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Brasileiros estão entre os menos confiantes com mercado de trabalho

Michael Page avaliou índice global de confiança profissional. Executivos brasileiros também demonstraram menos confiança em relação a aumento

Da Redação

04/06/2019 às 11h34

Foto: Shutterstock

O cenário de desemprego e a rápida transformação digital das companhias têm sensibilizado a confiança do executivo brasileiro. Segundo o Índice de Confiança Profissional, realizado pela empresa de recrutamento Michael Page em 37 países, os profissionais brasileiros estão entre os menos confiantes em relação ao aumento salarial e oportunidades de emprego. A pesquisa contou com respostas de 13.400 profissionais que se candidataram a uma vaga de emprego por meio do site da companhia. A enquete abordou cinco temas: mercado de trabalho, aumento salarial, conquista de novo emprego, promoção na carreira e desenvolvimento de competências profissionais.

De acordo com a amostra, o executivo do Brasil aparece apenas na 27º colocação (juntamente com Singapura) quando questionado se o mercado de trabalho está favorável. Os dados apontam para 61% de confiança dos profissionais brasileiros ante 66% da média global. Entre os mais confiantes aparecem Estados Unidos (79%), Canadá (79%) e Indonésia (78%). No mesmo período do ano passado os brasileiros ocupavam a 26º posição, apontando para uma ligeira queda neste ano.

Quando o assunto foi encontrar uma oportunidade de emprego em menos de três meses, os trabalhadores no Brasil acabaram figurando entre os menos confiantes, na 29º posição. Ficou abaixo também da média global (64%) ao ter 59% de respostas positivas sobre esse tema. Quando comparado com igual trimestre do ano anterior, 60% dos brasileiros acreditavam na possibilidade de conseguir um trabalho em menos de 90 dias ante 67% da média global.

Aumento salarial em cheque

Outro tema onde os profissionais brasileiros demonstraram menos confiança foi relacionado ao aumento salarial. O Brasil ficou na 21º posição, com 59% de respostas positivas nesse sentido, e abaixo da média global, com 61%. Segundo o estudo da Michael Page, no mesmo trimestre de 2018 os resultados foram mais animadores com esse assunto. Os executivos do Brasil que acreditavam em um acréscimo em sua remuneração representavam 63% ante 61% da média global.

"A alta na taxa de desemprego e a economia em desaceleração estão deixando os executivos brasileiros mais receosos com o atual cenário", avalia Renato Trindade, gerente executivo da Michael Page e Page Personnel, parte do PageGroup. "Apesar da sensível melhora nos recentes indicadores de ocupação de emprego, o executivo brasileiro ainda está muito cauteloso com o mercado de trabalho. Ainda há reformas importantes a serem realizadas no Brasil e isso acaba refletindo no ânimo desses profissionais na hora de avaliar o mercado de trabalho", complementa.

 

 

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