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Esqueça as antigas regras; CIOs precisam seguir estas novas diretrizes
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Esqueça as antigas regras; CIOs precisam seguir estas novas diretrizes

Em um universo de mudanças e agilidade, líderes de TI devem seguir novos caminhos para se manterem relevantes nas organizações

Dan Tynan, CIO.com

19/07/2019 às 18h49

Foto: Shutterstock

Nos últimos 10 anos, poucas coisas mudaram mais do que a tecnologia. Apesar disso, muitos líderes ainda estão presos em regras antigas e desatualizadas. Já se foram os dias em que a TI dava ordens para que todos na empresa as seguissem. Também já se foram os tempos em que a própria TI era estritamente executadora de solicitações, tentando atender às demandas dos executivos.

O ritmo acelerado de mudanças mostra que as empresas não têm mais o luxo de levar meses (ou anos) para implementar projetos grandes e caros em TI. A entrega contínua e a constante interação são as novas regras do jogo. Hoje, as organizações também não podem escolher entre inovação ou segurança - ambas são necessárias. Tudo isso coloca ainda mais pressão sobre os CIOs para o desenvolvimento de novas iniciativas de maneira segura e compatível com os negócios.

Atualmente, os líderes de TI estão trabalhando para que as organizações escolham as melhores ferramentas e serviços, mas também orientam as companhias em seu processo de transformação digital. À medida que as empresas se tornam mais dependentes dos dados para a tomada de decisões, os CIOs têm mais poder e maior responsabilidade do que nunca.

Nesse cenário, as regras antigas utilizadas pela TI não são mais relevantes. Em seu lugar, há novas diretrizes para os CIOs.

Regra antiga: a TI cria as regras (e tenta aplicá-las)

Nova regra: os usuários criam as regras (e a TI tenta mantê-las longe de problemas)

Hoje os usuários fazem as regras. Seu trabalho é guiá-los gentilmente na direção correta para garantir que atitudes perigosas não sejam tomadas. “O papel do CIO mudou de executor para curador”, diz Jonathan Stone, CTO/COO da Kelser, consultoria de tecnologia.

Cinco anos atrás, os líderes de TI decidiam quais aplicativos a empresa utilizaria e quem teria acesso a eles. Agora, os CIOs estão constantemente avaliando como as novas tecnologias podem beneficiar os negócios e orientando os usuários para as melhores soluções.

“Toda a equipe ainda precisa estar na mesma página, e o CIO ainda decide qual página é essa”, diz Stone. "Mas você não os vê mais tomando decisões abrangentes como: 'Não fazemos nada baseado na nuvem'", acrescenta Stone.

Regra antiga: manter os sistemas funcionando

Nova regra: manter os dados fluindo

As velhas atividades diárias dos departamentos de Tecnologia da Informação - administrar direitos de acesso, gerenciar a qualidade dos dados e gerar relatórios - são geralmente executadas por equipes de negócios com pouca ou nenhuma supervisão de TI, explica Mark Settle, CIO da Okta, empresa de identidade corporativa. Hoje, tudo é baseado em dados.

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"As principais responsabilidades da TI estão cada vez mais focadas na integração de dados em vários aplicativos, no gerenciamento de informações em nível empresarial e na aplicação de proteções de segurança cibernética", afirma Settle. "A TI torna as empresas mais competitivas, automatizando processos, democratizando dados e reduzindo as dificuldades do usuário."

Os dados estão por todos os lados, e é como você utiliza essas informações que pode fazer crescer ou quebrar uma empresa. Nesse sentido, os CIOs são fundamentais para entender os dados e como aproveitá-los, defende Ari Lightman, professor de mídia digital e marketing do Heinz College da Universidade Carnegie Mellon.

"Os CIOs têm um conhecimento muito íntimo de quais dados a organização precisa, como retê-los e como oferecê-los a diferentes grupos. A parte especial é como você comunica as ações que a organização precisa tomar com base no que os dados estão informando."

