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5 dicas para manter sua equipe motivada

Em artigo, especialista aponta cenários e práticas diferentes para motivar os profissionais no dia a dia

Ruan Carlos Torres*

09/04/2019 às 17h30

Foto: Shutterstock

É notório que quando o assunto é motivar equipes, existe uma infinidade de práticas já reconhecidas no mercado, como realizar feedback, oferecer benefícios, entre outras. Todavia, quando falamos sobre uma equipe, precisamos entender que estão envolvidos diferentes modelos mentais, compostos por valores e experiências de cada integrante.

Buscando entender o contexto da minha equipe e as suas possíveis jornadas durante o dia a dia, fiz a leitura do livro "Por que fazemos o que fazemos?", do filósofo Mario Sérgio Cortella, a qual foi possível gerar alguns insights em relação a possíveis cenários percorridos durante a trajetória profissional. Sem mais delongas, vamos às dicas.

1 - Propósito

O conceito de alienação se refere a tudo aquilo que eu produzo, mas não compreendo a razão. O propósito funciona como o antídoto para a alienação. No papel de líder, o nosso desejo é uma equipe de "cabeças pensantes", com um propósito bem definido, seja ele com o objetivo de marcar a nossa presença no mundo ou simplesmente por mera obtenção da sobrevivência.

2 - Rotina ≠ Monotonia

Rotina não é sinônimo de monotonia. A verdadeira causa raiz de um enfado em relação ao cotidiano profissional é a monotonia, não a rotina. Parece estranho, mas a rotina traz como benefício a organização de nossas atividades, a utilização inteligente do tempo, o que garante maior eficiência e segurança no que se faz. A monotonia é a morte da motivação. O papel aqui é garantir que a repetibilidade da execução de procedimentos diários não se torne automatismo, percebendo valor na sequência correta de cada execução.

3 – Autoria da obra

A percepção autoral é necessária para que a pessoa se construa como indivíduo que não é descartável, e sim que colabora para o todo. Por isso, recomendo que o próprio indivíduo faça a apresentação dos resultados do seu esforço. No cenário de uma Software House, por exemplo, ao término de um ciclo de desenvolvimento, cada integrante da equipe apresenta a funcionalidade em que mais se engajou.

4 – Trabalho com significação

A busca pela significação passa pela procura de outros argumentos para o trabalho, além da necessidade de sobrevivência. Um exemplo que Cortella apresenta no livro é a abordagem de empresas com alto turnover para com seus funcionários.

Em empresas de Call Center, não faz sentido fazer propaganda de que "você está em um ótimo lugar", "vai crescer na empresa", pois a pessoa sabe que não é verdade. É muito mais saudável para a relação deixar claro que por mais que seja passageiro, não impede que ela perceba o quanto essa experiência pode contribuir para sua formação, seja lidando com situações de conflito, trabalhando seu lado multitarefas, entre outros.

5 – Tempo, tempo, tempo

Como o trabalho ocupa uma parte significativa do nosso tempo, ele acaba se relacionando com outras dimensões da vida. Diversas vezes, temos a sensação de valorizarmos sempre o que não estamos fazendo. Por isso, é necessário desenvolver um senso de prioridade e ela requer exclusividade. Tudo está relacionado à que metas traçamos e priorizamos, e nesse momento, a noção de propósito é fortíssima.

A principal lição para esse tópico é que: não adianta ficarmos pensando "poxa, se eu não estivesse aqui trabalhando, eu poderia estar com a minha família", e sim reforçar que você está trabalhando para que possa proporcionar as melhores experiências à sua família, ou simplesmente porque você ama o que faz.

*Ruan Carlos Torres é coordenador de Controladoria e Qualidade na CINQ Technologies

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