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5 passos para um teste eficaz de disaster recovery

Muitas organizações hoje implementam soluções de backup e de disaster recovery e assumem que estão preparadas para enfrentar qualquer eventualidade

Daniela Costa *

22/11/2018 às 7h56

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Foto:

Seu
plano de disaster recovery está pronto para enfrentar com sucesso ataques de
hackers solicitando o pagamento de resgate para a não divulgação de dados
confidenciais ou retorno do acesso aos dados roubados; falhas de hardware e
desastres naturais? Ou você será pego de calças curtas? Se você não pode
responder essa questão com um inequívoco “Nós estamos prontos” é o momento de
investir tempo e recursos no teste de recuperação de desastre.

Muitas
organizações hoje implementam soluções de backup e de disaster recovery e
assumem que estão preparadas para enfrentar qualquer eventualidade. Afinal, o
fornecedor da solução prometeu uma completa recuperação em minutos. Isso é
ótimo, mas nunca é demais reiterar o quanto é importante validar suas soluções
e processos. É preciso encontrar os pontos falhos e fixá-los antes que um
desastre real ocorra.

E
o que deve ser considerado? Vamos assumir que você já tenha totalmente
documentada sua infraestrutura, as aplicações, o fluxo de dados, os custos da
interrupção e os contratos com os prestadores de serviços. Quando chega o
momento do teste de disaster recovery, esse roteiro pode contribuir muito para
o resultado final:

Teste tanto a solução de
DR como o pessoal envolvido

Embora
os testes automáticos de DR tenham um papel muito importante, eles apenas
verificam o aspecto técnico do plano de recuperação. No caso de um desastre
real, os funcionários também precisam trabalhar rapidamente e de forma
confiante para restaurar rapidamente o sistema. Testes técnicos simulados
contribuem para que a equipe esteja preparada para agir de acordo com as
políticas documentadas e os procedimentos. O elemento humano nunca deve ser
subestimado.

disasterrecovery

Execute os testes
regularmente

Uma
recente pesquisa nossa envolvendo 600 canais parceiros e tomadores de decisão
apontou que apenas 44% tinham um plano de DR e, desses, somente 31% realizam o
teste mais de uma vez ao ano.  Então, é
muito importante realizar os testes com alguma frequência e essa periodicidade
depende do tipo de negócio, pois a receita que se aplica a uma agência de
publicidade local não é a mesma a ser adotada por uma instituição financeira
com alcance regional.

Dito
isso, o teste deve ser feito ao menos uma vez ao ano. E, é claro, se a área de
atuação requer aderência a todo um conjunto de regulamentações legais, os
testes devem ser promovidos com maior frequência. Não se esqueça de que quanto
mais frequentes forem os testes, mais sua equipe estará preparada para
responder corretamente a um desastre real. E com as mudanças na equipe de TI, a
execução regular de testes é algo crítico, principalmente frente ao ingresso de
novos membros no time.

Planeje seu teste
Não
importa se você vai testar aplicações discretas ou vai promover uma verificação
completa. É preciso, antes de começar, documentar todo o plano do teste de DR.
Deve ser considerado quando foi a última vez que suas aplicações críticas foram
analisadas e o que deve ser incluindo no próximo teste, caso ele não tenha sido
do tipo completo.  Não se pode esquecer
também que mudanças feitas na infraestrutura de TI talvez necessitem ser
acrescentadas ao plano e validadas durante a sua execução. O planejamento deve
abranger quem estará envolvido, o que especificamente será testado, os
objetivos do teste e os resultados esperados.

Documente integralmente
seu teste

Ao
realizar seu teste de disaster recovery é imprescindível que seja selecionada
uma pessoa para observar e documentar o teste. Essa deve ser sua única tarefa
no dia do teste, cabendo a ela detalhar qualquer problema e gravar o tempo
consumido para completar cada etapa do procedimento de DR. Ela deverá tomar
notas sobre o tempo de tolerância a falhas e de restauração da atividade,
recuperação dos dados e retorno ao sistema principal, falhas técnicas
inesperadas, a resposta humana a surpresas e as etapas nas quais os
profissionais identificaram falta de clareza no plano de DR, o que atrasou o
progresso da equipe e gerou ansiedade entre as pessoas.

Reveja e atualize seu
plano de DR

Todos
os testes do mundo têm pouca utilidade se eles não tornam claras as
vulnerabilidades presentes no plano de recuperação de desastre. Caso o teste
revele alguma falha, esse é o momento de reunir os principais interessados no
negócio para determinar qual o nível aceitável de risco e como é possível
reduzir o impacto da perda de dados e do sistema fora de operação. Com testes
regulares de recuperação de desastres e melhorias contínuas em seus planos sua
empresa estará preparada para enfrentar qualquer tempestade.

 

(*) Daniela Costa é vice-presidente para a América
Latina da Arcserve

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