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5 passos para enfrentar os desafios da recolocação profissional

Estima-se que a recolocação de altos executivos seja a mais difícil e demorada, levando em torno de 12 a 18 meses. Saiba o que fazer para acelerar o processo

Fernanda Andrade *

03/04/2018 às 14h15

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Apesar
dos sinais de melhora, o Brasil sofreu muito com a crise econômica que
afetou o país nos últimos anos. Segundo dados do IBGE - Instituto
Nacional de Geografia e Estatística, até dezembro de 2017 eram 11,1
milhões de desempregados. E, dessa vez, não foram apenas os cargos mais
operacionais que sofreram. Entre os que buscam recolocação profissional,
estão milhares de executivos. Por terem muito tempo de empresa e
funções estratégicas, muitos acumulavam salários e benefícios que não
condizem mais com a realidade das empresas.

A
demissão pegou muitos de surpresa, já que a estabilidade parecia reinar
absoluta. Estima-se que a recolocação desses profissionais seja a mais
difícil e demorada, levando em torno de 12 a 18 meses. Como estavam
totalmente desacostumados a procurar emprego, executivos encontram
muitas dificuldades extra, sendo quase sempre necessário recorrer a
ajuda de profissionais especializados. Para facilitar a busca, segue
algumas dicas imprescindíveis para a recolocação.

Currículo:
É preciso atualizar o currículo de forma a dialogar com o mercado
atual. Muitas vezes, por estarem no mesmo cargo e na mesma empresa há
anos, os executivos desconhecem alguns pontos chave que hoje são
valorizados em currículos. Ele deve apresentar as competências técnicas e
resultados profissionais que o diferenciam e que refletem sua carreira.
O currículo deve estar à mão para situações em que ele possa
apresentá-lo de forma satisfatória à sua rede de contatos. Uma
consultoria especializada em Outplacement pode ajudar. Esses
profissionais são especialistas em preparar o executivo desde a
atualização do currículo até à busca por recolocação, transição de
carreira ou mesmo no apoio à abertura de sua própria empresa por meio de
ferramentas como Coaching e Assessment.

Networking:  A
rede de contatos deve ser trabalhada sempre, mesmo quando se está
empregado. Muitas vezes, o executivo fica com vergonha de ter sido
demitido e acaba se isolando. Isso é um erro grave. O profissional
precisa entender o motivo da sua demissão, elaborar um discurso e manter
isso alinhado com sua rede de contatos. Além dos famosos “cafezinhos”, é
interessante fazer networking também por meio das redes sociais.
O Linkedin é a mais recomendada, visto que é focada no segmento
profissional. Fazer conexões com pessoas de RH e Headhunters é
importante. Mantenha o perfil atualizado e faça-se presente pela
participação em fóruns e postagem de conteúdos relevantes para sua área e
mercado.

Cursos:
A reciclagem é fundamental, sobretudo porque te permite expandir o
leque de possibilidades na recolocação. Quase tão importante quanto o
conhecimento, é a oportunidade de se relacionar com novas pessoas. O networking
dentro desse tipo de ambiente é muito eficiente e ajuda a construir
novas relações. Escolha cursos presenciais porque os online não oferecem
esse mesmo tipo de abordagem. Busque cursos que vão além de sua área de
conhecimento, abrindo-se realmente a novos horizontes.

Novos desafios: Esteja
disposto a assumir postos diferentes do que você tinha. Aceitar ganhar
menos tem sido uma das condições diante do ajuste de salários no
mercado. Um trabalho numa área nova, assim como um cargo menos sênior é
uma das possibilidades. Empresas de porte médio tem aproveitado a
oportunidade para contratarem executivos mais experientes. Se você
estiver disposto a sair da zona de conforto em que estava, pode se dar
muito bem.

Empreendedorismo:
O desemprego, muitas vezes, serve de empurrão para quem já tinha
vontade de empreender. E é importante saber que as oportunidades vão
muito além de uma contratação no regime CLT. Muitos executivos estão
apostando na abertura de consultorias, a fim de compartilharem suas
experiências por meio da prestação de serviços e não mais de um emprego.
Outra possibilidade é abrir empreendimentos em outras áreas. O setor de
franquias, por exemplo, costumar ser bastante atrativo para esse perfil
profissional.

contratação

Independentemente
de qual for a decisão, o mais importante é que o executivo esteja bem
preparado e animado com as novas possibilidades. Lamentar a perda do
emprego ou manter uma postura saudosista e nostálgica só irá
atrapalhá-lo. É importante ser grato por tudo o que viveu, pelas
oportunidades que teve, mas estar disposto e de coração aberto para
assumir novas empreitadas. Disposição e força de vontade são itens
indispensáveis na vida de qualquer profissional - mais ainda para alguém
que já escreveu uma história de sucesso.   


(*) Fernanda Andrade é gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence

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