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5 inovações com DataCenter Interconnect na América Latina

DCI se tornou tão parte integrante dos serviços baseados em nuvem, do conteúdo digital e dos modelos de negócios do século XXI,

Kent Jordan *

22/01/2019 às 15h53

Foto: Shutterstock

A Interconexão de Datacenter (DataCenter Interconnect - DCI, em inglês) se tornou tão parte integrante dos serviços baseados em nuvem, do conteúdo digital e dos modelos de negócios do século XXI, que a largura de banda interconectada global deverá crescer para mais de 8.200T até 2021.

Boa parte desse crescimento tem ocorrido na América Latina – nos últimos 10 anos, a penetração da Internet mais que dobrou na região. Esse aumento de demanda latina, em especial de acesso à internet de alta velocidade, está impulsionando projetos de datacenter em toda a região.

Os principais setores empresariais também estimulam o crescimento. Telecomunicações, manufatura e serviços bancários deverão contribuir significativamente para a largura de banda total de interconexão até 2021. Áreas de menor tráfego, como atacado, varejo e saúde, também deverão crescer cerca de dois dígitos, requisitando ao longo do tempo serviços de maior capacidade. Além disso, o mercado global de sensores de IoT deverá crescer quase 25% até 2027, com grande parte do crescimento vindo de regiões em desenvolvimento, como América Latina e Ásia, exigindo maior capacidade de rede.

O crescimento impulsiona a inovação
Vemos o surgimento de sistemas modulares e compactos criados para propósitos específicos, que oferecem uma enorme escalabilidade para permitir implementações globais e reduzir as despesas operacionais ligadas ao espaço, consumo de energia e resfriamento do datacenter. Esses sistemas oferecem modularidade e escalabilidade cobradas conforme o uso para cenários de tráfego mais baixo, para que as empresas possam dimensionar, de maneira econômica, a conectividade de seus serviços e aplicativos em nuvem.

Para melhorar a escalabilidade e o desempenho de dispositivos compactos e modulares de DCI e melhorar a abertura da plataforma, simplificando as operações, estão sendo lançadas novas tecnologias e recursos no mercado na América Latina. A seguir estão cinco maneiras pelas quais a inovação está impulsionando os aplicativos de DCI e o crescimento da capacidade na região.

1 - Interfaces coerentes da próxima geração aumentam a capacidade de DCI em múltiplos aplicativos
As implementações de DCI estão sendo transferidas do espaço das redes metropolitanas para longa distância, e cruzando os oceanos para fornecer uma entrega de conteúdo global à medida que os provedores de comunicações integradas (ICPs, em inglês) constroem redes abrangentes que cobrem todo o planeta. Vemos essa tendência na América Latina, onde foram anunciados para os próximos anos diversos projetos grandes de cabos que conectarão a região à Europa, América do Norte e outros mercados.

As interfaces coerentes da próxima geração oferecem maior capacidade de DCI, permitindo maior largura de banda para aplicações metropolitanas, regionais e de longa distância ou mesmo submarinas, como o projeto Angola Cables, que conecta os EUA e o Brasil. Plataformas de DCI com interfaces coerentes altamente programáveis ​​podem ser implantadas nas redes metropolitanas, possibilitando até 400G por comprimento de onda, o dobro de capacidade quando comparadas aos sistemas 200G. Já se foi tempo em que as operadoras de longa distância estavam limitadas a 100G. Hoje, as operadoras podem atualizar essas conexões para 200G; em conexões regionais, anteriormente limitadas a 150G ou 200G, as operadoras podem agora atingir capacidades de 300G. Essas interfaces também podem ser usadas para fornecer até 100G por comprimento de onda em conexões submarinas mais longas em todo o Pacífico e até 200G em conexões submarinas mais curtas, como os que se estendem da América do Norte à América do Sul. Plataformas como o Waveserver Ai maximizam a capacidade de qualquer aplicação de distância, aproximando a capacidade da margem disponível do sistema.

