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China e a Índia devem superar EUA como centros de inovação até 2035

Pequim deve se tornar nova capital da tecnologia nos próximos 15 anos, segundo pesquisa da Bloomberg

Da Redação

25/07/2019 às 12h25

Foto: Shutterstock

Uma pesquisa realizada pelo Fórum da New Economy Bloomberg aponta Pequim como a nova “capital” da tecnologia até 2035. O relatório contou com a participação de 2000 profissionais distribuídos em 20 países, abarcando questões sobre tecnologia, urbanização e mudanças climáticas. De acordo com os resultados, as perspectivas dos participantes de países emergentes são mais positivas que dos profissionais dos mercados desenvolvidos.

Andrew Browne, diretor editorial do Fórum da New Economy Bloomberg afirma que "é válido ressaltar que as economias emergentes são mais otimistas do que os mercados desenvolvidos sobre o poder da tecnologia para moldar um mundo melhor até o ano de 2035. Os países em desenvolvimento, em geral, veem a tecnologia mais como uma oportunidade, enquanto o mundo desenvolvido tem um maior senso de tecnologia como uma ameaça”.

Entre os latino-americanos entrevistados, identifica-se que a maioria acredita que a independência das mulheres trará um renascimento econômico. Além disso, os participantes consideram que as futuras sociedades não utilizarão mais dinheiro físico, surgindo novos meios de troca.

Sobre o assunto, no mundo em geral há o consenso de que o dinheiro físico está chegando ao fim: 52% dos entrevistados acreditam que o G-10 não utilizará o papel moeda como meio de troca em 2035. Outra expectativa é de que a China e a Índia ultrapassem os EUA como centros de inovação tecnológica do mundo, tornando Pequim a maior cidade tech nos próximos 15 anos.

O estudo também questionou os profissionais foi sobre a possibilidade de uma nova guerra mundial. Segundo os dados, 68% dos entrevistados concordam que possa ocorrer uma guerra cibernética.

Quanto às mudanças climáticas, a maioria acredita que o planeta alcançará um caminho sem volta, compreendendo inclusive o aumento do nível do mar consumindo os países de baixa atitude até o ano de 2035.

Outro destaque do relatório está relacionado ao desenvolvimento da Inteligência Artificial. Embora rumores denotem a destruição dos trabalhos manuais, a maioria dos entrevistados entende que é possível atenuar a ameaça através da aquisição de novas habilidades e conhecimentos.

Todas essas perspectivas devem moldar as previsões para a economia mundial. Segundo Tom Orlik, economista-chefe da Bloomberg, “O que é palpável nas ruas de Pequim e Nova Delhi também é evidente nos resultados da pesquisa — os profissionais das novas economias são claros sobre a mudança no centro da gravidade econômica global. À medida que avançam para aproveitar as oportunidades representadas por novos mercados e tecnologias, o fluxo de talentos e capital acelerará a ascensão das novas economias”.

 

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