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7 motivos pelos quais CIOs pedem demissão (ou perdem os seus empregos)
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7 motivos pelos quais CIOs pedem demissão (ou perdem os seus empregos)

De falsas promessas a mudanças de função, CIOs deixam as empresas quando capacidade de executar estratégias ou crescer na carreira atinge um obstáculo

Clint Boulton, CIO (EUA)

14/02/2020 às 8h12

Foto: Shutterstock

Em média, os CIOs deixam suas posições nas empresas a cada quatro anos. A saída de um CIO é frequentemente estimulada por amplas mudanças na estratégia ou função corporativa. Os líderes de TI também deixam as empresas por não conseguirem liberar o orçamento de que precisam ou por acharem que a sua estratégia é pouco valorizada. Além disso, às vezes os CIOs saem porque não combinam com a cultura corporativa ou não conseguem realizar os seus trabalhos.

Conforme as empresas avançam mais rapidamente na era digital, é provável que o carrossel do CIO gire mais rápido para aqueles que não conseguem executar as transformações digitais. Não há evidências empíricas de que esse seja o caso - ainda. A maioria das organizações ainda está formulando as suas estratégias digitais, portanto pode ser muito cedo para os CIOs falharem. Mas com as apostas tão altas, isso está fadado a acontecer.

“Vi uma grande quantidade de rotatividade”, afirmou Chris Patrick, CIO na Egon Zehnder. “O trabalho está ficando mais difícil, está ficando mais complexo e requer não apenas habilidades técnicas, mas também perspicácia de negócios e capacidades de liderança."

Nunca houve momento mais desafiador para ser CIO. Confira sete motivos pelos quais os CIOs abandonam as suas funções - ou são obrigados a abandoná-las.

Os desafios de um papel 2 em 1

Algumas empresas estão separando a TI e contratando diretores digitais. Outras estão confiando o gerenciamento corporativo e de TI ao seu CIO. Essas duas funções combinadas são de alto risco e alta recompensa, com falhas garantindo uma saída antecipada e sucesso abrindo caminho para melhores oportunidades.

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Patrick diz que os CIOs são cada vez mais solicitados a manter a TI interna e impulsionar a inovação de produtos e serviços digitais, colocando muitos deles em uma posição difícil. "Muitos vêm de uma experiência tradicional em TI corporativa e agora estão sendo solicitados a fornecer produtos e programas que não são necessariamente a base de experiência ou onde operaram durante a maior parte da sua carreira", explicou.

Expectativas desalinhadas

Alguns CIOs consideram suas fraquezas expostas em cronogramas acelerados, nos quais os CEOs sintonizados com o aumento do desenvolvimento ágil de software esperam resultados em 6 a 8 semanas, em vez de 6 a 12 meses. Preocupados com expectativas irreais, esses CIOs podem falhar e serem convidados a sair da empresa. "Justificado ou não, geralmente a pessoa que possui o roteiro e a estratégia da tecnologia é quem mais sofre", diz Patrick.

Resistência burocrática à mudança

A incapacidade de superar a resistência à mudança é outra das principais razões pelas quais os CIOs saem, segundo Matt Aiello, sócio da Heidrick & Struggles. Aiello relata que um executivo que foi contratado para liderar uma transformação digital saiu da função de CIO por conta da burocracia que o impedia de introduzir mudanças rápidas. "Eles estão dizendo que querem dirigir como um Tesla Model S, mas na verdade estão agindo mais como um skate", observou Aiello. "Eles têm pés de chumbo em uma era ágil."

Desalinhamento estratégico

Os CIOs também deixam as empresas pelo desalinhamento sobre o que significa uma transformação digital. Alguns veem a transformação como uma peça para se conectar com os clientes e gerar receita, enquanto outros a veem como uma maneira de cortar custos e melhorar a eficiência operacional. Um CIO que prefere o primeiro, mas é obrigado a atuar de acordo com a segunda visão buscará novas oportunidades, segundo Aiello.

"Você precisa desenvolver boas habilidades de escuta no decorrer de uma entrevista e, certamente, nos primeiros 60 dias para saber no que está se metendo", disse Aiello. A incapacidade dos executivos de se alinharem em um roteiro é uma das principais razões pelas quais as estratégias de transformação digital falham.

Isca e mudança - ou se tornar vítima do próprio sucesso

Às vezes, é prometida aos CIOs a oportunidade de impulsionar as transformações digitais, apenas para vê-las sendo tiradas - uma tática de isca e troca.

Um cliente da Korn Ferry, contratado como CIO de uma empresa de hospitalidade, revisou os sistemas de TI fracassados, com o que ele foi levado a acreditar que apoiaria uma transformação digital, relatou Gerry McNamara, diretor global de gerenciamento de informações. McNamara afirmou que o CIO, que se reportava ao COO, manteve os sistemas estáveis ​​e confiáveis. Porém, uma vez estabelecida a base operacional, o CEO contratou um CDO para conduzir a agenda digital. O CIO saiu, pois ele não queria ver a empresa criar produtos digitais usando o seu orçamento, pessoal e infraestrutura.

Estagnação

Para alguns CIOs, o fim pode não chegar em breve. "Os clientes dizem que querem que alguém esteja lá por 10 anos", afirmou Patrick. "Francamente, eu não sei se você quer alguém lá por 10 anos." O problema, é que a equipe de TI pode estagnar com a mesma liderança, principalmente se esse líder não tiver preparado sucessores. Um CIO de muitos anos também não formará uma equipe de alto desempenho, pois aqueles que perceberem bloqueio no desenvolvimento da sua carreira deixarão a empresa.

Falta de acompanhamento

Por outro lado, os CIOs que ficam apenas 12 a 24 meses nas empresas não fazem nenhum favor a si mesmos, pois isso os faz parecer profissionais que não conseguem se comprometer ou se dar bem com os colegas. Para Patrick, períodos de 4 a 5 anos dão aos CIOs tempo suficiente para introduzir mudanças, estabilizar e aumentar a função e seguir em frente antes que a organização fique obsoleta. "O ponto ideal é o horizonte de tempo de 4 a 5 anos e é aí que você precisa se concentrar", concluiu o executivo.

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