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A importância da segurança digital em tempos de Covid-19
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A importância da segurança digital em tempos de Covid-19

Quando planejamos uma estrutura de trabalho remoto eficiente e segura, temos de nos atentar a estas três fases

Por Ghassan Dreibi*

27/03/2020 às 18h00

Foto: Shutterstock

Estamos passando por mudanças radicais em nossas rotinas nas últimas semanas por conta do avanço da pandemia de Covid-19. De um dia para o outro, milhões de brasileiros passaram a trabalhar de suas casas, sem acesso aos seus escritórios, com o objetivo de mitigar o avanço do vírus. É um esforço coletivo que demanda muito de todos nós, e que também estressa nossas estruturas de cibersegurança de formas nunca antes vistas.

Há anos estamos vendo uma adoção gradual do trabalho remoto por empresas e funcionários, mas com velocidades e prioridades de adaptação diferentes. Não era raro ver que adaptações no sistema de segurança era o último passo adotado por empresas e, infelizmente, nesta semana percebemos isto de forma clara. CIOs, técnicos de TI e gestores passaram os últimos dias se esforçando para adaptar suas redes e suas ferramentas para que seus funcionários pudessem trabalhar remotamente, mantendo a segurança dos dados corporativos, e nesta pressa, cuidados importantes estão sendo deixados de lado.

Quando planejamos uma estrutura de trabalho remoto eficiente e segura em uma empresa, estamos falando de três fases. A primeira consiste na adoção de uma VPN e de ferramentas de comunicação para o trabalho remoto. A segunda é a migração total dos dados e ferramentas de segurança para a nuvem. E a terceira são processos de autenticação dos funcionários à distância. O que temos visto é que muitas empresas se preocupam apenas com a primeira fase e consideram somente as soluções de VPN para garantir a segurança do acesso remoto, e isso gera problemas.

A VPN, na prática, é um túnel que liga o usuário à rede de dados de uma empresa. Uma vez dentro deste túnel, o usuário tem acesso a tudo. E caso este acesso não seja bem controlado, ele abre um caminho perigosíssimo para fraudes e vazamento de dados, especialmente em momentos como este, onde todos os funcionários estão trabalhando remotamente. E aqui precisamos ser claros: nem todos os funcionários precisam ter acesso à VPN.

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É fundamental que os gestores e responsáveis pelas redes da empresa trabalhem em duas frentes, na VPN e na nuvem. É o que chamamos “Split Tunnel”. Enquanto a VPN dá acesso a todos os dados da empresa, incluindo os mais sensíveis, um acesso controlado à nuvem permite que um colaborador devidamente autenticado acesse apenas os dados necessários e as ferramentas de colaboração, tudo devidamente armazenado na nuvem. Ou seja, a segunda fase – migração de serviços e dados total para a nuvem – precisa estar concluída de forma satisfatória. Já a terceira fase, a autenticação do usuário, também precisa ser colocada em prática de forma rápida.

Com o distanciamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde, estamos dividindo nosso tempo em casa e, muitas vezes nossos computadores, com membros de nossas famílias. Daí a necessidade de se criar ferramentas de autenticação seguras, garantindo assim a integridades das informações. Soluções como dupla autenticação no login já eram essenciais, e agora se tornam mais que obrigatórias.

Não dá para negar que estamos passando por um momento único, que ninguém previu. E sua excepcionalidade está obrigando muitos de nós a acelerar a adoção de práticas e medidas de segurança que estavam sendo vislumbradas em um longo prazo. Mas é importante ressaltar que ainda dá para correr atrás e “não se mover” não é uma opção. Em tempos como estes, os riscos à segurança se tornam maiores, mas também existe a oportunidade de criar uma estrutura legado para que, ao fim das dificuldades, tenhamos empresas e estruturas devidamente preparadas para o futuro do anywhere office.

*Ghassan Dreibi é diretor de Cibersegurança da Cisco para América Latina

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