Recursos/White Papers

Tecnologia

IA e Segurança estão no foco de investimento do Google Cloud

De acordo com CEO do Google Cloud, Diane Greene, trabalho reflete necessidade do cliente e oportunidades trazidas pela Inteligência Artificial

Vitor Cavalcanti *

Publicada em 24 de julho de 2018 às 22h56

Segurança tem sido cada vez mais a preocupação número um de CIOs e executivos que compõem o C-level de grandes empresas. Na outra ponta, Inteligência Artificial é vista como uma das tecnologias que mais oportunidades trarão para negócios e vida cotidiana. Com essas duas frases, a CEO do Google Cloud, Diane Greene, resumiu os motivos que levam a empresa a focar seus investimentos mais pesados em Segurança da Informação e IA, enquanto falava para mais de 20 mil pessoas no Next, evento do provedor para clientes e parceiros, que acontece em San Francisco, nos Estados Unidos.

Nesse contexto, onde a Cloud Computing tem um peso cada vez maior nas estratégicas de tecnologia das empresas, torná-la mais fluída, segura e inteligente é algo essencial para qualquer provedor. Assim como diversos problemas locais, o Google Cloud entende que a estratégia multicloud e o modelo híbrido serão cada vez mais comuns no mundo empresas e que, ainda que nem todos levem 100% de suas operações para nuvem, tornar a infraestrutura local inteligente e mais integrada ao mundo cloud é outro ponto que fará com a que a estratégia híbrida tenha ainda mais sucesso nas companhias.

“Os CIOs hoje me procuram para dizer que entenderam a peça fundamental que cloud se tornou e muitos comentam, inclusive, a não necessidade de manter data centers próprios”, lembrou Diane. “Temos assistido a um crescimento muito forte do Google Cloud porque somos uma empresa moderna e que tem como centro do seu negócio a informação. Nossa nuvem foi construída com muita inteligência e pensada para organizar a informação. E, hoje, informação é peça-chave em qualquer estratégia”, completou.

Diane Greene

A executiva lembra que desde o princípio a companhia acreditou no potencial que IA traria para os negócios e, por isso, tem ampliado seus investimentos nesta área, a começar pelo Gmail e agora, em no produto cloud, onde o objetivo maior a partir do AutoML é popularizar o uso de Machine Learning e funcionalidades de IA de forma geral para empresas de qualquer porte. Diane frisa que o objetivo é que essa nuvem “seja o melhor lugar para os desenvolvedores, além de permitir rodar qualquer tipo de ambiente inteligente”, o que, para ela, só é possível pelo suporte à comunidade open source, cujos projetos até o momento somam 2 mil.

Mas em termos de produtos diretos, um anúncio que até surpreendeu, mas ajuda a entender o raciocínio de como fechar o ciclo numa nuvem híbrida quando o CIO mantém um data center próprio, foi o Google Kubernetes Engine on-premise, que levará para o ambiente local toda a flexibilidade de uma nuvem Google, além de facilitar a integração com outras nuvens. 

Afora essa Engine, a companhia também anunciou a Cloud Services Platform, que deverá estar disponível no último trimestre deste ano, cujo foco está em facilitar o gerenciamento do serviço de nuvem, mas gerando muita inteligência, deixando a equipe mais livre para avaliar cenários e pensar estratégia. Como explicou Urs Holzle, vice-presidente de infraestrutura técnica do Google Cloud, a solução traz uma visibilidade maior, verifica as comunicações entre os serviços, avalia clusters disponíveis, dando ao gestor a capacidade de administrar o serviço em si e não apenas a implantação.


* O jornalista viajou a San Francisco, nos Estados Unidos, a convite do Google



Reportagens mais lidas

Acesse a comunidade da CIO

LinkedIn
A partir da comunidade no LinkedIn, a CIO promove a troca de informações entre os líderes de TI. Acesse aqui