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Afinal, a nuvem gera ou não gera economia?

Na realidade, o modelo de Cloud Computing reduz os custos reais de TI de formas diferentes

Luiz Caloi *

10/04/2018 às 7h55

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Dizer que o data center revoluciona o modo como as atividades, as
comunicações e os dados são gerenciados e armazenados nas empresas é
redundante. Exaltar também o benefício da mobilidade que a nuvem permite
no que tange ao uso das aplicações e dos documentos a serem acessados
em diferentes plataformas por meio da internet também é falar mais do
mesmo.

Se antes estas e outras questões rondavam a mente e o
coração financeiro das empresas, sempre vindo acompanhada de uma série
de avaliações para tomarem tal decisão, hoje a indagação volta-se aos
efeitos benéficos que o cloud pode causar nas contas da corporação. A
questão atual é: a nuvem gera ou não gera economia? Com
20 anos de experiência no mercado de TI, participando de todo o
amadurecimento do conceito vivido até o momento, respondo sem titubear
que a nuvem é um aditivo a favor e, sobretudo, real nos custos das
empresas.

Primeiro pelo fato de eliminar ou otimizar os gastos com
a infraestrutura de TI on-premises. Por exemplo, no caso de uma
organização que migra para a nuvem pública, os gastos gerados pela
infraestrutura local de TI, tais como energia elétrica, aquisição e
manutenção de hardwares e softwares, serão completamente limados e,
dessa forma, a empresa economizará recursos financeiros, que poderão ser
destinados a outras áreas do negócio.

O segundo ponto a favor
reside em alinhar a área de TI com a demanda do negócio da empresa. Ao
adotar o modelo de pagamento ‘pague pelo uso’, no qual a empresa paga ao
fornecedor apenas a quantia referente aos serviços utilizados, a nuvem
proporciona flexibilidade frente à estrutura on-premises, que necessita
manter uma alta capacidade computacional disponível (e ociosa) para
atender períodos de demanda sazonal, como no Natal ou no Black Friday, o
que incrementa exponencialmente o custo das companhias.

O
terceiro item que chama a atenção é a democratização do uso da
tecnologia. A grande concorrência entre as nuvens públicas está fazendo
com que a tecnologia de ponta se torne acessível para qualquer tamanho
de empresa e de forma cada vez mais rápida. A disputa para atrair
clientes faz com que a inovação seja frequente e a queda de preços
também.

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Já a quarta forma de reduzir custos com a TI a partir do
uso da nuvem está totalmente relacionada à diminuição dos gastos com
segurança da informação. Assunto que se tornou prioridade nas agendas
das empresas, a preocupação com cibersegurança passou a ser dividida com
o fornecedor.

Para fechar esta análise, no quinto ponto, vamos
averiguar a base dos quatro primeiros, o de escolher um parceiro
estratégico que tenha todas as condições de apoiar nesta jornada.
Precisamos levar em consideração que não é tudo que está preparado para
ir à nuvem e a migração também não é “as is”, uma qualificação detalhada
do que se pode levar e como é o primeiro e mais importante passo do
processo. Escolher parceiros que são agnósticos em relação à
infraestrutura e podem oferecer um modelo híbrido faz a diferença em ter
sucesso ou não.

Como se pôde observar, a computação em nuvem
reduz os custos reais de TI de formas diferentes. Tal reflexão vem ao
encontro de uma pesquisa desenvolvida pela IDC, na qual aponta o
crescimento na adoção de soluções de cloud pelas organizações no Brasil.
Estudos apontam que 10,4% das empresas tiveram um aumento nas receitas
após aderirem às soluções em cloud computing e 77% reduziram os custos
de TI. Ou seja, recorrer à nuvem é a pura realidade para impulsionar os
ganhos empresariais.


(*) Luiz Caloi é diretor de Data Center e Cloud Computing da Sonda

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