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5 estratégias para melhorar a experiência dos colaboradores

Para reter talentos é preciso criar ambiente de confiança e ao mesmo tempo desafiador. Aqui contamos como fazer isso da melhor forma

Sharon Florentine, CIO.com

26/07/2019 às 9h02

Foto: Shutterstock

A experiência dos colaboradores se tornou um diferencial importante no mercado de talentos de tecnologia. As empresas que proporcionam experiências positivas - desde o processo seletivo, passando pela integração com a equipe e desenvolvimento profissional - são capazes de se destacar da concorrência.

Mas como ter certeza de que a experiência com os funcionários é de excelência? Primeiro, é necessário entender um pouco sobre a psicologia humana, diz Shavon Lindley, CEO da ion Learning. O cérebro humano está preparado para funcionar melhor quando atinge a segurança psicológica. Qualquer ameaça percebida a essa segurança diminui a capacidade de uma pessoa ouvir, aprender, colaborar e dar o seu melhor.

“De volta ao tempo das cavernas, o cérebro é acionado em uma reação de luta, fuga ou paralização por ameaças físicas”, afirma Lindley. “Agora é mais sobre ameaças sociais ou psicológicas: estresse, preocupação, exclusão, estar em um novo ambiente.”

Por conta disso, os colaboradores que iniciam em um novo emprego não estão usando automaticamente o potencial de seus cérebros, acrescenta o especialista. “Portanto, as organizações precisam se concentrar em tornar essas experiências o mais seguras e confortáveis ​​possíveis para tirar o melhor proveito dos talentos.”

A seguir, confira cinco dicas para melhorar a experiência dos trabalhadores da sua empresa.

Pergunte aos profissionais o que eles querem

Comece com as pessoas que melhor podem lhe dizer o que precisam para se ter uma boa experiência no ambiente de trabalho: seus colaboradores. O que você acredita que pode ser uma experiência positiva pode ser o oposto, como a GE descobriu quando analisou suas soluções de suporte e serviços de TI.

“Nós olhamos para os aspectos operacionais do que tínhamos, como a maioria das empresas, e assumimos que estava tudo bem por causa das medidas tradicionais: quem estava produzindo mais rapidamente; quantas pessoas tínhamos trabalhando. Era um processo altamente terceirizado, principalmente manual, e no papel parecia ótimo, mas quando fomos realmente nos aproximar dos nossos funcionários, eles disseram: 'Isso é miserável e odiamos'”, relata Chris Drumgoole, CIO da GE.

Muitas organizações seguem um mantra semelhante de "Se não está quebrado, não conserte", mas podem estar fazendo as perguntas erradas para as pessoas erradas. Além disso, especialmente em grandes empresas globais, uma experiência positiva do colaborador pode variar de departamento para departamento, mudando, inclusive, de acordo com a região ou a cultura, diz Julie Dove, vice-presidente de experiência em local de trabalho digital da GE.

“Você precisa conhecer e ouvir os comentários que recebe da sua organização. Algumas culturas e regiões vão reagir de maneira diferente, e você tem que provar que está ouvindo e trabalhando para resolver suas preocupações”, explica.

Use as informações corretas

Para conhecer a real experiência do profissional da sua empresa, é fundamental analisar as métricas certas. Engajamento, retenção e colaboração são indicadores sólidos para saber como os colaboradores estão se sentindo. Pesquisas internas, feedback anônimo e entrevistas sobre o trabalho, bem como entrevistas após demissões, podem ajudá-lo a entender onde você precisa melhorar.

“Para nós, nossa antiga solução estava medindo como poderíamos conseguir que mais agentes de helpdesk fechassem tickets mais rapidamente, em vez de alavancar automação, bate-papo e inteligência artificial para ser mais eficaz e facilitar o trabalho dos nossos funcionários”, reflete Drumgoole.

Observe outras organizações que oferecem experiências positivas

Algumas organizações já têm uma práticas para gerar experiências positivas para os colaboradores, e a notícia circula, afirma Jeff Monaco, CTO da GE. Com o avanço da TI ganhando espaço nas empresas, é preciso avaliar como você vê a tecnologia e fazer dessa análise um elemento central da sua estratégia de experiência dos colaboradores, defende o especialista.

Para isso, olhar para fora da sua própria organização para observar quem está implementando essas práticas pode ser uma boa pedida.

“Tínhamos que nos perguntar o que os clientes e consumidores queriam, então procuramos empresas como a LEGO, a Disney, a Zappos - lugares que todos apresentam como exemplos de grandes experiências e depois ajustamos isso às nossas próprias necessidades”, acrescenta Drumgoole.

Utilize a tecnologia como aliada

A explosão da inteligência artificial ​​e do aprendizado de máquina, chatbots, autoatendimento e tecnologias semelhantes podem fazer maravilhas para ajudar a experiência do seu colaborador, mas somente se você aproveitá-las dentro de sua organização, explica o especialista.

"Você precisa ter as melhores pessoas aproveitando essas tecnologias para ajudar a criar essa grande experiência", continua. “Para nós, todo o material rotineiro e tedioso dentro dos serviços e suporte de TI agora é tratado por meio dessas tecnologias, e isso criou uma experiência melhor. Com a eficiência e economia de custos, pudemos reinvestir em pessoas melhores para ajudar em questões mais complexas, e isso ajudou imensamente”, completa Drumgoole.

Crie pequenos grupos de mentoria

Em um nível mais pessoal, considere a criação de grupos de mentores para que seus funcionários possam explorar e entender não apenas seu próprio departamento, mas outros de toda a empresa. Isso pode aumentar a colaboração, o engajamento e também a sensação de segurança psicológica que é tão importante, diz Lindley.

“O que recomendamos é colocar as pessoas em um grupo diversificado de mentoria de três ou quatro pessoas no máximo. Também deve haver uma ligeira diferença de 'níveis'; mas não drástica. A diversidade aqui é especialmente importante - raça, gênero, etnia, religião, tipo e tamanho da família - quanto mais variáveis ​​você puder ter, melhor.”

Essas composições são mais eficazes para conversas abertas, bem como para criar confiança e segurança, especialmente para novos colaboradores. Esses grupos devem se reunir pelo menos uma vez por mês para que os membros se conheçam bem e possam compartilhar o que é trabalhar para a empresa e transmitir a missão e os valores para os novos trabalhadores.

“É fundamental que os novos contratados construam relações logo de cara, e ter esse sistema de apoio ajuda os funcionários a quererem ficar. Temos que criar esses ambientes inclusivos que ajudem a treinar o cérebro a superar o viés de similaridade - que se traduz no local de trabalho para 'as pessoas de TI só saem com as pessoas de TI, e as pessoas de marketing só saem com as pessoas de marketing. Esses grupos colocarão seu cérebro no estado mais receptivo para a construção da confiança e isso transformará a experiência de seu colaborador, ao mesmo tempo em que fortalece a organização”, finaliza Lindley.

 

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