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Antes de dominar a tecnologia, é preciso dominar a si mesmo

Organizações buscam aqueles que possuem maturidade para se autodesenvolver profissionalmente

Wellington Lopes*

26/04/2019 às 20h15

Foto: Shutterstock

Em um universo em constante transformação, estar apto para o mercado de trabalho é um desafio cada vez maior para jovens profissionais. Esse cenário parece ainda mais complexo no ramo da tecnologia. Muitos estudantes de TI dizem que é difícil conquistar uma vaga no mercado.

A percepção deles é a de que as empresas exigem muitas habilidades como fluência em inglês, um grande número de certificações e experiência (algo que ainda não conquistaram), enquanto tentam dar os primeiros passos na carreira em busca do sucesso.

O que esses jovens não percebem é que as companhias não buscam experts em linguagens de programação, desenvolvedores premiados ou especialistas em idiomas para suas vagas de estágio e trainee. Muito pelo contrário. Elas querem pessoas altamente capacitadas na arte de dominar a si mesmo. O que isso significa? Na prática, as organizações buscam aqueles que possuem maturidade para se autodesenvolver profissionalmente, que tenham sede de aprender e que desenvolvam essas características ainda durante o curso de formação, seja técnico, graduação ou pós-graduação.

Para essas empresas, durante os processos seletivos, é fácil perceber quais são aqueles que se destacam com projetos inovadores, e que se dedicam a expandir seus conhecimentos além da sala de aula.

Com a rápida transformação digital e a disseminação das tecnologias open source, é cada vez mais importante para todos os profissionais, principalmente jovens em formação, conhecer e participar de comunidades dessas tecnologias como, por exemplo, OpenStack, OpenShift, WildFly e Fedora.

Dentro das comunidades open source todos podem contribuir de diversas formas e ter a oportunidade de entrar em contato com equipes e pessoas de todo o mundo. Todos esses grupos seguem processos de comunicação, desenvolvimento, testes e de criação de releases que são amplamente adotados por empresas do mercado de TI.

A participação ativa proporciona não somente uma experiência direta com as tecnologias open source, como também oferece o contato com o dia a dia de uma empresa de TI. Mesmo estudantes ou profissionais de mercado que não possuem conhecimentos avançados em desenvolvimento ou nessas tecnologias podem atuar em grupos de trabalho como embaixadores, tradutores de documentação (inglês-português), entre outras funções.

A participação nesses grupos de trabalho considerados menos técnicos, permite que o aluno conheça todos os processos de desenvolvimento de TI, os temas que estão sendo abordados, além de aprimorar soft-skills (relacionamento, oratória, compromisso, pontualidade etc).

Com essa bagagem no currículo torna-se muito mais simples para um jovem profissional não só se inserir no mercado de trabalho, como manter-se nele. A área de tecnologia exige uma reciclagem constante e um acompanhamento contínuo das novidades e as comunidades open source possibilitam isso a todos.

*Wellington Lopes é gerente LATAM para o Red Hat Academy na Red Hat Brasil

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