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4 passos para impulsionar a inovação na empresa

O segredo está em encontrar as ferramentas e a estrutura adequadas às necessidades, estratégias e cultura da companhia

Redação

06/04/2019 às 10h28

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Foto: Shutterstock

Globalmente, as empresas gastam cerca de US$ 1 trilhão todos os anos em inovação, mas pelo menos 10% desse investimento – ou seja, US$ 100 bilhões – são totalmente desperdiçados, estima a consultoria Oliver Wyman. De acordo com o instituto, enquanto as empresas continuarem imitando os modelos de inovação de ícones como Google e Amazon, não conseguirão resultados práticos. A verdadeira chave para o sucesso é encontrar as ferramentas e a estrutura adequadas às necessidades, estratégias e cultura de cada empresa.

Em artigo publicado no MIT Sloan, Jürgen Stetter, o especialista em práticas digitais da Oliver Wyman, recomenda às companhias concentrar esforços em quatro passos:

1. Identifique qual inovação que você precisa

Existem vários tipos de inovação e elas podem ser de mercado ou até mesmo voltadas para redução de custos, mudança de processos ou criação de novos modelos de negócio. Cada tipo de inovação exige abordagens diferentes. Defina as metas que devem ser atingidas e escolha o melhor método para alcançá-las – isso inclui, sobretudo, mudanças de cultura.

2. Encontre a melhor fonte de novas ideias

O caminho é identificar as melhores ideias e, então, determinar como criar um relacionamento produtivo com as pessoas e organizações que podem lhe dar acesso ao que você precisa. Mas como fazer isso? Com intuito de criar uma cultura criativa, algumas empresas promovem competições internas entre os funcionários e oferecem a possibilidade de financiamento das melhores ideias. Além disso, é preciso buscar ideias também em fontes externas, como universidades e startups. Outra opção é realizar parcerias com centros de inovação.

3. Defina se sua empresa precisa ser proprietária da inovação

Investir em uma patente de um novo produto pode ser uma vantagem competitiva considerável. Mas em outros casos, a propriedade pode acabar aumentando custos ou acrescentar poucos benefícios em um novo empreendimento. Diante disso, “as empresas precisam pensar seriamente se devem inovar - ou se o papel delas é incentivar e ajudar outras pessoas a inovar”, destaca Stetter. Talvez parcerias com outras empresas podem ajudar a criar produtos e processos disruptivos. Um exemplo é a parceria entre as montadoras alemãs BMW, Audi e Daimler, que estão compartilhando dados por meio do app Here para aperfeiçoar seus carros autônomos.

4. Crie um processo

A inovação é importante para os negócios, mas não faz mágica. A maioria das ideias acabam morrendo antes de produzirem um impacto real. Toda inovação requer um processo, um fluxo de trabalho tradicional. “Ele provavelmente envolverá mais interação, iteração e feedback. Mas ainda há etapas discretas que precisam ser tomadas, começando com a seleção de prioridades e prosseguindo com a implementação”, evidencia o especialista. Com o tempo, novas ideias precisam ser incorporadas dentro de uma estratégia corporativa mais ampla.

Tendo em vista que o progresso precisa ser monitorado, os modelos de negócios construídos e os incentivos gerenciados, tanto para quem idealiza a inovação quanto para aqueles que colocarão essas tarefas em prática, as empresas devem definir uma unidade específica dedicada à inovação. Isso exigirá algumas transferências internas para construir unidades de inovação mais ágeis e criativas.

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