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5 formas como as organizações líderes se destacam no digital

Pesquisa global da Deloitte revela como as organizações digitais de vanguarda se diferenciam em termos prioridades, mentalidades e atributos culturais

Khalid Kark, da CIO (EUA)

07/05/2019 às 12h20

Foto: Shutterstock

Com a tecnologia integral para a estratégia de negócios, as principais organizações estão reescrevendo o livro de regras para o sucesso. Na pesquisa global de 2018 da Deloitte, identificamos que essas organizações de vanguarda digital possuem dois atributos distintos: uma estratégia digital claramente definida e uma organização de TI, vista pela empresa como líder no aproveitamento de tecnologias emergentes e na construção de capacidades digitais. Apenas 9,7% das organizações globais de tecnologia se encaixam nessa conta.

Nas entrevistas da pesquisa, descobrimos que essas vanguardas digitais se diferenciam de outras organizações em termos de prioridades, mentalidades e atributos culturais. Veja abaixo como.

1. Mindset de crescimento
Espera-se estabilidade operacional de qualquer organização de TI, mas, uma vez atingida, as vanguardas digitais rapidamente mudam o foco para impulsionar a transformação e oferecer crescimento de primeira linha. De fato, para 62% deles, transformação e crescimento são o seu principal mandato. Também descobrimos que as vanguardas digitais têm menos medo de fracassar e maior probabilidade de financiar a inovação nos negócios, gastando 26% de seus orçamentos de tecnologia em inovação, em comparação com 18% de outros.

2. Perspectiva ampliada/reduzida
Com a dinâmica da tecnologia e dos negócios mudando rapidamente, muitos líderes tecnológicos sentem que é quase impossível se comprometer com um plano de três ou cinco anos, mas ainda o fazem. As organizações de vanguarda digital resolveram esse dilema adotando uma abordagem de ampliação/redução, concentrando-se simultaneamente em trabalhar com seus colegas de negócios em dois horizontes de tempo muito diferentes: seis a 12 meses (ampliada) e 10 ou mais anos no futuro (reduzida).

Esse processo fornece a clareza e a flexibilidade que permitem que essas organizações atendam às necessidades imediatas de negócios enquanto desenvolvem uma visão e propósito de negócios mais amplos.

3. Cultura que atrai os melhores talentos
Quase todos os CIOs com quem conversamos no ano passado estavam procurando novos talentos e encontrando maneiras de recuperar sua força de trabalho existente, e muitos notaram a dificuldade de contratar e reter talentos de alto desempenho. As vanguardas digitais têm os mesmos desafios, mas a cultura organizacional é fundamental para atrair, reter e engajar talentos de alta tecnologia.

Cerca de 50% das organizações de vanguarda digital dizem ter a reputação de serem líderes em inovação, enquanto apenas 20% das empresas de referência dizem o mesmo. Mais da metade (55%) dizem que são capazes de reter talentos por causa de seus ambientes criativos e inspiradores.

4. Fundação de tecnologia sólida
As vanguardas digitais têm uma agenda de inovação e culturas inspiradoras, mas seria um erro pensar que elas economizam em investir em plataformas e ambientes de tecnologia fortes e resilientes. Na verdade, descobrimos que eles são muito mais propensos a ver a segurança cibernética como um imperativo estratégico e a consideram fundamental para o fornecimento de recursos tecnológicos. Mais da metade (52%) classificam suas capacidades de segurança cibernética como “abrangentes”, em comparação com apenas 26% de outros.

A maioria das empresas de vanguarda (78%) está confiante de que as suas arquiteturas suportarão necessidades futuras de negócios. Essa perspectiva ampliada é complementada com uma visão de redução correspondente: 72% já estão investindo em Inteligência Artificial (AI) e aprendizado de máquina (Machine Learning) com um olho voltado para o futuro.

5. Um forte plano de envolvimento
Como resultado da função de back-office histórica da TI, as organizações de tecnologia costumam ter fortes relacionamentos com outras funções de back-office, como operações e finanças, e relacionamentos mais fracos com vendas, marketing e engenharia de produtos.

As vanguardas digitais quebram esse molde: 74% dizem que sua função de TI tem relacionamentos muito fortes com as vendas e 64% dizem o mesmo sobre marketing – muito mais do que outros participantes da pesquisa. Em vez de desenvolver estruturas de governança complexas e elaboradas, elas passam a maior parte do tempo compreendendo as necessidades de negócios e criando modelos de engajamento, estruturas organizacionais e processos ágeis que lhes permitem cocriar soluções de negócios.

Organizações de vanguarda digital não são perfeitas, nem completaram suas transformações. Mas, com base em nossa análise, elas parecem estar se movendo na direção certa e podem oferecer aprendizados, os quais podemos usar para desenvolver nossas próprias abordagens de ampliação/redução em 2019 e além.

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