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Apenas 18% das organizações buscam contratar graduados em Ciência de Dados

Segundo estudo da Qlik, companhias estão preferindo contratar talentos que tenham habilidades práticas comprovadas a aqueles com graduação formal

Da Redação

26/09/2019 às 17h05

Foto: Shutterstock

Não é só de cientistas de dados graduados que as equipes de tecnologia e inovação das companhias são formadas. Segundo pesquisa encomendada pela Qlik, em parceria com o The Data Literacy Project, as corporações estão priorizando a contratação de profissionais com experiência comprovada em projetos de ciência de dados em vez de candidatos com formação.

Quase dois terços (59%) das corporações entrevistadas declararam que a experiência anterior ou a análise de um estudo de caso – onde o candidato deve resolver um problema de negócio utilizando suas habilidades com dados – como indicador principal da alfabetização de dados do candidato. Em contrapartida, apenas 18% consideraram o bacharelado ou mestrado em Ciência de Dados ou ainda um doutorado como fator principal de contratação.

De acordo com o estudo, os resultados demonstram que as melhores oportunidades de carreira e salários associados à alfabetização de dados não está limitada aos profissionais que possuem graduação formal em ciência de dados ou nas disciplinas conhecidas como STEM (em português Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Onde moram os talentos

Os talentos para trabalhar com ciências de dados precisam, muitas vezes, serem estimulados. De acordo com o estudo, 63% das organizações estão buscando ativamente candidatos em todas as partes da própria companhia que demonstrem habilidade em utilizar, trabalhar e analisar dados – oferecendo boas oportunidades para aqueles que apresentem essas competências.

Ciência de dados reflete no valor das empresas (e nos salários)

O estudo Data Literacy Index da Qlik revelou que grandes corporações com alto índice em alfabetização de dados têm um valor corporativo de 3 a 5% maior (o valor total de mercado), correspondendo a um adicional entre US$ 320 e US$ 534 milhões para as organizações pesquisadas.

Entretanto, as profissões relacionadas a DSA (Data Science and Analytics) – que englobam funções associadas à análise de dados são as mais difíceis de serem preenchidas, geralmente permanecendo abertas por 45 dias.

Devido às dificuldades que afetam esse amplo espectro de capacitação em dados, e considerando que apenas 24% dos funcionários (em escala global) se sentem confortáveis com sua capacidade em lidar com dados, essas competências altamente procuradas podem tornar as pessoas mais valiosas para seus empregadores, o que tende a resultar em melhores salários. A pesquisa revelou que 75% dos que estavam a par da política de remuneração da companhia relataram pagar salários mais altos aos colaboradores capazes de ler, trabalhar, analisar e argumentar com dados.

"As conclusões do estudo são evidentes - os benefícios de carreira associados à alfabetização de dados são uma oportunidade universal", destaca Jordan Morrow, Head de Alfabetização de dados da Qlik e presidente do The Data Literacy Project. "As organizações estão entendendo cada vez mais que o valor não está em ter dados, mas sim em transformá-los nas melhores decisões - e estamos vendo esse aumento da importância refletida em maiores possibilidades para pessoas com conhecimento em dados. Esperamos que essas descobertas incentivem as pessoas em todas as etapas de sua vida profissional a aprender ou aprimorar suas próprias habilidades, para que possam começar a colher os frutos desse empenho”, complementa.

 

 

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