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10 startups de internet das coisas para prestar atenção

Com 20 bilhões de dispositivos conectados à internet até 2020, os desafios e recompensas são ótimos para as 10 principais startups que esperam lucrar coma IoT

Jeff Vance, da Network World/EUA

Publicada em 15 de maio de 2018 às 11h28

A Internet das Coisas (IoT) promete tornar as máquinas mais inteligentes, os processos industriais mais eficientes e os dispositivos de consumo mais adequados às nossas necessidades. De acordo com a empresa de pesquisa Gartner, haverá mais de 20 bilhões de coisas conectadas em uso no mundo até 2020 .

Mas esses dispositivos restritos geralmente são executados com software desatualizado que deve ser corrigido e atualizado manualmente; o potencial de mercado é enorme, mas os riscos não ficam atrás.

Descobrir modelos de negócios de sucesso da IoT ainda é um trabalho em andamento, e muitos estão tentando. Examinamos uma grande amostragem de empresas que se formaram para trabalhar esses problemas e reduzimos a lista para 10 que merecem atenção especial. ( Confira a metodologia usada pela NetWork World para chegar ao resultado apresentado aqui. )

Coletivamente, as startups apresentadas neste artigo levantaram quase US$ 150 milhões em financiamento de risco para perseguir oportunidades da IoT e enfrentar os riscos. A FogHorn Systems (US $ 47,5 milhões), a Armis (US $ 47 milhões) e a AlertMedia (US $ 17 milhões) ficaram com a maior parte do bolo. No outro extremo do espectro, o restante das startups restringiu o financiamento na faixa entre US$ 3 milhões a US$ 11 milhões, o suficiente para fornecer uma grande quantidade de pistas para colocar um produto no mercado.

Essas startups oferecem tudo, desde sistemas corporativos de notificação de emergência até plataformas inteligentes de fabricação, incluindo “chips virtuais” que agregam segurança a qualquer dispositivo conectado.

Amos a elas, por ordem alfabética.

AlertMedia
O que ele faz: plataforma de notificação em massa

Ano de fundação: 2013

Financiamento: US$ 17 milhões

Sede: Austin, Texas

CEO: Brian Cruver, co-fundador e CEO da Xenex, uma empresa que desenvolve robôs de combate a germes que ajudam hospitais a prevenir infecções. Cruver também foi autor do livro Anatomy of Greed, um relato em primeira mão do colapso da Enron.

Problema que resolve: grandes organizações enfrentam inúmeras ameaças a seus funcionários, ativos e operações. Quando um incidente ocorre, quanto mais rápido você reage, mais provável é que você possa minimizar as perdas. O atraso na conscientização e o tempo de resposta lento podem ser caros em termos de produção, lucratividade, reputação, saúde e segurança dos funcionários.

Apesar das ondas de automação em outras partes da empresa, a resposta à emergência ainda é um processo manual, reativo e muitas vezes muito atrasado.

Como resolve: A plataforma AlertMedia conecta dados de sensores corporativos, dados do sistema, dados de localização e dispositivos inteligentes de funcionários para criar uma única plataforma de comunicação crítica multicanal.

A plataforma AlertMedia coleta sinais de medidores, veículos, localizadores GPS, etc., e converte esses sinais em comunicações significativas 24 horas por dia, 7 dias por semana. O AlertMedia minimiza a interrupção dos negócios, mantendo os funcionários seguros e informados.  E ajuda seus clientes a enfrentar uma variedade de situações de emergência, como clima severo, ameaças de segurança, incêndios e falta de energia. Mas também ajuda com emergências mais mundanas. Por exemplo, a AlertMedia diz que atualmente está sendo usada por uma grande cadeia de restaurantes para monitorar as temperaturas em seus sistemas de refrigeração. Quando as temperaturas estão fora de um intervalo especificado, o sistema aciona as notificações para a equipe de resposta do restaurante, evitando perdas significativas de estoque. 

Por que é uma startup que merece atenção: está claro que o mercado de serviços de emergência só aumentará nos próximos anos. O sistema da AltertMedia, no entanto, não ajuda apenas durante desastres naturais. Para voltar ao exemplo do restaurante, uma queda de energia ou uma falha no compressor que arruíne o estoque pode ser um golpe igualmente esmagador para o resultado final de um negócio.

A AlertMedia diz que tem mais de 500 clientes corporativos localizados em mais de 90 países em todo o mundo, incluindo as multinacionais AT&T, BP e Volkswagen. Com US$ 17 milhões em financiamento e uma equipe de liderança que apresenta empreendedores em série que fundaram outras startups de sucesso (Xenex), conseguiram IPOs bem-sucedidos (Demand Media) e orientaram uma startup para uma aquisição bem-sucedida (Adometry, adquirida pelo Google), a AlertMedia está bem-posicionada para aproveitar as oportunidades que apareçam.

Altizon
O que faz: plataforma IoT para manufatura inteligente

Ano de fundação: 2013

Financiamento: US$ 5 milhões

Sede: Scotts Valley, Califórnia, e Pune, Índia

CEO: Vinay Nathan. 

