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6 práticas para diminuir o abismo salarial entre homens e mulheres

Especialista de consultoria de RH destaca que ainda há muito a ser feito para reduzir a diferença

Da Redação

10/05/2019 às 12h00

Foto: Shutterstock

A questão da diferença salarial entre homens e mulheres é complexa e merece muita atenção, explica a CEO da Carpediem Consultoria de RH, Aliesh Costa, que destaca dados recentes do IBGE que apontam que o sexo feminino ganha cerca de 20,5% menos que o masculino, tomando por base a população acima de 25 anos, com ensino superior completo.

De acordo com a especialista, foram registrados intensos debates sobre o assunto nos últimos anos, inclusive nas empresas, mas ainda há muito a ser feito neste sentido.

Aliesh recomenda algumas estratégias práticas que devem ser levadas em conta por profissionais de RH para ajudar a diminuir essa diferença de salário entre homens e mulheres no mercado de trabalho no país. Confira abaixo as orientações da especialista.

• Contratar mulheres para cargos influentes, como o de gestoras e líderes."Em geral, as empresas dão preferência a homens para exercerem essas funções. É preciso repensar esse conceito", diz Aliesh.

• As empresas devem buscar que mais mulheres façam parte dos seus quadros de funcionários, mantendo um equilíbrio entre os gêneros. "Isso deve valer para todas as funções e ter por base, obviamente, critérios de competência", ressalta.

• É preciso empenhar esforços para que, uma vez contratadas, elas sejam reconhecidas por seu trabalho.

• As empresas devem se manter atualizadas em relação aos salários de mercado, para que não cometam nenhuma injustiça. "O departamento de RH deve reforçar esses dados com os gestores de área, para que sempre revejam juntos essas informações, e sigam corrigindo eventuais distorções, especialmente no tocante às mulheres", afirma a especialista.

• Promover com frequência, nas corporações, debates e palestras mostrando uma cultura organizacional justa e ética, livre de preconceitos e desigualdades.

• Estimular os gestores da empresa a evidenciar e reter os talentos femininos na organização."E alinhar os pensamentos e dizeres, ante a qualquer ruído de cultura machista, caso isso apareça no discurso de algum colaborador", finaliza Aliesh.

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