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6 tendências moldam as estratégias de nuvem hoje

Da contenção de custos para multicloud e orquestração de containers, os CIOs estão ficando mais pragmáticos e prudentes ao aproveitar as economias de escala proporcionadas pela nuvem

Clint Boulton, CIO/EUA

19/03/2018 às 15h49

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A Cloud Computing se transformou na plataforma, de fato, em que as empresas estão alimentando sua Transformação Digital e modernizando as áreas de TI. As organizações estão cada vez mais encontrando agilidade comercial ou economias de custos através do aluguel de software e de processamento através de fornecedores como Amazon Web Services (AWS), Microsoft, Google e IBM. 

O mercado global de nuvens públicas atingirá US$ 178 bilhões este ano, ante US$ 146 bilhões em 2017, de acordo com a Forrester Research. A adoção da nuvem pública nas empresas cruzará 50% pela primeira vez.

Com tantas grandes organizações deixando de ter recursos de computação on-premise para se concentrar em iniciativas estratégicas digitais, o ponto de inflexão era inevitável.

Aqui, a CIO.com analisa as principais tendências que moldam a adoção da nuvem hoje.

1 - Multicloud

Os dias de experimentação na AWS estão diminuindo. Os CIOs estão lançando aplicativos em duas, às vezes três, nuvens públicas. Por exemplo, a Honeywell está usando a IBM e a Microsoft Azure , e a General Electric e a Accenture consomem serviços AWS e Azure.

Lauren Nelson, um analista da Forrester Research que rastreia o mercado da nuvem, diz que os CFOs estão encorajando essa abordagem para evitar colocar muitos aplicativos em uma única cesta da nuvem e manter suas opções abertas. "Eles querem permanecer neutros em relação ao fornecedor para mitigar a dependência", diz Nelson.

Mas isso não é tão simples quanto parece. Embora o cálculo e o armazenamento sejam frequentemente similares entre os provedores - e as ferramentas de conversão ajudem as empresas a mover dados de uma nuvem para outra - a questão fica mais nebulosa em relação aos serviços de rede, aplicativos e desenvolvedores, diz Nelson.

As empresas fazem bem em usar modelos que garantam a portabilidade de aplicativos e dados entre fornecedores.

A Forrester recomenda que os CIOs conduzam uma análise completa de risco/recompensa e criem um plano de mitigação de risco.

2 - CIOs estão falando sério sobre a recuperação de desastres

As empresas tradicionalmente operam vários datacenters que fornecem redundância para a maioria dos aplicativos críticos que funcionam nas instalações. Essa abordagem ainda não se traduz em serviços públicos de computação em nuvem, aumentando o risco de uma interrupção que tenha consequências desastrosas para o seu negócio.

Jake Burns, vice-presidente de serviços em nuvem da Live Nation, diz que muitas empresas não estão fazendo backup dos serviços na nuvem. Mas isso mudará em 2018, já que mais CIOs reconhecem a importância da rede de segurança virtual. Os CIOs adotarão estratégias multicloud, executando cópias de seus software com vários fornecedores de nuvem ou executando aplicativos em mais de um datacenter de seus provedores da nuvem.

"Compreender esse conceito e colocar contramedidas para se proteger contra isso vai ser uma grande tendência até o final deste ano", diz Burns.

3 - Segurança em nuvem: não é mais um parafuso

Nos últimos anos, a proteção de dados, a criptografia e a automação e monitoramento de segurança da carga de trabalho foram em grande parte serviços de integração em sistemas de nuvem. O Nelson, da Forrester, diz que os fornecedores da nuvem oferecerão alternativas muito mais integradas para a segurança da nuvem, que podem aumentar ou substituir soluções pontuais.

O que não mudou: os fornecedores mantêm a postura de apenas apresentar a segurança cibernética, proporcionando aos clientes pouca garantia de que estão fazendo o que afirmam fazer, diz Nelson. Ela acrescenta que os CIOs continuam a ter um medo legítimo de perda de reputação da marca em caso de violação.

Como resultado, a Forrester recomenda a aplicação de um modelo de segurança "zero-trust" dentro e entre as plataformas da nuvem. Peça aos fornecedores garantias sobre o funcionamento de suas soluções em plataformas IaaS, PaaS e SaaS e como eles podem substituir ferramentas de terceiros com monitoramento nativo IaaS / PaaS ou criptografia nativa SaaS, prestando atenção ao controle total de chaves de criptografia, soberania de dados e privacidade.

"Persiga um modelo de segurança de confiança zero, independentemente, como uma cobertura contra brechas fora do seu domínio de controle", diz Nelson.

4 - Contenção de custos na nuvem

Os CIOs envolvidos com vários provedores de nuvem provavelmente são profundos no gerenciamento complexo de fornecedores de nuvem, uma área para a qual muitos gerentes e fornecedores são inexperientes. A AWS, a Microsoft e o Google Cloud estão dificultando a oferta de vários preços de serviços em nuvem e planos de consumo. A AWS, por exemplo, cobra aos clientes de alguns dos seus serviços na nuvem por número de mensagens enviadas ou número de mensagens enviadas em uma hora.

"O gerenciamento de custos na nuvem é um grande desafio e só está ficando mais complexo", diz Dave Bartoletti, analista da Forrester. Ele diz que um líder de TI precisou contratar uma pessoa apenas para ajudar a escolher e negociar contratos em nuvem.

Mesmo assim, os executivos de TI estão melhorando em conter os custos da nuvem à medida que suas práticas amadurecem. Bartoletti diz que um arquiteto em nuvem para uma grande empresa de software raspou US$ 300 mil em uma conta de nuvem de US $ 2,5 milhões apenas monitorando seu consumo.

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5 - A orquestração de container é real

A adoção de containers, que permitem que os desenvolvedores gerenciem e migrem facilmente o código do software, foi pródiga nos últimos anos, sustentando a computação em nuvem de muitas empresas e os esforços do DevOps. Mas como testes e provas de conceitos começaram a dar lugar à produção, as empresas descobriram que precisavam orquestar a implantação de containers.

A Forrester prevê que a Kubernetes, do Google, dominará a orquestração de containers. "A Kubernetes ganhará a batalha pela orquestração de containers da mesma forma que o Docker ganhou a batalha pelo tempo de execução e formato de containers em 2015", explica a consultoria em um relatório de tendências na nuvem.

Mas as habilidades de Kubernetes são escassas, e a Forrester recomenda aos CIOs que ainda não o fizeram, a elaboração de um plano para a orquestração de containers. Isso inclui o que você precisa aprender, quem você precisa treinar e quais os resultados que suas equipes de desenvolvimento e infraestrutura esperam realizar.

6 - Clube da cultura da nuvem

Para aproveitar ao máximo o valor da entrega de software mais rápida, muitas organizações estão reformulando sua cultura de desenvolvedores, incluindo a adoção de métodos ágeis e DevOps para ajudar a tirar proveito da agilidade e escalabilidade oferecidas pela nuvem. A Forrester recomenda que os CIOs identifiquem os líderes de TI para ajudar a mudar a cultura eenviem engenheiros para programas de treinamento, como IBM Bluemix Garage, Pivotal Labs e Red Hat Innovation Centers, entre outros.

"Esses programas ajudam a quebrar velhos hábitos, reforçar os comportamentos desejados e melhorar o foco do desenvolvedor", escreveu Forrester em um relatório. "Se seus objetivos de nuvem dependem fortemente do desenvolvimento rápido de código, em escala, usando as mais novas plataformas e ferramentas, você precisará mudar a sua cultura de desenvolvimento primeiro - e isso também não é fácil".

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