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85% das empresas ainda precisam se adaptar às demandas da LGPD

Pesquisa da Serasa Experian apontou que a média nacional de empresas que estão em conformidade com a lei é de 15,2%

Da Redação

02/09/2019 às 19h12

Foto: Shutterstock

Programada para entrar em vigor em agosto de 2020, a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) ainda preocupa boa parte dos gestores de tecnologia do Brasil, que não se sentem preparados para cumprir com todas as regulações previstas.  Pelo menos, é o que mostra a pesquisa da Serasan Experian feita em março com 508 pequenas, médias e grandes empresas.

Segundo o levantamento, 85% das empresas afirma que não estão preparadas para garantir os direitos e deveres em relação ao tratamento e coleta de dados pessoais em conformidade com a lei. A pesquisa ainda revela que 72% das companhias com mais de 100 funcionários pretendem contratar serviços terceirizados para auxiliar na adequação à lei.

 

Divisão por indústrias

A pesquisa mostrou que 31,8% do setor financeiro está pronto para as exigências da lei, apresentando um desempenho duas vezes maior do que os outros setores da economia brasileira, cuja média nacional foi de 15,2%. O setor de serviços ficou na segunda posição, com 19,6%, e o varejo, por sua vez, está terceiro lugar, com 17,9% das empresas adaptadas e dentro do que pede a lei.

O setor de saúde e hospital ocupa a última posição, com apenas 8,7% das empresas em conformidade com a lei. Precisando de mais tempo para se adaptar a legislação, cerca de 34,8% das organizações dizem que vão precisar de seis meses a um ano para estarem totalmente prontas para a lei.

Para o especialista em segurança da informação da Indyxa, Tiago Brack Miranda, a primeira coisa a ser feita é entender e identificar quais dados são gerenciados e manipulados internamente, analisando como eles são armazenados e protegidos de possíveis ameaças.

“As empresas devem começar o quanto antes, revisando seus processos, com a intenção de visualizar o que já está em conformidade com a lei, e o que ainda não está, a fim de ter tempo hábil para corrigir e evitar problemas futuros. Garantindo que a empresa tenha o total controle de todos os dados que coletam, desde o momento em que eles entram na empresa, até o momento em que são apagados”, diz.

 

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