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5 investimentos em análise de dados que valem o hype
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5 investimentos em análise de dados que valem o hype

Investimentos emergentes em análise de dados parecem promissores o suficiente para gerar futuros benefícios financeiros

Thor Olavsrud, CIO (EUA)

10/01/2020 às 8h00

Foto: Shutterstock

Poucas tecnologias disruptivas foram acompanhadas de tanto hype quanto o Analytics. Há quase uma década, a análise de dados e o business intelligence (BI) têm sido as principais prioridades dos investimentos em TI e, embora muitas dessas apostas tenham gerado valor real, nem sempre é simples discernir quais inovações levarão a resultados produtivos e quais se tornarão uma verdadeira sinuca de bico.

De acordo com Jim Hare, vice-presidente de pesquisa do Gartner, mesmo com a chegada de 2020, os líderes de TI e de negócios ainda consideram as análises e BI como prioridades de investimento em inovação. Afinal, a inteligência está no centro de todos os negócios digitais. Para esses líderes, o truque será enxergar o hype para fazer os investimentos certos nas melhores tecnologias.

Para ajudar, o Gartner identificou cinco tendências principais que, segundo Hare, ajudarão os líderes de TI a se concentrarem em investimentos de análise que terão impacto nos próximos anos.

Análise aumentada

"As organizações têm tantos dados que não sabem o que fazer. Por isso, agora elas estão tentando entender essas informações e transformá-las em insights úteis para ajudar a melhorar a tomada de decisões não só da equipe de analistas de negócios, mas também para os usuários da linha de frente que costumavam não ter acesso a informações analíticas", explica Hare.

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Etapa 1: entenda como e por que seus aplicativos estão sendo utilizados

Utilize a análise aumentada, que usa o aprendizado de máquina para automatizar a preparação de dados, a descoberta de insights, a ciência de dados e o compartilhamento de insights para uma ampla gama de usuários, incluindo colaboradores operacionais e cidadãos cientistas de dados - não apenas para a equipe analítica. Esse movimento em direção à análise aumentada é uma das cinco principais tendências identificadas pelo Gartner para 2020 - e a sua popularização deve ocorrer entre dois a cinco anos.

Hare afirma que as ferramentas de dados fornecem aos analistas de negócios recursos de autoatendimento, mas eles ainda têm que trabalhar com processos amplamente manuais. "Você ainda precisa encontrar a agulha no palheiro", diz Hare. "A ideia de análise aumentada serve quase como um imã gigante que passa sobre o palheiro para encontrar as agulhas, os padrões ocultos nos dados e apresentá-los com mais eficiência. O que estamos vendo são análises aumentadas usando o poder do trabalho em parceria com o ser humano e, juntos, eles podem atuar de forma mais eficaz e obter mais benefícios do que qualquer um que trabalhe independentemente."

Cultura digital

Hare acredita que as organizações precisam se concentrar no desenvolvimento da sua "cultura digital" em 2020, o que pode ser o passo mais importante para iniciar a jornada de transformação digital.

"No passado, havia um abismo entre os analistas de negócios e os usuários finais que realmente usavam dados e informações analíticas", comenta Hare. "Realmente uma tendência fundamental subjacente a isso é a consumerização de análises e dados. Especificamente, como faço para impulsionar o uso desses dados na minha organização?"

Para alcançar esse modelo, é fundamental a criação de uma cultura orientada por dados, centrada nos dados, especialmente entre os que estão na linha de frente dos negócios, "para que as pessoas possam usar o mesmo idioma ao falar sobre dados", acrescenta Hare.

Para isso, o treinamento é o principal investimento que os CIOs devem fazer para estabelecer uma cultura digital. Para promover a iniciativa, as organizações precisarão treinar os seus colaboradores para ler, armazenar e comunicar as informações, com um entendimento das fontes e construções dos dados, métodos analíticos e técnicas aplicadas, bem como a capacidade de descrever a sua aplicação e o valor resultante.

Hare também observa a importância do treinamento em ética digital, pois a velocidade com que inovações como a Internet das Coisas (IoT), impressão 3D, nuvem, dispositivos móveis, sociais e inteligência artificial estão em movimento torna altamente provável que essas tecnologias criem um lacuna entre moral e ações, levando a consequências não intencionais. Em 2020, as organizações terão que reconciliar os seus princípios com as possíveis consequências das tecnologias que utilizam.

Os CIOs também devem considerar iniciativas de "dados para o bem", observa o Gartner. Aqui, as empresas do setor comercial ajudam ONGs e outras organizações do setor público que estão tentando trabalhar sob a orientação de dados, mas não possuem os talentos necessários para utilizar a tecnologia de forma eficaz. Tais esforços filantrópicos podem ajudar a atrair e reter profissionais e mostrar responsabilidade social para os investidores.

