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Ser nativo em nuvem custa mais do que você pensa

Aplicativos nativos da nuvem são executados de maneira melhor e mais barata na nuvem, mas a conversão do software legado para ser nativo na nuvem geralmente custa caro

David Linthicum , InfoWorld/EUA

Publicada em 04 de agosto de 2018 às 11h38

Cuidado com o custo da adaptação de aplicativos legados para tirar proveito dos recursos nativos da nuvem.

Existem três maneiras básicas de lidar com a migração desses aplicativos para a nuvem:

- Lift and shift, ou apenas colocar os aplicativos em uma nuvem pública sem modificações, esperando pelo melhor.

- Refatoração parcial, que significa modificar partes dos aplicativos para aproveitar alguns recursos nativos da nuvem.

- Refatoração completa ou refação do aplicativo por completo para aproveitar os recursos nativos da nuvem.

É claro que o lift and shift é o caminho mais barato e, assim, o modo mais comum como muitas empresas direcionaram suas migrações de nuvem. A desvantagem não é aproveitar a plataforma de nuvem na qual o aplicativo reside. É o alto custo disso e a lentidão.

As abordagens de refatoração, para aproveitar os recursos nativos da nuvem, resultam em contas de nuvens mais baixas e maior desempenho, mas aumentam os custos e os riscos da reformulação da aplicação. Além disso, quanto pior o estado das aplicações a serem mgradas, maior o custo de refatoração e o risco.

As empresas estão fazendo a coisa certa ao tentar refatorar os aplicativos que estão migrando para a nuvem, incluindo a execução das métricas de custo do trabalho que precisaria ser feito. Esse esforço de refatoração não inclui apenas a reescrita em si, mas o teste, a implantação e talvez o uso de novas cadeias de ferramentas DevOps.

O problema é que os custos têm surpreendido, chegando a ser o triplo do que as empresas esperavam inicialmente. Isso se deve em grande parte ao fato de que os aplicativos eram muito piores do que se supunha originalmente, e a dissecação principal (inesperada) era necessária para levá-los primeiro a um bom estado arquitetônico e depois a um estado nativo da nuvem. 

nuvem

Então, as empresas pagarão o custo extra? Algumas sim, para a maioria de suas aplicações críticas.

Como orçamentos são engessados, na maioria das vezes, as empresas acabarão não refatorando tantas aplicações quanto se pensava inicialmente, talvez excluindo-as para 2020 ou 2021. Isso pode acabar custando mais dinheiro no longo prazo. Se isso for aceitável para você, tudo bem. Meu conselho é corrigir agora, em vez de mais tarde, e absorver os custos que você acabará pagando depois, de qualquer maneira. 



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