Regra antiga: não liberar até que esteja pronto

Nova regra: persistir até acertar

No passado, os projetos de tecnologia se arrastavam por meses ou anos até serem colocados em prática. Com a nova necessidade de agilidade, os departamentos de TI precisam de entregas e repetições contínuas. "Costumava ser, 'Oh, isso tem que ser feito perfeitamente'", diz Heather A. Smith, pesquisadora sênior da Society of Information Management e co-autora de Driving IT Innovation: A Roadmap for CIOs to Reinvent the Future. "Agora eles estão dizendo: 'Trabalharemos com você até acertarmos'."

Como os CIOs são parceiros dos CEOs para promover uma cultura de inovação e transformação, a TI deve mudar a maneira como funciona, observa David Rosen, tecnólogo de transformação digital da Tibco Software. "Os CIOs devem promover uma cultura em que o foco na perfeição seja substituído por uma ênfase maior na velocidade e na disposição de assumir riscos rapidamente", afirma.

Regra antiga: Proteger o ambiente

Nova regra: não confiar em ninguém

A explosão dos serviços de nuvem, a ampla aceitação do BYOD e do acesso remoto e o surgimento de dispositivos IoT mudaram completamente o modelo de segurança das empresas, explica Hed Kovetz, CEO da empresa de autenticação multifator Silverfort. "Não podemos confiar nos controles de segurança do perímetro para bloquear os bandidos de nossos ambientes", diz Kovetz. "Não podemos mais pressupor que pessoas internas sejam confiáveis. Não podemos confiar em ninguém."

Com as ameaças crescendo exponencialmente e as grandes violações de dados acontecendo quase que diariamente, as empresas não podem mais tratar funcionários e outras pessoas de dentro da empresa como inocentes até que se prove o contrário, diz Kovetz. Em uma rede de confiança zero, qualquer pessoa que tente obter acesso aos recursos da rede deve ser autenticada e autorizada, independentemente de sua posição na organização.

"No passado, quando as redes tinham ambientes claros que podiam ser contidos e controlados, a segurança da rede era de propriedade do CISO", defende o especialista. "Mas, graças às mudanças provocadas por tendências como migração de nuvem, BYOD e IoT, os CIOs precisam se envolver mais na segurança de rede do que nunca."

Regra antiga: bloquear todos os dispositivos

Nova regra: manter seus usuários satisfeitos

O trabalho da TI não é mais restrito ao escritório em horário comercial. Atualmente, os colaboradores estão trabalhando em seu próprio tempo, em seus próprios espaços e, muitas vezes, em seus próprios dispositivos. Isso significa que a TI não pode mais esperar controlar o que está no laptop ou smartphone de todos, alerta Avani Desai, presidente da Schellman & Co.

Até 2020, metade de todos os funcionários dos EUA estará trabalhando remotamente. Mesmo em setores altamente regulamentados, como finanças ou saúde, bloquear mídias sociais ou limitar os aplicativos que podem estar nos dispositivos não será possível. E se você tentar, corre o risco de perder seus colaboradores mais talentosos para uma organização com políticas mais flexíveis, diz Desai.

Mais do que nunca, a TI deve equilibrar as necessidades de conformidade e segurança da organização com os desejos dos usuários finais. Em outras palavras, os CIOs modernos precisam ser tão bons em RH quanto na segurança da informação.

Regra antiga: escolher um parceiro e fique com ele por toda a vida

Nova regra: manter suas opções em aberto

Anteriormente, os CIOs simplificavam seus portfólios, comprometendo-se com um grande fornecedor a ser responsável pela maior parte de sua tecnologia. Mas as falhas de entrega, as taxas de licenciamento onerosas, a inflexibilidade e o aprisionamento do provedor causaram conflitos em muitas dessas relações.

