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Blockchain ajudará a proteger dados em dispositivos e serviços IoT

Estudo da Gemalto revela que que quase metade das empresas ainda não consegue detectar problemas de segurança da Internet das Coisas

cristina.deluca

16/01/2019 às 16h09

Foto: Shutterstock

Quase metade (48%) das empresas globais onde trabalham os 950 tomadores de decisão de TI e negócios ouvidos recentemente por um estudo recente da Gemalto não consegue detectar se ocorreu uma violação em algum de seus dispositivos Internet das Coisas. Isso acontece apesar das empresas concentrarem a maior parte da sua atenção na segurança destes dispositivos:

De acordo com o estudo, os gastos com proteção aumentaram (de 11% no orçamento de IoT em 2017 para 13% agora). Quase todos (90%) acreditam que seja algo de grande consideração para os clientes. E triplicou o número de entrevistados que acreditam que a segurança para IoT é uma responsabilidade ética (14%) em comparação ao ano anterior (4%).

Com o número de dispositivos conectados chegando a 20 bilhões até 2023, as empresas devem agir rapidamente para garantir que a detecção de violações em dispositivos de Internet das Coisas seja o mais eficaz possível.

Para tentar mitigar riscos, as empresas estão pedindo a intervenção dos governos, com 79% deles solicitando diretrizes mais robustas para a segurança da IoT e 59% buscando esclarecer quem é o responsável por proteger este ambiente. Mesmo após a aprovação de muitas instituições governamentais para a introdução de regulamentações específicas de segurança para IoT, a maioria (95%) das empresas acredita que deve haver regulamentações uniformes no local, uma descoberta que ecoou entre os clientes1, 95% esperam que os dispositivos de Internet das Coisas sejam controlados por regulamentações de segurança.

Isto é particularmente mencionado quando analisamos a privacidade de dados (38%) e coleta de grandes volumes de dados (34%). Proteger uma quantidade cada vez maior de dados está se tornando um problema, com apenas três em cada cinco (59%) dos usuários de IoT ou empresas que investem no setor admitindo que criptografam todos os seus dados.

Os clientes claramente não estão impressionados com os esforços do setor de IoT; 62% acreditam que a segurança precisa melhorar. Quando se trata das maiores áreas de preocupação, 54% temem a falta de privacidade nos dispositivos conectados, seguidos de perto por acesso de pessoas não autorizadas, como os hackers que controlam dispositivos (51%) e a falta de controle sobre dados pessoais (50%).

“Dado o aumento no número de dispositivos habilitados para IoT, é extremamente preocupante ver que as empresas ainda não podem detectar se estes dispositivos foram violados”, disse Jason Hart, diretor de tecnologia de Proteção de Dados na Gemalto.  “Sem nenhuma regulamentação consistente orientando o setor, não é surpresa que ameaças – e, por sua vez, a vulnerabilidade das empresas – estejam aumentando. Isto tende a continuar, a menos que os governos intervenham agora para ajudar o setor a evitar a perda de controle ”, alerta ele.

Blockchain ganha espaço como uma ferramenta de segurança de IoT
Enquanto a indústria aguarda por regulamentações, também procura modos de solucionar os problemas, com o Blockchain emergindo como uma tecnologia potencial. A adoção desta tecnologia dobrou de 9% para 19% nos últimos 12 meses. Além disso, um quarto (23%) dos entrevistados acredita que a tecnologia blockchain seria a solução ideal para proteger dispositivos de IoT, com 91% das empresas que não utilizam atualmente a tecnologia provavelmente considerando o seu uso no futuro.

À medida que a tecnologia blockchain encontra seu lugar na proteção de dispositivos de IoT, as empresas continuam a empregar outros métodos para se proteger contra os criminosos cibernéticos. A maioria (71%) criptografa seus dados, embora a proteção por senha (66%) e a autenticação de dois fatores (38%) permaneçam proeminentes.

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