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7 dicas para gerenciar os gastos com nuvem

Conforme investimentos disparam, cada vez mais empresas estão procurando maneiras de limitar os custos. Confira estas dicas para controlá-los

John Edwards, CIO (EUA)

11/02/2020 às 8h20

Foto: Shutterstock

Muitas empresas que antes consideravam a nuvem uma maneira de reduzir as despesas com data center agora começam a se questionar sobre o porquê não estão economizando tanto dinheiro quanto esperavam.

"Não há garantias de que a cloud computing, de qualquer forma, economize dinheiro", afirma David Linthicum, diretor de estratégia em nuvem da Deloitte. No entanto, trazer as metas de custos com nuvem de volta aos trilhos é relativamente simples. "É uma questão de planejamento avançado e estabelecimento de expectativas realistas", acrescenta o executivo.

A sua empresa está desperdiçando dinheiro por não gerenciar de maneira inteligente o orçamento da nuvem? As sete dicas a seguir podem ajudá-lo a controlar os custos e se aproximar das metas esperadas originalmente.

Planejar e analisar

A adoção da nuvem, por si só, não é uma maneira automática de economizar dinheiro. Um planejamento completo, seguido de uma análise detalhada de custo-benefício, é essencial. "As empresas precisam abordar a cloud computing como uma ferramenta com potencial para economizar muito dinheiro", explica Linthicum. "No entanto, a economia não se materializará, a menos que você chegue à nuvem pública com objetivos claros e um plano sobre qual será a economia e como chegará lá."

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Comece mapeando os recursos atuais e construa uma estimativa de quais serão os requisitos de cada serviço por um ano inteiro, sugere George Burns III, consultor sênior de operações em nuvem da SPR. Depois, dê um passo adiante no planejamento e decida quais serão os recursos específicos necessários. "Ao se comprometer com um nível de recursos e gastos, você pode economizar um terço ou mais no total."

Otimizar

Ao migrar cargas de trabalho e sistemas legados para a nuvem pública, preveja as suas necessidades de fornecimento e "dimensione corretamente" a sua configuração de nuvem.

"Uma vez na nuvem, interrompa a prática comum de superprovisionamento de data center herdado ao implantar novos recursos", recomenda Albert Abello, gerente de serviços em nuvem da DMI. "Confie no dimensionamento automático, nas ofertas sem servidor e na natureza flexível da nuvem para responder de forma dinâmica e rápida às flutuações na demanda."

Abello também aconselha a criação de ambientes de teste e demonstração apenas quando necessário e excluí-los imediatamente quando eles não forem mais necessários.

Outra prática inútil na nuvem é dar às equipes rédeas livres para criar novas instâncias. Muitas vezes, isso resulta em instâncias que são executadas durante muito muito tempo, para além da necessidade.

"Isso pode ser ótimo para organizações com equipes menores, diligentes e de ritmo acelerado, que precisam responder rapidamente às novas circunstâncias", explica Robert Sanders, diretor de engenharia de big data da Clairvoyant. No entanto, as equipes geralmente esquecem de executar o planejamento da capacidade antes de ativar ou redimensionar uma instância. "Isso resulta em muita surpresa quando os clientes veem a fatura", observa o especialista.

Crie uma cultura consciente de custos

Migrar para a nuvem é tanto uma mudança cultural quanto uma mudança de tecnologia, segundo Vuong Nguyen, consultor administrativo do DMW Group. Ele acredita que é importante incentivar uma cultura de nuvem consciente dos custos, focada em economizar dinheiro e melhorar o desempenho.

"A otimização de custos é responsabilidade de todos", afirma Nguyen. As equipes de entrega, por exemplo, devem ser responsáveis ​​não apenas pelo fornecimento do código, mas também pelo gerenciamento de seus custos, fixos e variáveis. "Eles estão no melhor lugar para assumir essa responsabilidade, pois podem tomar as melhores compensações e decisões de otimização relacionadas aos custos", acrescenta.

