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A vida de um CIO do outro lado da mesa

A experiência de Sergio Luiz Oliveira que saiu da TI e passou para a área de negócio da Ticket Transporte

redação CIO

10/03/2008 às 11h03

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Durante boa parte da minha vivência profissional em TI, principalmente nos últimos oito dos mais de 25 anos de experiência; ouvi, li e debati sobre o alinhamento com negócios, a necessidade de manter uma linguagem menos técnica na comunicação, flexibilidade, estabilidade, governança e controle dos custos. E sempre considerei que o grande desafio para um gestor de TI seria a equação entre os pontos mencionados, somado ao marketing das realizações e a gestão de pessoas. 

A administração de TI é uma das atividades gerenciais mais difíceis e insalubres – afinal, trabalhamos 24x7x365 (ou 366 nos anos bissextos). Se por um lado é tão difícil, é também instigante pela sensação de realização, superação, solução de crises (que estouram como se fossem pipoca!) e inovação. Sem contar aqueles projetos enormes...

Agora, ao assumir a gestão da operação do negócio - Ticket Transporte, da Accor Services - vivencio a estimulante sensação de estar do outro lado da mesa. Pelos primeiros dois meses, percebo que, diferente do que acreditava, não conhecia os detalhes de uma operação. Esta foi a primeira surpresa que costumo usar para refletir sobre o que deveria ter feito de diferente como CIO. Concluí que exercitar um job rotation entre os gestores é a forma mais adequada de criar um melhor entendimento entre todas as áreas de uma empresa. Viver na prática a complexidade de uma área de negócio é a chave para a TI contribuir mais ativamente para os resultados empresariais. Afinal, a gestão é apoiada em competências técnicas e bom senso, o que permite a qualquer gestor desempenhar um bom trabalho em áreas diferentes daquela de sua formação acadêmica e experiência profissional. Ah, se pudesse voltar o relógio do tempo!

Trago de TI algumas experiências: em processos para simplificar a operação e definir os papéis e responsabilidades da equipe; da gestão de projetos sobre os controles para a implantação dos serviços em grandes clientes; da inovação para criar novos serviços; da gestão de pessoas para criar um ambiente estimulante; e de custos para garantir o crescimento sustentável e econômico do negócio. Tudo isso somado à visão holística, prática e lógica, me permitirá focar no básico, de forma a tornar a operação menos complexa.
 
As limitações tecnológicas permanecem (e não será a minha chegada que as eliminará), mas deixarão de ser usadas como justificativa para que não se evolua. Iremos nos apoiar em reformulação dos processos para minimizar tais limitações, ou, quem sabe, eliminá-las. Agora, tenho a chance de colocar em prática algo que sempre cobrei dos meus pares e usuários: simplifique a operação em vez de sempre demandar modificações sistêmicas. Nem sempre vale a pena adaptar os aplicativos, às vezes é melhor adaptar a operação.

As Pessoas serão a alavanca da transformação e evolução do negócio.

A saudade da TI só não será maior porque terei a TI da Ticket Transporte inserida no negócio. Acho que seremos considerados em futuro próximo um caso de sucesso daquilo que alguns gurus andam pregando ultimamente, a TI difundida totalmente no negócio, Tecnologia do Negócio.
Daqui algum tempo poderei contar o que deu certo e errado nesta minha nova experiência. Até lá!

 

 

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