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Ataques cibernéticos desafiam cadeia de suprimentos

Pesquisa da DHL revela outros riscos e perspectivas para os próximos meses

Redação

13/05/2019 às 18h58

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Foto: Shutterstock

O DHL Resilience360 lançou seu primeiro relatório anual de riscos. O estudo, baseado em dados de risco e incidentes coletados pelo sistema de gerenciamento de riscos baseado em nuvem da DHL, o Resilience360, analisa os principais desafios da cadeia de suprimentos no ano passado e identifica as tendências que moldarão o cenário de risco em 2019.

Dentre as principais conclusões, o estudo destaca que as empresas poderão enfrentar custos adicionais e incertezas devido à escassez de matérias-primas, recalls e riscos de segurança virtual, além de regulamentações ambientais mais rígidas.

Em 2018, revela o levantamento, os três principais riscos mundiais foram incertezas com relação a fluxos comerciais, incidentes de segurança cibernética e mudanças climáticas em conjunto com condições meteorológicas extremas. A incerteza no comércio aumentou devido a disputas entre os EUA e outros países, especialmente a China, incluindo novas tarifas de importação unilaterais.

No campo da segurança cibernética, um número cada vez maior de incidentes envolvendo a cadeia de suprimentos e a infraestrutura de transporte mostrou a intenção de obter segredos comerciais, fazer chantagem ou causar problemas econômicos. Na área climática, incêndios florestais, secas, baixos níveis de água e derretimento do gelo tiveram os impactos mais significativos nas cadeias de suprimentos.

Antecipando os riscos

O relatório também destaca uma série de ameaças potenciais que podem afetar as empresas em 2019 e no futuro. Primeiro, a crescente demanda por matérias-primas, juntamente com um frágil fornecimento causado por instabilidade política e paralisação de fornecedores, pode resultar na escassez de matérias-primas para materiais cruciais, como lítio, cobalto e adiponitrila.

Segundo recalls e ameaças à segurança podem aumentar, conforme uma ampla conscientização pública sobre questões de qualidade e fiscalização mais rigorosa por parte de autoridades em setores altamente regulamentados, como produtos farmacêuticos e dispositivos médicos, submete os produtos a uma análise mais rigorosa. Por fim, medidas antipoluição pode ser ampliadas em 2019 para uma gama mais ampla de indústrias na Ásia. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA também deve anunciar novos requisitos. Como resultado, regulamentações ambientais mais rígidas aumentarão os custos para empresas em vários setores. Todos esses desenvolvimentos têm o potencial de ameaçar fornecedores e forçar mudanças significativas em todas as cadeias de suprimentos.

Interrupção na América Latina e no Caribe

Em 2018, o maior número de incidentes ocorreu no Brasil (21,19%), Argentina (13,9%), Chile (12,6%) e Colômbia (7,9%). Contabilizando quase metade de todos os incidentes, a maioria dos eventos prejudiciais foi causada por distúrbios civis, problemas de transporte terrestre e incidentes trabalhistas.

O roubo de cargas foi uma ocorrência comum em toda a região, e as interrupções no transporte de carga foram causadas por ações da companhia aérea LAN Express em abril e a greve da Aerolineas Argentinas no G20 em novembro. Terremotos e roubos de carga foram responsáveis por mais de dois terços de todos os eventos de alto impacto registrados na região. Além disso, desastres naturais menores e moderados, como inundações, erupções vulcânicas e terremotos, afetaram a região, especialmente no Chile, Peru, Equador, Nicarágua e Guatemala.

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