Hoje em dia, as empresas podem trabalhar de forma mais eficiente buscando parceiros tecnológicos mais ágeis e que possam satisfazer suas necessidades sem renegociações prolongadas, afirma Mike Meikle, CEO da secureHIM, consultoria de segurança em saúde. "É tudo sobre economia de custos e flexibilidade", acrescenta Meikle. "As empresas agora querem os melhores parceiros de vendas, cujos SLAs são mais flexíveis, permitindo que eles respondam com mais agilidade a um mercado que muda rapidamente."

Apesar disso, flexibilidade e liberdade têm um custo. "Mais fornecedores e soluções significam mais complexidade", acrescenta. "E muitas empresas cometem o erro de pensar que o uso de fornecedores terceirizados ou SaaS permitirá que eles reduzam o número de funcionários, de modo que acabam perdendo conhecimento institucional valioso."

O sucesso de fazer malabarismos com vários provedores de serviços também exige a instalação de um programa de gerenciamento de fornecedores para garantir que os SLAs sejam cumpridos e os contratos sejam mantidos. "Ter um programa de governança maduro também irá percorrer um longo caminho para manter as expectativas de executivos alinhados com a realidade", completa.

Regra antiga: Se não está quebrado, não conserte

Nova regra: se não está quebrado, quebre

Uma década atrás, o trabalho da TI era manter os custos baixos, minimizar as interrupções e evitar violações. Hoje, CIO realmente significa "Chief Innovation Officer". Movimentações rápidas e quebra de antigos paradigmas são a nova ordem.

"Os CIOs agora são responsáveis ​​por inovações de produtos e serviços que aumentam as receitas, aumentam a fidelidade e eliminam a concorrência", diz Bhanu Singh, vice-presidente de desenvolvimento de produtos e operações na nuvem da OpsRamp. "Acima de tudo, eles devem incentivar os riscos calculados, especialmente em torno da tecnologia e dos ecossistemas disruptivos, para manter os negócios e a organização um passo à frente dos concorrentes".

Todas as empresas devem repensar seus processos continuamente, diz Lightman, da CMU. Dessa forma, grandes corporações que temem os riscos devem procurar a TI para avaliar os desafios da inovação e como gerenciá-los.

"Pode haver muita interrupção no mercado dizendo às empresas que elas precisam assumir mais riscos do que poderiam se sentir confortáveis", explica o executivo. "A liderança de TI pode ajudar, avaliando e compreendendo todos os riscos e como mitigá-los. O CIO e o grupo de TI estão incrivelmente bem equipados para inovar, porque estão constantemente atentos aos dados."

Antiga regra: O lugar do CIO está no data center

Nova regra: o lugar do CIO está na sala de reuniões

Durante anos, os CIOs foram mantidos nas salas de servidores, mas a era da transformação digital mudou isso para sempre.

"Em uma época em que uma empresa média gasta mais do seu orçamento em TI do que em qualquer outra categoria, e onde a empresa está fora do mercado se a tecnologia não está funcionando, a TI precisa estar com a equipe executiva", defende Oli Thordarson, CEO da fornecedora de serviços de TI Alvaka Networks. "Um verdadeiro CIO deve estar sentado em reuniões de gerenciamento executivo e se reportar ao CEO."

Para muitas empresas, a transição tem sido lenta. De acordo com um relatório de 2017 da Windstream e da Forrester Research, 36% dos líderes empresariais consideram a TI um parceiro estratégico dentro da diretoria executiva. Cerca de um terço das empresas afirma que a TI está se transformando em um líder-chave em inovação, enquanto o restante ainda trata a equipe de tecnologia principalmente como executores de demandas.

Mas se os líderes de tecnologia quiserem ser levados a sério em um nível estratégico, eles precisam aprender a falar a linguagem dos negócios. Os CIOs não convencerão ninguém a fazer investimentos em novas tecnologias falando sobre termos técnicos. Os líderes precisam mostrar quanto tempo ou dinheiro a tecnologia economizará, ou como ela permitirá que a empresa ofereça serviços adicionais e se expanda para novos mercados.

"Quando os CIOs se comunicam dessa maneira com a administração executiva, eles se tornam ativos valiosos, não uma despesa", finaliza Thordarson.

 

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