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Abin anuncia sistema de criptografia de dados para proteger Petrobras

No dia seguinte à Polícia Federal ter solucionado o caso, Agência Brasileira de Inteligência corre atrás de sistema de segurança

IDG Now!

29/02/2008 às 8h27

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A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apresentará nas próximas duas semanas a Plataforma Criptográfica Portátil (PCP) à Petrobras, tecnologia de segurança que evitará supostos problemas com espionagem industrial como a Polícia Federal imaginou ter envolvido o roubo de laptops da gigante de petróleo brasileira.

Composto por um equipamento semelhante a um pen drive, o sistema de criptografia servirá para codificar qualquer dado, de modo a não torná-los “interpretáveis”, segundo anunciou a agência.

O equipamento, desenvolvido pela Abin, começou a ser usado no fim de 2007 em organizações estratégicas do governo, de acordo com o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações da Abin, Otávio Carlos Cunha da Silva.

A Petrobras havia solicitado uma apresentação da tecnologia antes do furto dos computadores, registrada na segunda semana de fevereiro - questões de agenda inviabilizaram o encontro antes do furto, segundo Cunha.

O diretor disse que “se a Petrobras tivesse não só essa providência [o PCP], mas criptografado qualquer coisa, os dados não seriam importantes para o ladrão. Com certeza eles não teriam acesso às informações”.

“A quebra de processos criptográficos leva 30, 40 anos computacionais, que são quando você coloca, no mínimo, um volume de computadores muito grande para trabalhar em cima de um processo”, explicou Cunha.

Após cogitar a possibilidade de espionagem nos dias posteriores aos furto, a Polícia Federal prendeu quatro envolvidos na ação nesta quinta-feira (28/02) e descartou qualquer possibilidade de tentativa de roubo de segredos.

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