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Biometria facial não é o futuro. É o presente

Tecnologia é uma forte aliada em todos os processos de identificação e autenticação de pessoas

José Soares Guerrero *

21/07/2017 às 9h33

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Uma câmera de celular, tablet ou notebook e um software.... são suficientes para a utilização da biometria facial, uma nova tecnologia que tem se tornado tendência na identificação de pessoas em diversos setores. Segundo o Biometrics Research Group, principal fonte de notícias, análises e pesquisas sobre o setor de biometria global, em 2012, 25% do mercado de biometria era focado em reconhecimento facial e de voz. Em 2015, esse número subiu para 33%.
 
Para contextualizar, a biometria facial pode ser utilizada em qualquer segmento onde seja necessário a identificação, ou seja, bancos em processos de autenticação, sistemas de saúde e laboratórios para reconhecer o cliente, qualquer empresa que necessite identificar o funcionário (controle de acesso e controle de ponto), aeroportos e empresas aéreas, segurança pública, no setor varejista que necessita saber quem é o cliente para fidelizá-lo, entre outros.
 
Antigamente, essa tecnologia era vista como algo “muito inovador” e as empresas ficavam bem reticentes, principalmente porque era algo visto em filmes e não no dia a dia. Com o passar dos anos, a biometria se tornou uma ferramenta conhecida mundialmente e a resistência a ela diminuiu muito.

Costumamos falar que biometria facial já não faz mais parte do futuro, mas sim do presente. Além disso, o que vemos hoje é que o número de pessoas usando smartphones tem aumentado progressivamente e a biometria facial se encaixa perfeitamente como uma solução mobile de fácil utilização para as organizações.

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As vantagens dessa tecnologia são inúmeras.

 
Primeiramente, podemos destacar a comodidade para quem usa, já que basta ter uma câmera simples, como a de um celular ou webcam, sem que a empresa precise investir em nenhuma aparelhagem específica, o que aumentaria os custos financeiros da implementação desse tipo de tecnologia. Além disso, é um processo difícil de falsificar já que conseguimos detectar o liveness, ou seja, se a face que está fazendo a autenticação é uma foto ou não.
 
Como o conjunto de medições do rosto é único para cada pessoa, outro benefício é a precisão do reconhecimento facial que é sempre muito alta, podendo chegar muito perto dos 100% em alguns softwares disponíveis no mercado. É tão incrível e surpreendente que alguns sistemas conseguem diferenciar até mesmo gêmeos idênticos.
 
Por fim, afirmo que a biometria facial é uma forte aliada em todos os processos de identificação e autenticação de pessoas. O que falta são as empresas conhecerem um pouco mais sobre os benefícios dessa tecnologia e implementá-la em seus negócios.

Tenho certeza que todos irão se surpreender. E aí vai ficar fora dessa?

(*) José Soares Guerrero é um dos fundadores da FullFace

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