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Agência Estado investe em migração de data center com Equinix

Objetivo é ganhar mais eficiência, além de reduzir latência e custos com comunicação por meio da solução ECX Fabric

Vitor Cavalcanti

15/08/2019 às 13h00

Foto: Shutterstock

Ter um grande data center (DC) tem sido cada vez menos comum. Nos últimos anos, CIOs de empresas de diversos portes têm liderado um movimento de utilizar provedores de nuvem privada para levar suas estruturas para ambientes mais modernos, controlados e que ainda contam com atualização mais constante. Mais que isso, esses ambientes têm facilitado a construção de uma estratégia de nuvem híbrida, mundo ideal para quem depende de troca de informação de maneira ágil e utilização de serviços de provedores variados de maneira transparente para o cliente. Foi pensando em todos esses pontos que o diretor de tecnologia da Agência Estado, Rodrigo Simão, resolveu apostar num grande projeto de migração de sua estrutura própria para o ambiente da Equinix.

Durante apresentação do projeto no IT Forum+ 2019, encontro realizado pela IT Mídia, na Praia do Forte (BA), o executivo lembrou da necessidade de trabalhar o tempo real de forma cada vez mais dinâmica, já que lida não apenas com as informações geradas pelos 90 jornalistas que compõem o time da Agência Estado, mas também com dados obtidos da B3, da Bolsa de Nova York e de diversas outras bolsas do mundo. Embora a empresa lide com transmissão de dado em tempo real desde sua fundação, o mundo mudou e pede uma nova abordagem. “Os operadores de mercado querem as informações em tempo real porque cada segundo a mais para obter o dado pode significar perda de negócio”, pontuou Simão. “Já iniciamos o trabalho de migração do data center principal, que deve ser concluído nas próximas semanas”, previu.

Mas mais que migrar a estrutura de dados, Simão tem trabalhado com a equipe da Equinix para melhorar a interconexão com as bolsas e também com os clientes. Parte dessa estratégia passa pela adoção do Equinix Cloud Exchange Fabric (ECX Fabric), que ataca diretamente a comunicação, mas também o custo embutido nela. Para se ter uma ideia do antes e depois da aplicação da solução, apenas em arquitetura, ele sai de dois canais privados de diferentes operadoras de telecom para duas conexões de alta disponibilidade do ECX, a latência, algo crucial nesse tipo de negócio, sai de 150 ms no primário e 190 ms no canal secundário para 115 ms nas duas conexões redundantes. Mas Simão observa que em alguns casos essa latência ficou em 90 ms. E, para finalizar, o custo ficou até três vezes menor, considerando apenas a conexão internacional.

“Finalizada a migração do data center, partiremos para uma estratégia de nuvem híbrida, onde poderemos, utilizar, por exemplo, a API Speech to Text, da Google Cloud, para auxiliar clientes da Agência Estado que atuam em mesas de negociação e preferem ouvir a ler um notícia”, comentou o executivo. Simão afirma que já efetuou diversos testes com serviços de outras nuvens e que, a partir do momento que a nova estrutura de dados estiver operando, liberará essas novas funcionalidades para os clientes. A cautela do executivo é exatamente para poder oferecer ao cliente um serviço com baixíssima latência e que realmente possa fazer a diferença durante as negociações.

 

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