Análise de relacionamento

O gráfico, a localização e as técnicas analíticas sociais estão ajudando as organizações a entender como as pessoas, lugares e coisas estão conectadas. O Gartner acredita que os aplicativos de maior valor nesse espaço estão focados na descoberta. Por exemplo, técnicas gráficas podem ser usadas para identificar comportamentos ilegais e atividades criminosas, permitindo que as agências policiais identifiquem lavagem de dinheiro e outros crimes. Além de identificar fraudes e comportamentos suspeitos, a análise gráfica tem aplicações em áreas como otimização de rotas, análise de cesta de mercado, otimização de CRM, monitoramento da cadeia de suprimentos e muito mais.

A inteligência de localização pode assumir a forma de serviços e soluções que geram, processam e analisam dados em um ambiente interno, ou aqueles que obtêm informações das relações geoespaciais. A inteligência de localização interna é utilizada em áreas como assistência médica (monitoramento de ativos móveis, rastreamento de pacientes), varejo (gerenciamento de equipe com base no tráfego do cliente, circulação na loja), fabricação (rastreamento de peças, monitoramento de ferramentas inativas), e setor público (localização de ativos e pessoas em caso de emergência, controle de acesso). A inteligência de localização externa pode ajudar em questões como análise demográfica, posicionamento de loja, rastreamento de ativos, análise ambiental e planejamento de tráfego.

A análise social visa ajudar as organizações a coletar, medir, analisar e interpretar os resultados de interações e associações entre pessoas, tópicos e outros conteúdos. O Gartner diz que a análise social ajudará as organizações a identificar tendências (na satisfação do cliente, por exemplo), comportamentos (interesse em determinados tópicos ou ideias) e sinais de alerta precoce (fontes de satisfação do cliente e falhas no processo).

Inteligência de decisão

Hare afirma que as organizações em 2020 buscarão alavancar dados em tempo real para melhorar a tomada de decisões. Nesse sentido, a inteligência de decisão surgiu como uma disciplina prática que inclui inovações como inteligência contínua, automação de decisão e processamento de fluxo de eventos. "Trata-se de analisar decisões, como elas estão sendo tomadas e quais decisões podem ser automatizadas. Estou pensando em termos de recomendações guiadas: informações que serão fornecidas a um ser humano para ajudá-lo a tomar uma decisão melhor", observa Hare.

A inteligência contínua integra análises em tempo real com operações de negócios para prescrever ações em resposta a eventos com base na combinação de dados atuais e históricos. Para ter sucesso, a inteligência contínua utiliza análises aprimoradas, processamento de fluxo de eventos, otimização, gerenciamento de regras de negócios e aprendizado de máquina. O Gartner prevê que levará de cinco a 10 anos para a inteligência contínua amadurecer, mas que será transformadora quando isso acontecer.

Para os CIOs que desejam investir em tendências de curto prazo, o processamento do fluxo de eventos está mais próximo da maturidade - de dois a cinco anos, segundo o Gartner -, e também será transformador. As organizações que procuram alavancar a IoT precisarão lidar com essa inovação em breve. Conforme apontado pelo Gartner, o processamento do fluxo de eventos será adotado por diversos departamentos nas grandes empresas, suportando operações por meio de dashboards e alertas em tempo real. Além disso, a tecnologia ajudará as empresas a reduzir a sobrecarga de dados para os colaboradores, apresentando apenas as informações mais importantes.

Operacionalizando dados e dimensionando o seu uso

As organizações continuarão concentrando seus esforços na operacionalização dos seus dados e no dimensionamento do seu uso. Grande parte disso estará relacionada à contextualização de insights para as diversas equipes da empresa. "As pessoas da linha de frente precisam da análise muito mais contextualizada para as suas necessidades particulares", diz Hare.

"Alguém que trabalha em vendas, marketing ou suporte precisa de um conjunto diferente de análises. Elas precisam das informações corretas para ajudá-las a tomar decisões específicas nas suas funções." À medida que os dados se tornam mais onipresentes, parte da operacionalização e do dimensionamento ajudará a evitar a sobrecarga, permitindo que os colaboradores lidem apenas com as informações de que precisam.

Hare afirma que as organizações precisarão desenvolver uma abordagem bimodal. As análises do primeiro modo são como você administra os seus negócios, enquanto as análises do segundo modo dois estão relacionadas à capacidade de experimentar, descobrir insights ocultos e incorporar esses insights nas análises de produção. "O que veremos daqui para frente é uma abordagem muito mais mista entre os dois modos", acrescenta Hare. "E você verá esse tipo de processo contínuo para a descoberta mais rápida de insights, podendo utilizá-los na produção dentro dos negócios."

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