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6 passos para promover a diversidade nas organizações

Líderes precisam manter a cultura de diversidade alinhada à cultura da empresa. Uma das estratégias é criar uma política para promover diversidade

Da Redação

05/08/2019 às 11h30

Foto: Shutterstock

Empresas que investem em diversidade são mais produtivas e eficientes. Segundo um estudo da Boston Consulting Group (BCG), empresas que contam com times de gerência mais diversos possuem receita 19% mais alta devido à inovação.

No entanto, segundo levantamento da Robert Half, 56% das empresas têm consciência de que o seu negócio não investe em uma política de diversidade e inclusão. Desses, 18% afirmam que o motivo é a falta de apoio da liderança, mostrando que o conceito ainda tem muito para ser difundido.

"Quando a organização entende a importância da inclusão no mundo dos negócios, ela também entende e consequentemente começa a praticar o respeito e a valorização das diferenças. Ao tornar esse conceito parte da cultura da empresa, os gestores iniciam um processo de enriquecimento de ideias, contribuindo para os processos de planejamento e tomada de decisões", destaca a Robert Half.

Mas por onde começar a implantar a diversidade nas organizações. Abaixo, a Robert Half destaca alguns caminhos.

1. Mantenha a cultura de diversidade alinhada à cultura da empresa

Toda organização tem a sua própria cultura e a inclusão de uma cultura e respeito à diversidade pode ser um processo complicado, uma vez que muitos gestores não têm exato conhecimento sobre o que seriam as suas políticas. Ou ainda, a missão e os valores estão estabelecidos, mas não exatamente praticados.

Antes de estabelecer a cultura de diversidade, indica a Robert Half, é fundamental fazer uma revisão da atual política e verificar como a integração entre as políticas podem acontecer sem maiores problemas. "É importante contar com a ajuda dos líderes para o direcionamento adequado das equipes", aconselha.

2. Elabore um censo dentro da empresa

Um dos conselhos que a Robert Half dá é fazer uma revisão da própria "consciência da empresa" quando o assunto é diversidade. Afinal, você sabe como anda a retenção de executivos nesse contexto? "Ela já mantém em sua equipe — especialmente em cargos de gestão — mulheres, negros, idosos, deficientes, transexuais? É obrigação do empreendedor conhecer as equipes, até porque, sem essas informações não tem como realizar um processo justo para ocupar as posições mais altas", destaca a consultoria.

"No entanto, não basta apenas saber mais sobre essas pessoas em números. É necessário conhecer as dores desses colaboradores. Será que eles já se sentiram discriminados no meio corporativo ou pior, dentro da sua empresa? Os colegas de trabalho fazem piadas vexatórias e ofensivas, mesmo sem intenção, nas áreas de convivência como o refeitório? Não meça esforço para descobrir o que acontece longe dos seus olhos, só assim é possível tomar uma posição adequada mediante esses fatores", complementa.

3. Crie uma política de diversidade nas organizações

Não há como ter uma política de diversidade dentro da organização sem que a empresa crie uma política para isso. A criação de um ambiente livre de preconceitos é requisito básico.

Nesse sentido, é preciso que o negócio incorpore os princípios fundamentais de inclusão, por meio da revisão de linguagem e ações de integração, trabalhando a conscientização e promovendo eventos para que os aspectos multiculturais sejam amplamente trabalhados e façam parte do cotidiano dos colaboradores.

4. Defina metas de diversidade

"As metas de diversidade devem envolver a estruturação de um plano de carreira adequado, em que a estrutura de cargos e salários obedeça aos padrões de diversidade previamente estabelecidos pela organização. Por exemplo, surgiu uma vaga na liderança de atendimento ao cliente e não há nenhuma mulher ocupando um cargo semelhante: que tal se só as mulheres, incluindo transexuais, puderem participar do processo de seleção?", sugere a consultoria.

A Robert Half segue dizendo que estabelecer indicadores para as vagas leva tempo, mas é necessário. "Por exemplo, destinar 3% das vagas em uma certa função somente para imigrantes. Ou até mesmo abrir alguns processos seletivos apenas para indígenas que hoje tem forte presença nas universidades".

5. Crie políticas de contratação

Políticas estabelecidas, censo de colaboradores definidos e metas estruturadas. Essas questões também precisam estar refletidas nos processos de recrutamento e seleção. Atualmente, há dezenas de técnicas e metodologias para um processo seletivo mais justo, que considere aspectos profissionais e pessoas e não sejam veiculados a imagem do candidato em si:

  • o recrutamento digital, em que a triagem de currículos e avaliação de competências é realizada integralmente pela web, fazendo com que recrutador e candidato se conhecem apenas nas últimas etapas;
  • processo de seleção a cegas, destinado a atração de talentos com base nos critérios de diversidade já estabelecidos;
  • contratando uma empresa de recrutamento e seleção terceirizada, que aplique o conceito de diversidade e apresente o candidato a empresa apenas nas etapas finais do processo.

6. Como monitorar os resultados da política de diversidade?

"Não basta apenas contratar os profissionais", lembra a Robert Half. Segundo a consultoria, uma política de diversidade eficiente é capaz de retê-los, diminuindo a rotatividade de pessoal e tornando a empresa uma referência nas relações harmônicas de trabalho.

Além de criar mecanismos que impulsionam a interação e a comunicação, é preciso contar com métodos para monitorar os resultados dessas ações. Uma forma válida de saber se a política implementada está dando certo é, justamente, medir o turnover. "Um ambiente agradável dificilmente vai apresentar um alto índice de rotatividade. No entanto, independentemente dos indicadores utilizados para medir a satisfação, existe uma atitude nobre que toda empresa pode ter: a formação de um comitê de diversidade", aconselha.

"Proporcionar às pessoas que já sofrem tanto preconceito no mundo corporativo a experiência de monitorar o ambiente e verificar se realmente os profissionais estão agindo com respeito e os próprios gestores estão incentivando a troca de experiências pode aumentar a satisfação dos colaboradores. As consequências você já sabe: engajamento, produtividade e lucratividade", conclui.

 

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