Problema que resolve: Os CIOs de manufatura estão procurando maneiras de implementar as tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, na esperança de alavancar coisas como Deep Learning e Big Data para melhorar as eficiências operacionais e permitir novos modelos de negócios.

Em muitas fábricas, as máquinas já são tecnicamente capazes de se comunicar umas com as outras, mas os dados que elas geram ainda exigem muita intervenção humana antes que qualquer coisa possa ser feita com eles. A falta de visibilidade em tempo real de máquinas, ativos e operações de fábrica limita a capacidade dos fabricantes de tomar decisões informadas e orientadas por dados e ir além das correções reativas para o planejamento preditivo com base nas tendências de desempenho em tempo real.

Como resolve: o objetivo da Altizon é ajudar os fabricantes a revolucionar seus sites usando computação de ponta, sensores, Big Data, Machine Learning e integrações prontas para empresas. A plataforma IoT da Altizon, chamada Datonis, consiste em três componentes principais: conectores de borda, a plataforma principal de back-end Datonis IIoT e um componente de inteligência de fabricação.

O Datonis Edge fornece conectores para protocolos de conectividade comuns, como OPC-UA, Modbus, Bluetooth e WiFi, para que os dispositivos possam se conectar rapidamente à rede de um fabricante. O Edge é construído como um sistema de armazenamento e encaminhamento e possui um cache interno para armazenar mensagens quando estiver off-line. O Edge também usa agrupamento de dados, compactação e várias outras técnicas para garantir que possa lidar com largura de banda de rede limitada. O Datonis Edge também pode processar e analisar dados de sensores na borda, garantindo que apenas os dados relevantes sejam transmitidos de volta à plataforma principal.

Já a plataforma de software Datonis IIoT integra dispositivos conectados na TI corporativa com ativos industriais e aplicativos IoT em uma infraestrutura híbrida. Ele usa Big Data e Machine Learning para ajudar os fabricantes a obter a visibilidade em tempo real necessária para determinar a eficácia de seus ambientes de sistema de produção, prever seu rendimento, otimizar seu uso de energia e melhorar a qualidade. Os recursos incluem gerenciamento de dispositivos, análise de fluxo e alertas e notificações personalizáveis.

O componente Intelligence Manufacturing (MI) fornece conectores para integrar os dados da usina a partir de sistemas diferentes de chão de fábrica. As empresas podem compilar dados de máquinas, sistemas SCADA e DCS existentes, Historiadores de Dados Corporativos e Sistemas de Execução de Manufatura em um único repositório fornecem uma visão unificada de todos os dados de operações de manufatura.

E o Datonis MI ajuda os fabricantes a definir e acompanhar os KPIs que são relevantes para as operações da fábrica, ao mesmo tempo em que integra essas percepções aos sistemas de negócios como os sistemas ERP, CRM e Enterprise Planning and Scheduling.

Juntas, essas ferramentas ajudam os fabricantes a criar um ecossistema conectado inteligente que estimula o fluxo de dados de máquinas e sistemas corporativos para uma melhoria de negócios mensurável na fabricação.

Os concorrentes incluem: C3IoT, Cisco Jasper, GE Digital Predix, PTC ThingWorx, Siemens Mindsphere, Xively e Cumulocity.

Os clientes incluem: Varroc, CPG Company e Prayas.

Por que é uma startup que merece atenção: com US$ 5 milhões em financiamento de capital de risco, vários clientes nomeados e mais de 150 implementações em todo o mundo, a Altizon tem os recursos para dar à suíte Datonis uma chance de lutar contra os líderes e grandes multinacionais como PTC, Cisco e GE. Além disso, a equipe sênior da startup tem a combinação certa de origens para superar a divisão TI/operações.

Armis
O que faz: segurança

Ano de fundação: 2015

Financiamento: US$ 47 milhões

Sede: Palo Alto, Califórnia

CEO: Yevgeny Dibrov. Antes de co-fundar a Armis, Dibrov foi o primeiro contratado da Adallom, uma empresa de segurança na nuvem. Ele começou como gerente de produto e terminou como chefe de desenvolvimento de negócios globais quando a empresa foi adquirida pela Microsoft por US $ 320 milhões.

Problema que resolve: o Gartner estima que haverá mais de 20 bilhões de coisas conectadas em circulação até 2020. Com tantos dispositivos conectados em circulação, qualquer noção de perímetro de rede/segurança se torna obsoleta.

De acordo com Armis, a nova onda de dispositivos conectados vem com três desafios distintos de segurança. Primeiro, muitos dispositivos agora são projetados para conectar-se automaticamente à Internet ou a outros dispositivos, o que significa que eles geralmente ignoram a segurança por padrão. Em segundo lugar, a maioria desses dispositivos não foi projetada para permitir atualizações para seu sistema operacional ou firmware, tornando as vulnerabilidades um grande problema. Finalmente, a maioria desses dispositivos não tem segurança inerente, nem é possível colocar agentes anti-malware ou de segurança neles, devido a restrições de memória e processamento.

