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Ambiente regulatório volátil preocupa gestores de privacidade

Gartner revela que quatro entre dez executivos responsáveis pela gestão da privacidade consideram-se preparados para acompanhar as novas leis

Redação

29/04/2019 às 14h38

Foto: Shutterstock

O ambiente regulatório de privacidade de dados vem se modificando nos últimos anos para definir regras de coleta, armazenamento, utilização e transferência de dados. A prioridade dos gestores de privacidade das empresas é entrar em conformidade com as novas leis, no entanto, apenas quatro entre dez entrevistados acreditam que possuem habilidades para acompanhar as recentes exigências, aponta o Gartner.

Na Europa, as companhias agora estão sendo solicitadas a cumprirem com requisitos regulatórios adicionais do Regulamento Geral de Proteção de Dados da Europa (GDPR). Consequentemente, esse cenário traz um impacto na estratégia tanto no curto como no longo prazo, já que exige uma linha significativa no orçamento e recursos extras para contemplar leis em andamento.

“Reguladores e os clientes deixaram claro que não há mais um período de carência para as empresas colocarem suas prioridades de privacidade em ordem”, evidencia Brian Lee, vice-presidente administrativo da Gartner. E isso vale para os gestores brasileiros, visto que as organizações têm até dezembro de 2020 para entrarem em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

No orçamento de 2019, fortalecer abordagens estratégicas para adaptar-se às mudanças regulatórias e tecnológicas está entre as preocupações dos líderes responsáveis pela gestão dos dados. De acordo com o Gartner, as prioridades são: adaptar-se a um ambiente regulatório volátil; estabelecer uma estratégia de privacidade para apoiar a transformação digital; implementar um programa de gerenciamento de riscos de terceiros; fortalecer a confiança do cliente e a fidelidade à marca; identificar métricas para medir a eficácia do programa de privacidade.

A empresa de pesquisa destaca que muitas dessas prioridades são complementares, contudo, outras revelam lacunas significativas. "Nossos dados sugerem que, embora os executivos de privacidade tenham um bom senso sobre onde concentrar esforços, a maioria acha difícil criar um plano abrangente para abordar esses problemas", afirmou Lee.

A maioria dos executivos de privacidade acredita que suas organizações não possuem uma estrutura de governança da informação capaz de acompanhar as mudanças nas regulamentações. Flexibilidade estratégica e regulatória será fundamental para o sucesso dessas iniciativas.

“As organizações líderes estão priorizando a flexibilidade ao construir suas estruturas de governança da informação, percebendo que tanto os cenários regulatórios quanto os de tecnologia continuarão mudando nos próximos anos”, analisa Lee. Assim, executivos de privacidade podem desempenhar um papel de liderança na identificação dos problemas de negócios mais urgentes e na colaboração com as partes interessadas para definir responsabilidades relacionadas ao risco em toda a empresa.

O Gartner recomenda projetar uma estrutura de governança da informação que se concentre menos em estruturas formais e mais em propósitos de negócios. Além disso, é essencial definir um planejamento financeiro que envolve os riscos de privacidade possíveis atrelados às atividades multifuncionais da companhia.

"À medida que os gestores de privacidade desenvolvem estratégias para atender a uma lista crescente de desafios, devem ir além de métricas simples que rastreiam atividades e buscar medir como elas afetam seus objetivos estratégicos", orienta Lee.

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