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5 fatores impulsionam o processo de mudança da cultura corporativa

E balizam a reconstrução da liderança na era digital, segundo estudo

Da Redação

26/03/2019 às 15h13

Foto: Shutterstock

Cinco fatores estão diretamente relacionados aos processos de mudança de cultura corporativa. São eles diversidade, hospitalidade, agilidade, liderança e individualidade, sendo estes dois  últimos os mais importantes para garantir o engajamento da força de trabalho, segundo pesquisa recente da Kienbaum Consultants International, apresentada pelo CEO global da companhia, Fabian Kienbaum, durante sua visita ao Brasil, dias atrás.

Acompanhado de seus colegas Jöerg Alexander Breiski, e Felix Bischoff, vice-presidente da companhia e Co-Chefe de Negócios Internacionais, respectivamente, Fabian veio ao Brasil com o objetivo de conhecer a estrutura da empresa no País e buscar insights no mercado brasileiro.

Durante o encontro, o executivo compartilhou suas perspectivas sobre a importância da liderança na era digital.  E comentou resultados do estudo, que ouviu 13,5 mil profissionais, todos com experiência mínima de 16 anos no mercado, avaliaram estilos de liderança e sua capacidade de dominar as demandas de um ambiente de trabalho mais complexo, digital e globalizado.

Esses trabalhadores têm idéias claras sobre como querem ser gerenciados. 94% preferem um líder que sirva de modelo, transmita uma visão e motive seus funcionários - também chamado de estilo de liderança transformacional. Igualmente desejáveis ​​são os gestores que formulam metas concretas e fornecem feedback construtivo (liderança estratégica, 88%), agem de maneira orientada para o valor e promovem o trabalho autônomo (liderança ética, 84%).

Mas a realidade é bem diferente. De acordo com os resultados da pesquisa, apenas 29% vêem seu supervisor como líder estratégico; ainda menos (21%) dizem que estão sendo transformadores e nem um décimo concorda com a afirmativa de que seu chefe é ético. Mais da metade dos entrevistados disseram estar sendo liderados hoje por um supervisor diretivo - um chefe que espera que seus funcionários sigam suas instruções. O que é um problema para a disrupção e a transformação digital.

Em linhas gerais, segundo a pesquisa, a aspiração de todos os líderes focados no futuro digital poderia ser se adaptar continuamente, como fazem as startups.  Hoje, antecipar e adaptar-se à mudança são as expectativas mínimas.

Em sua passagem pelo Brasil Kienbaum destacou que um dos resultados mais significativos da pesquisa é o interesse de grandes organizações em gerar engajamento em seus colaboradores com a mesma intensidade feita pelas startups.

“As grandes corporações estão se questionando sobre como capturar a energia e a sensação de posse comum aos funcionários das startups para suas organizações?”, afirmou.

Para ele, esta é uma tendência global, já que um dos principais desafios para que uma empresa se mantenha competitiva é aliar inovação a um comprometimento corporativo e sensação de posse por parte dos funcionários.

Mas o caminho para chegar lá requer mudanças profundas na cultura corporativa.  "A digitalização e a mudança dos mercados estão forçando as empresas a repensar suas estruturas organizacionais. São principalmente os executivos que precisam se reposicionar.  A liderança deve ser eficaz, centrada nas pessoas, responsiva ao seu pessoal e sensível às suas necessidades e desenvolvimento individuais", diz Sebastian Dettmers, Diretor Administrativo da StepStone.

"Não existe um estilo de gestão com sucesso garantido - modelos de liderança diferenciados que respondam igualmente às necessidades individuais dos funcionários e às especificidades da organização", diz Walter Jochmann, Managing Director da Kienbaum.

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