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Adoção de Data Analytics está mais lenta que o esperado, alerta o Gartner

Apesar de a área ser a prioridade número um em investimentos para os executivos de TI, maioria das organizações ainda não atingiu o nível de maturidade desejado

Da Redação

05/04/2018 às 6h51

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Há tempos Data e Analytics (D&A) vem sendo apontada como prioridade número um em investimentos para os executivos de TI (CIOs - Chief Information Officers). Mas a maioria das organizações (91% das 196 pesquisadas globalmente) ainda não
alcançou um nível de maturidade em relação à tecnologia, informa o Gartner.

A
pesquisa global solicitou aos entrevistados que classificassem suas
organizações de acordo com os cinco níveis de maturidade para Data e
Analytics. O levantamento apontou que 60% dos entrevistados em todo o
mundo se classificaram nos três níveis mais baixos. 

A maioria dos entrevistados em
todo o mundo se classifica no Nível 3 (34%) ou Nível 4 (31%). Já 21% dos
pesquisados se classificam como Nível 2 e 5% no
Nível 1. Apenas 9% das empresas pesquisadas pelo Gartner consideram que
estão no Nível 5, o mais alto no qual estão os maiores benefícios da transformação.

Menos da metade (48%) das organizações da Ásia Pacífico (APAC)
indicam que seus avanços em Data e Analytics estão nos dois níveis mais
altos, seguidas por 44% das empresas da América do Norte e por apenas
30% da Europa, Oriente Médio e África.

Melhorar
a eficiência dos processos foi, de longe, o problema de negócios mais
comum que fez com que as organizações recorressem a Data e Analytics.
Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados em todo o mundo apontaram esse
tópico entre seus três principais problemas. O aprimoramento da
experiência dos clientes e o desenvolvimento de novos produtos ficaram
juntos em segundo lugar, com 31% dos entrevistados listando cada um
desses problemas. 

"Organizações com níveis de
maturidade de transformação possuem maior agilidade, melhor integração
com parceiros e fornecedores, além de maior facilidade de uso de
sistemas preditivos e de Analytics. Isso tudo se traduz em vantagem
competitiva e diferenciação de mercado", afirma diz
Nick Heudecker,
Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner,

A
pesquisa do Gartner revelou ainda que, apesar de muita atenção em formas
avançadas de Analytics, 64% das organizações ainda consideram o
relatório de negócios e painéis de controle (dashboards) suas aplicações
de negócios mais críticas para Data e Analytics. Da mesma forma, fontes
de informações tradicionais, como dados transacionais e registros
também continuam a dominar, embora 46% das organizações reportem o uso
de dados externos.

"Não
presuma que a aquisição de novas tecnologias é essencial para alcançar
níveis de maturidade em Data e Analytics", diz Heudecker. "Primeiro,
concentre-se em melhorar a forma como as pessoas e os processos são
coordenados dentro da organização e, em seguida, veja como aprimorar
suas práticas com parceiros externos", indica o analista do Gartner. "É fácil se deixar levar com novas tecnologias, como Machine Learning e Inteligência Artificial", explica Heudecker. "Mas as formas tradicionais de Analytics e de Inteligência de Negócios
continuam sendo uma parte crucial do funcionamento das organizações
atualmente. É improvável que isso mude em um futuro próximo".

Barreiras
As
organizações participantes da pesquisa relataram uma ampla gama de barreiras que as impedem
aumentarem o uso de Data e Analytics. Não há uma razão clara para isso,
mas as organizações tendem a experimentar um conjunto diferente de
questões, dependendo da sua localização geográfica e de seu nível atual
de maturidade. No entanto, a pesquisa identificou as três barreiras mais
comuns para essa questão: definição de estratégia de Data e Analytics;
determinação de como obter valor dos projetos; e resolução de problemas
de risco e de governança.

"Essas barreiras são consistentes com o que ouvimos de clientes que estão nos níveis de maturidade dois e três", afirma Jim Hare,
Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. "À medida que a maturidade
organizacional melhora no ambiente corporativo, as questões
organizacionais e de financiamento tendem a aumentar".

Em termos de infraestrutura, o modelo on-premise ainda domina globalmente, variando entre 43% a 51% das implantações. As implementações puras de Nuvem Pública variam entre 21% a 25%, enquanto os ambientes Híbridos ficam entre 26% e 32%.

Dataanalytics

"Analytics Workloads estão baseados na origem na qual os dados são gerados e armazenados. Hoje, a maioria de Workloads de Nuvem Pública é nova e não veremos uma porcentagem de crescimento na utilização de Cloud até que os legados de Workloads
migrem em massa para essa plataforma", afirma Hare. "Esse cenário
acontecerá em algum momento, mas essa mudança provavelmente levará
vários anos para ser concluída conforme os esforços modernos de Data e
Analytics utilizem esmagadoramente os tipos tradicionais de dados
armazenados no local".

A
pesquisa foi realizada por meio de um levantamento on-line no segundo
trimestre de 2017 entre os membros do Gartner Research Circle - um
painel composto por líderes de TI e de negócios. No total, participaram
da pesquisa 196 empresas de todas as regiões (EMEA, APAC e América do
Norte) e de 13 diferentes segmentos da indústria, com receitas anuais
que variam de US$ 100 milhões a US$ 10 bilhões.

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