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7 dicas para lidar com profissionais talentosos

Todo executivo quer contar com uma equipe ultra inteligente. A boa - e a má - notícia é que você provavelmente conseguirá ter esta equipe e precisará saber gerenciá-la

Mary Brandel, CIO/EUA

30/07/2018 às 7h19

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Uma premissa básica da gerência em relação aos funcionários
é: quanto mais inteligentes eles são, maior a dificuldade de gerenciá-los.

Funcionários com alto grau de inteligência do lado esquerdo do cérebro, fato comum
entre os profissionais de TI, às vezes são exigentes e avessos a opiniões
alheias. Ficam entediados com facilidade e empenham em ser “corretos”, de acordo com
quem os gerencia.

Pessoas extremamente inteligentes, extremamente técnicas,
habitam uma subcultura onde conhecimento significa status social e poder. E
correção é fundamental. Isso pode gerar
descontentamento quando discordâncias inevitáveis ocorrem, principalmente entre
o funcionário e o chefe.

Talvez você sonhe em supervisionar uma equipe brilhante, mas
tome cuidado com o que você deseja – ou, pelo menos, aprenda a melhor maneira
de gerenciar pessoas ultra-inteligentes.

Veja sete dicas de quem está por
dentro do assunto.

1 - Gerencie resultados, não o processo
É perfeitamente cabível o chefe dizer ao funcionário o que
fazer, mas, quando se trata de como fazer, um ambiente controlador pode ser
frustrante.

Você não pode pegar pessoas que têm paixão por alguma coisa
e começar a criar muros ao redor delas.

Uma equipe composta destes
tipos de pessoas precisa de estrutura, mas esta estrutura deve ser voltada mais
para resultados do que para processo.

 Segundo os especialistas, o melhor a fazer é formatar as coisas em termos dos resultados que
você está buscando, em vez de condenar o modo como elas precisam ser feitas
para se alcançar estes resultados.

2 - Adote uma abordagem socrática
Raramente pessoas muito inteligentes gostam de se sentir
comandadas. Isso não significa, contudo, que elas não precisem ser controladas.

Para
conseguir este truque, faça perguntas que levem estes funcionários a perceberem
seu ponto de vista, de maneira próxima ao método filosófico proposto por Sócrates. Se eles não querem que as coisas lhes sejam
ditadas, você tem que gerenciá-los de uma forma mais socrática.

Isso demanda tempo e paciência, principalmente quando você
acha que já sabe a decisão que, no fim das contas, precisa ser tomada.

Você tem que examinar as ideias deles e deixar que eles
saiam com a recomendação de que você as rejeita ou concorda com elas.
Mesmo que você só queira tomar a decisão, tem que lhes dar uma
oportunidade de tomar parte nela.

3 - Seja aberto a aprender coisas novas
Seria um desperdício não permitir que algumas das ideias de
uma equipe extremamente inteligente se concretizassem. Esteja aberto a explorar aonde
a experimentação pode levar.

Se você for aberto às ideias que emanam de
profissionais brilhantes, pode e deve aprender muito com eles.

Para isso, você tem que estar disposto a ser testado.
Mas precisa fazer seus profissionais brilhantes justificarem as respectivas
posições de modo equilibrado e convincente. Isso não significa que você possa  abdicar de suas
responsabilidades gerenciais.

4- Não finja saber mais do que sabe
A pior reação é se sentir inseguro e ameaçado ao reconhecer que um subordinado direto é mais
brilhante do que você. Alguns chefes
se vêm compelidos a tomar decisões sobre assuntos sobre os quais eles são totalmente
incompetentes para decidir, o que acaba por afligir todo mundo.

É melhor aceitar que seu papel não é ter as melhores ideias,
mas ser capaz de determinar quais são as melhores ideias.

Na realidade, você ganha o respeito das pessoas extremamente
inteligentes quando permite a concretização das ideias. Mesmo
que as pessoas não estejam felizes, vão respeitar que você esteja sustentando
sua decisão. As pessoas realmente inteligentes querem ver ação e
resultados, não importa como.

“é muito importante que cada gerente técnico se conscientize de
que é um guia, não um chefe. Pode conduzir a expedição e sabe onde quer chegar, mas tem
que confiar em seu caçador para caçar e no seu cocheiro para tomar conta dos
cavalos.

5 - Encontre maneiras de extrair mais deles
Sofisticação intelectual é a perdição dos profissionais
extremamente inteligentes, que gostam de ser desafiados – às vezes até demais.

A tendência é ir atrás da coisa mais nova e atrativa e priorizá-la em relação
ao trabalho passível de cobrança.  Para contrabalançar isso, os funcionários podem se oferecer para participar de uma equipe de
ideias especiais, que se reúne a cada dois meses para explorar preocupações ou
oportunidades importantes. Isso ajuda a manter o pique durante períodos mais
lentos. Ajuda muito o moral.

E Cuidado para não subutilizar pessoas brilhantes, alertam os especialistas.

6 - Não se deixe cegar pelo brilho
Só porque alguém é brilhante não significa que deva dirigir
o espetáculo. Ficar fora do caminho dos indivíduos brilhantes não é abdicar da
autoridade gerencial. Em vez disso, equilibre quando deve lhes
dar espaço para conduzir suas próprias ideias, quando monitorá-los e quando
intervir. Afinal, existem muitos tipos de inteligência. Um codificador
brilhante, por exemplo, nem sempre é capaz de ver a estratégia geral.

Outro erro comum é delegar todas as decisões à pessoa
ultrabrilhante do grupo. Presumir que a pessoa é brilhante em todos os aspectos da vida
é condená-la ao fracasso.

7 - Mantenha a humildade
Na função de CIO, inevitavelmente você
trabalhará com pessoas mais brilhantes do que você. Se não for assim, é porque
você está contratando muito mal.

Dito isso, experimente começar cada novo dia com humildade. Você tem a sorte de contar com sua equipe e ela o levará ao seu
destino.

Procure não se sentir ameaçado por não ser o mais brilhante
da sala.
 
talento

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