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Aumenta o salário dos CIOs, mas a satisfação diminui

Pesquisa norte-americana mostra que líderes de TI ganham bem, mas não estão felizes

CIO (EUA)

31/03/2008 às 1h20

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O velho ditado que diz que "o dinheiro não traz felicidade" está se provando verdadeiro em uma nova pesquisa realizada pela Harvey Nash USA e patrocinada pela KPMG. O estudo ouviu 258 CIOs, CTOs, CXOs e gerentes de TI de nível médio e descobriu que a compensação financeira para os líderes de TI está em uma trajetória crescente. 

De acordo com os resultados, 75% dos respondentes ganham um salário fixo de mais de 125 mil dólares ao ano; outros 56% afirmam ganhar mais de 150 mil dólares ao ano, e, finalmente, cerca de 29% reportaram ganhos fixos de mais de 200 mil dólares ao ano. No ano passado, esses números eram 70%, 41% e 19%, respectivamente.

Além do aumento do salário fixo, cada vez mais líderes de TI estão recebendo bônus. A porcentagem de executivos com esse tipo de remuneração variável passou de 6% há dois anos para 22% agora. Não é surpreedente, assim, que 80% dos respondentes tenham dito que estão satisfeitos com seus rendimentos.

No entanto, apesar do dinheiro que estão ganhando, o número de CIOs que afirma estar feliz com seu trabalho no último ano caiu. Em 2007, 88% dos líderes de TI classificaram seus trabalhos de maneira positiva. Este ano, o número caiu para 79%. Enquanto isso, 21% dos respondentes não acham o trabalho prazeroso. 

Consequentemente, 28% dos entrevistados afirmaram estar buscando outro emprego. Outros 54% que não estão procurando ativamente, revelaram que atendem às ligações de headhunters. 

Um dos fatores que causam essa falta de motivação é que os executivos estão se sentindo menos influentes em suas organizações. O número de CIOs que vêem seu cargo tornando-se mais estratégico caiu de 80% no ano passado para 69% este ano. Além disso, este ano menos CIOs reportam ao CEO. Segundo a pesquisa, apenas 29% têm o presidente como chefe.

O número de líderes de TI com assento no board também caiu, de 47% no ano passado para 37%. Assim, a maioria dos respondentes - 54% - não é parte do conselho executivo.

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