtos Cisco mal passava do nível básico.

Os executivos C-level me dizem que é comum se depararem com candidatos a emprego incapazes de dar detalhes sobre projetos mencionados no currículo. Se você citar no currículo uma habilidade ou um projeto concluído, tenha certeza de que pode sustentar esta informação em uma entrevista.

5. Falta de paixão
Gerenciamento de segurança e de risco é um tema quente e sério para os empregadores. Eles querem contratar candidatos que demonstrem paixão pela profissão escolhida. Além de educação, habilidades técnicas, conhecimento de regulamentações e entendimento do negócio, a paixão sincera pela profissão de segurança é o elemento intangível que permite que um candidato ultrapasse outro igualmente qualificado e conquiste a vaga.

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