Para Carolyn Bellisio, CFO da Liberty Mutual Insurance, tanto a transparência de custos quanto dados limpos são necessários para fornecer visibilidade precisa das oportunidades de economia. "Os provedores de nuvem pública fornecem grandes quantidades de dados caros", explica. "É importante que as organizações estabeleçam uma estratégia para aprimorar esses dados com outros metadados, incluindo tags, para usar essas informações de maneira eficiente."

Torne-se nativo

O nativo de nuvem - uma abordagem para criar e executar aplicativos que explora as vantagens do modelo de entrega na nuvem - geralmente é a melhor maneira de migrar as cargas de trabalho existentes para a nuvem. Mas algumas organizações optam por uma estratégia de “levantamento e troca” - migrando cargas de trabalho do local para a nuvem com pouca ou nenhuma modificação. Embora existam benefícios nessa abordagem, como implementações mais rápidas, também existem alguns riscos dispendiosos, que variam de problemas de latência e desempenho a falhas totais de migração.

"Essas organizações geralmente acabam gastando enormes quantias com [provedores de nuvem], pois … as cargas de trabalho não são otimizadas para ambientes em nuvem", diz Dave Christian, arquiteto em nuvem da Anexinet, provedora de soluções de negócios digitais.

Embora às vezes seja uma opção viável, a mudança deve ser feita somente depois que o seu impacto for totalmente compreendido, alerta Brendan Caulfield, cofundador do ServerCentral Turing Group.

Organize-se

Os custos em nuvem podem ser minimizados criando e mantendo um sólido regime de governança. Exigir padrões e aplicar restrições de recursos, utilizar auditoria interna, limitar orçamentos e exigir relatórios para garantir a coformidade são medidas importantes.

Abello diz que também é aconselhável exigir que as equipes designem adequadamente os responsáveis e o relacionamento do projeto de cada instância. "Isso pode garantir que, quando você vê uma fatura mais alta do que o habitual, possa rastrear quais instâncias e, consequentemente, qual equipe contribuiu para os gastos e identificar se [o custo] é realmente necessário", explica Sanders.

Considere uma abordagem modular

Ao adotar uma abordagem modular - dividir um empreendimento em nuvem em microsserviços ou até nano serviços - o tempo de cloud computing pode ser focado nas cargas de trabalho mais necessárias.

"Os custos podem ser minimizados, permitindo que os serviços de suporte sejam utilizados apenas quando necessários", observa Rajesh Jethwa, diretor de entrega da Digiterre. "Essa abordagem também suporta um melhor gerenciamento de cargas de trabalho pontuais quando há demanda para um serviço específico."

Explorar as oportunidades disponíveis

Uma chave importante para o sucesso financeiro na nuvem pública é adotar um modelo de pagamento conforme o uso e aproveitar as oportunidades de economia disponíveis. "Se você gerenciar sua infraestrutura de nuvem pública como um data center local, acabará gastando mais dinheiro sem dúvida", alerta Bellisio.

Bellisio sugere aproveitar as diferentes opções de preços disponíveis dos provedores de nuvem pública para reduzir custos em recursos que precisam estar continuamente em operação. "Essas reservas de pré-compra permitem economias substanciais em relação aos preços sob demanda e são essenciais para qualquer programa de otimização de custos na nuvem", observa.

As empresas também devem aproveitar os recursos gerenciados. "Embora alguns recursos gerenciados possam custar mais inicialmente, considere sua economia de tempo em poder dedicar seus recursos de engenharia e operações a outras tarefas e objetivos", diz Burns. "Por exemplo, muitas plataformas de banco de dados estão disponíveis como serviços totalmente gerenciados, onde redundância, atualizações e backups são executados sem interrupções e sem intervenção do usuário. A remoção do gerenciamento dessa camada de banco de dados da sua equipe pode permitir que o tempo seja realocado, aumentando a produtividade, permitindo que você tenha um ROI melhor."

Colin Toal, CTO da Chisel AI, sugere o uso de serviços de "armazenamento a frio", como Amazon Glacier ou Google Coldline, para pagar menos por gigabyte pelo armazenamento a longo prazo de dados não críticos. "O uso da camada correta de backup e armazenamento com base na velocidade e disponibilidade dos dados é importante para otimizar a economia de gastos", conclui.

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