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C-levels devem guiar uns aos outros através das mudanças tecnológicas

Todos devem ter um interesse intrínseco e certa curiosidade em relação às tecnologias que estão promovendo a disrupção dos negócios

Mark Chillingworth *

08/01/2019 às 7h29

Foto: Shutterstock

"Sou apenas um homem de negócios e incapaz de lidar com questões tão complexas e difíceis. Não possuo as informações necessárias; não possuo o tipo de inteligência; preciso de orientação", diz Lorry no romance Um conto de duas cidades, de Charles Dickens.O clássico, de 1859, é uma leitura pertinente para c-levels neste início de 2019. Um Conto de Duas Cidades detalha como uma série de comunidades em ambos os lados do Canal estão lidando e lutando com uma grande transformação, a Revolução Francesa.

Para a c-suite, 2019 continuará a ver as organizações lidarem com a tecnologia, transformando mercados verticais, operações internas e comportamento do cliente. CIOs e CTOs estarão liderando e planejando muitas dessas transformações, mas, como sabemos de anos anteriores, a tecnologia também está reformulando nossas organizações de maneiras inesperadas. Assim, a citação do Sr. Lorry se destaca como um exemplo de como todos os membros do c-suite não podem ignorar "assuntos intricados e difíceis".

São muitos os desafios enfrentados pelos CEOs, CFOs, COOs e seus colegas de tecnologia, CIOs e CTOs, em se tornarem completamente conhecedores dos mundos uns dos outros e do impacto tecnológico sobre eles.

O aspecto mais importante é o pedido de Lorry por "orientação". Tradicionalmente, as organizações viam a TI como um provedor de serviços e os chefes de TI trabalhavam de uma maneira 'pegue um pedido e satisfaça-o'. Qualquer organização que opere este modelo em 2019 será rapidamente ultrapassada por rivais liderados pela tecnologia. Todos os membros do c-suite precisam estar orientando uns aos outros sobre as tecnologias que estão surgindo, os novos produtos e serviços que chegam ao mercado... Juntos, eles precisam analisar como cada um deles afeta sua organização.

Este exercício orientador precisará envolver todos os membros do c-suite e todos devem ter um interesse intrínseco e certa curiosidade em relação à tecnologia porque, sem ela, a orientação se tornará enganosa.

O CIO e o CTO, como especialistas em tecnologia, são fundamentais para orientar uma organização, mas nas redes de CIOs e nos debates que conduzo, fica claro que os melhores líderes em tecnologia não fingem estar cientes de todas as respostas e todas as opções disponíveis para eles. Como especialistas em linha de negócios, os pares do c-suite fornecem uma nova lente sobre como a tecnologia pode alterar processos de negócios, a interação com o cliente, um canal de mercado ou formar uma nova parceria.

Hoje, c-levels precisam ser focados em coaching, no treinando uns dos outros, bem como daqueles subordinados diretos a eles, para garantir o máximo de insight sobre os "assuntos difíceis", porque a tecnologia e a mudança são difíceis. Um ambiente mais voltado para o coaching, então, fornece todas as "informações" e "inteligência" necessárias para realmente entender as oportunidades oferecidas pela tecnologia.

A citação de Lorry também deve servir como um alerta - os CIOs e CTOs devem ouvir os colegas c-level proferindo algo semelhante a: "Eu sou um mero homem de negócios". Todo mundo no c-suite é um líder de negócios e todo mundo no c-suite tem que ser um tecnólogo. Não há lugar em qualquer organização para uma linha divisória entre negócios e TI.

No passado, as equipes de TI descreviam os usuários da tecnologia como "o negócio", criando uma demarcação perigosa e levando a falhas nas comunicações. A tecnologia é o negócio, não importa o seu setor e será a diferença entre sucesso e fracasso.

Todos os membros do c-suite precisam entender a infraestrutura hiperconvergente e a automação de processos robóticos. E a hora de começar é agora!

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