2 - Expandir para banda L duplica a capacidade
O aumento da capacidade de comprimento de onda é importante, mas simplesmente não é suficiente para as operadoras de DCI, que estão vendo grandes aumentos no tráfego. Como tal, as operadoras de rede estão expandindo para a banda L para dobrar a capacidade por fibra. Esse movimento é especialmente importante para redes DCI submarinas, onde o custo da instalação de cabos submarinos - como os que vão de Miami até América Central e do Sul - é alto. Mas isso também está sendo considerado para algumas redes terrestres, como as que passam pela América Central até a Colômbia, o Equador e o Peru. As atuais plataformas de DCI precisam oferecer a possibilidade de dimensionar a capacidade na banda C e na banda L para maximizar o retorno do investimento na infraestrutura de fibra.

3 - A simplicidade e a abertura caracterizam as novas plataformas de DCI criadas para um propósito específico
As operadoras DCI também querem a opção de personalizar suas redes em torno de seus modelos operacionais. Assim, as plataformas de DCI criadas para fins específicos adotaram a simplicidade e a abertura, oferecendo gerenciamento por meio de APIs abertas ou de plataformas de software de ciclo de vida para gerenciamento e serviços mais tradicionais, como o Blue Planet Manage, Control and Plan (MCP).

Essas novas APIs abertas podem facilitar a integração nos atuais sistemas de BackOffice e possibilitar formas inovadoras de configurar e monitorar a rede. A abertura agora está indo para os componentes de software em execução nos próprios elementos da rede. Isso não apenas permite que as operadoras de rede escolham módulos de software, mas também facilita o uso de componentes de software de terceiros.

4 - A criptografia da Camada 1 reduz os riscos de segurança
Como vimos em diversas situações divulgadas pela imprensa, as violações de dados podem ameaçar seriamente a segurança de empresas, redes e indivíduos em situação de risco. Como os dados na nuvem viajam através de redes de fibra entre diferentes datacenters, a segurança da rede continua sendo uma grande preocupação na região e em todo o mundo. A criptografia do transporte na Camada 1 está disponível nos produtos modernos de DCI, permitindo a criptografia em massa de todos os dados transmitidos entre datacenters. Essa criptografia usa a criptografia segura AES-256 diretamente na plataforma óptica de DCI, para fornecer uma transmissão em capacidade total sem congestionamento de tráfego. Além disso, a Camada 1 simplifica a arquitetura de segurança e reduz os custos ligados ao gerenciamento e à implementação de dispositivos separados de criptografia de camada superior. Ela também atenua o risco de violação de dados e as multas regulatórias resultantes, protegendo dados sensíveis e registros confidenciais que são transportados pelas redes de DCI.

5 - Melhora a experiência do usuário final por meio da orquestração de serviços com vários domínios
Empresas e provedores de serviços latino-americanos estão descobrindo o valor da orquestração de serviços para otimizar arquiteturas de nuvem híbrida e multi nuvem para aplicativos de interconexão de nuvem. Plataformas de orquestração de serviços, como o Blue Planet Multi-Domain Service Orchestration (MDSO), permitem que os clientes personalizem e ajustem dinamicamente sua capacidade na interconexão com provedores de nuvem. A orquestração de serviços em múltiplos domínios acelera a entrega de serviços e melhora a experiência do usuário final da empresa. Ela também diminui a complexidade da rede e aumenta a automação em redes híbridas ou multi nuvem.

À medida que cresce a demanda por largura de banda na região, as operadoras de rede precisam lembrar que o DCI também precisará evoluir. Grande parte do aumento da demanda por largura de banda virá da América Latina, à medida que aumentam o acesso à Internet, o streaming de vídeo e o uso de dispositivos móveis. Assegurar que sua empresa tenha um parceiro confiável que possa se adaptar a ambientes e requisitos variáveis de mercado ​​permitirá que as operadoras de rede gerenciem e cresçam no mesmo ritmo dessas mudanças.

 

(*) Kent Jordan é consultor de Marketing de Produtos e Tecnologia da Ciena

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