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Brasileiras são mais bem treinadas no uso de ferramentas tecnológicas, segundo pesquisa

Pesquisa compara o uso de tecnologia por mulheres executivas no Brasil e em outros países

Da Redação

11/03/2020 às 10h04

Foto: Shutterstock

Estudo com 1.124 executivas em cargos de liderança em 16 países mostra que as brasileiras executivas entrevistadas (82), são as mais bem treinadas no uso de ferramentas tecnológicas como plataformas digitais e mídias sociais. Elas também são as mais interessadas em aprender sobre Inteligência Artificial (IA).

De acordo com a pesquisa realizada pela consultoria KPMG, “Global Female Leaders Outlook”, divulgada pelo jornal Valor Econômico, as entrevistadas estão na faixa acima dos 40 anos e metade ocupa mais de cinco anos um posto de CEO ou C-level. Elas ocupam, sobretudo, cargos de liderança nas áreas de estratégia, finanças, jurídica e compliance.

Conforme divulgado na publicação, a tecnologia está presente na vida das executivas seja para traçar planos estratégicos para as empresas em que atuam ou para a própria carreira. Neste sentido, mais de 81% das brasileiras fizeram cursos de pós graduação (77% mestrado e 4% doutorado), em comparação com 67% das estrangeiras. E elas pretendem continuar se aperfeiçoando, de acordo com 80% das executivas brasileiras, contra 72% das demais.

Nesta trajetória, 37% acreditam que precisarão mudar de trabalho para avançar na carreira. Ainda pensando no futuro, 67% das brasileiras pretendem aumentar conhecimento na área de Inteligência Artificial no próximo ano, 71% em análise de dados e 72% em plataformas digitais.

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Metade das brasileiras já usa dados na hora de tomar decisões importantes. Ainda assim, as brasileiras são mais “céticas” quanto ao impacto da IA sobre o trabalho. Quase 60% delas acreditam que a tecnologia acabará com vagas de emprego no setor, contra 41% das demais entrevistadas. As brasileiras também são maioria em relação às estrangeiras no que diz respeito à preocupação com a participação das empresas em causas sociais, como práticas de inclusão e sustentabilidade. Sessenta e oito por cento das brasileiras se preocupam com isso, enquanto somente 36% das estrangeiras compartilham dessa preocupação.

Liderança feminina

A sócia-líder do Comitê de Inclusão e Diversidade da KPMG no Brasil, Patricia Molino, disse à reportagem que 30% das executivas que sabem para quem passarão seus cargos, afirmam que terão mulheres como suas sucessoras. Ela ressalta também que 57% das entrevistadas relataram ouvir “estereótipos e julgamentos enviesados” no ambiente de trabalho. Quatro por cento também falaram sobre assédio.

“Embora 55% das brasileiras tenham dito que receberam mais suporte de homens do que de mulheres em suas trajetórias profissionais, 61% delas hoje atuam como mentoras para as mais jovens”, segundo a reportagem do Valor. Mais de 85% veem com bons olhos os programas que incentivam o desenvolvimento de lideranças femininas em suas empresas.

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