Além da insegurança do dispositivo, as equipes de TI geralmente não conseguem ver dispositivos entrando e saindo de suas redes. Abordagens de segurança tradicionais, como firewalls, controle de acesso à rede e agentes de segurança, não protegem esses dispositivos não gerenciados.

Como resolve: a plataforma de segurança IoT da Armis é projetada para eliminar o ponto cego de segurança das soluções IoT. O Armis é projetado para proteger dispositivos não gerenciados de três maneiras.

Primeiro, o Armis fornece visibilidade de todos os dispositivos no ambiente de uma organização. Usando uma abordagem sem agente, o Armis identifica todos os dispositivos e pode ver como eles se conectam à rede, incluindo conexões com fio e sem fio. 
Em segundo lugar, o Armis analisa o comportamento de um dispositivo para identificar riscos e ataques, obtendo insights sobre a reputação do dispositivo, status, conexão, versão, histórico de atividades e muito mais. Terceiro, o Armis protege as empresas, permitindo que elas desliguem manualmente ou automaticamente dispositivos de redes quando estão se comportando de maneira suspeita ou maliciosa.

Os concorrentes incluem: Cisco, Aruba, ForeScout e ZingBox.

Os clientes incluem: Samsung Research America, IDT e Gett.

Por que é uma startup que merece atenção: o mercado endereçável de segurança de IoT é enorme, e a Armis já tem uma posição decente com clientes como a Samsung Research America e a IDT.

O Armis também encerrou a série B de US$ 30 milhões em abril de 2018, elevando seu total de fundos para US$ 47 milhões, o que a leva ao terceiro mais alto total de financiamento dos 20 finalistas desta competição. 

Atomiton
O que faz: pilha de operação para aplicações industriais

Ano de fundação: 2013

Financiamento: US$ 6 milhões

Sede: Sunnyvale, Califórnia

CEO: Jane Ren, que anteriormente serviu como arquiteto chefe de negócios da GE Software

Problema que resolve: Muitos processos industriais são reativos, manuais e ad hoc por natureza, tornando-os extremamente ineficientes. Por exemplo, a falta de coordenação quando os navios e caminhões se alinham nos terminais resulta em horas de desperdício de tempo.

Um outro exemplo que a Atomiton fornece é com refinarias de petróleo, onde os operadores aquecem os tanques e tubulações de óleo do terminal sem insights sobre o pico de impacto de energia. A incapacidade de analisar dados em tempo real para antecipar e responder a cenários futuros leva ao desperdício.

Como resolve: a Atomiton fornece uma pilha industrial de software que ajuda as empresas industriais a prever cenários futuros e otimizar as operações com base em inteligência preditiva. É capaz de executar a otimização preditiva com base em dados em tempo real coletados diretamente de sistemas industriais (PLCs, SCADA, instrumentos, sensores, etc.).

O Stack Atomiton encapsula atributos e comportamentos das coisas em modelos. Esses “modelos de coisas” fornecem as interfaces para que as coisas interajam umas com as outras, assim como para as pessoas acessarem as coisas para, por exemplo, consultá-las ou controlá-las. O Atomiton Stack também permite que coisas usando diferentes protocolos interajam diretamente com qualquer aplicativo. As coisas podem operar em protocolos IP ou industriais.

Os aplicativos podem direcionar as coisas para trabalharem umas com as outras para atingir metas agregadas. As coisas falam e respondem umas às outras usando comunicações baseadas em assinatura, notificação e consulta. Eles podem criar cronogramas para executar ações coordenadas ou podem se ajustar às demandas de outras coisas. Por exemplo, em smart cites, as luzes das ruas podem escurecer após as 22h, com base nas atividades capturadas pelos parquímetros mais próximos. Se os medidores informarem que ninguém está fora de casa, as luzes podem diminuir em resposta.

Os concorrentes incluem: ABB, Siemens, Emerson Electric, GE e Yokogawa

Os clientes incluem: Cisco e Vopak

Por que é uma startup que merece atenção: a equipe de liderança da Atomiton é excepcionalmente forte. Além da experiência do fundador e CEO Jane Renew no lançamento de programas industriais na Internet em todos os negócios da GE, há também a experiência do CTO Alok Batra liderando uma startup de inteligência operacional para uma aquisição pela Cisco, onde Batra então atuou como CTO da Cisco Emerging Solutions.

A startup não levantou um financiamento de capital de risco vultoso, mas tem um cliente de alto perfil na Cisco. (E a Cisco muitas vezes readquire as startups que seus ex-alunos vão fundar, então é preciso considerar isso.) O conceito de pilha operacional industrial da Atomiton tem o potencial de automatizar processos que nem sequer estão sendo executados no momento. O mercado potencial para esse tipo de inteligência preditiva é enorme. 

Flutura Decision Sciences
O que faz: aplicativos de IIoT

Ano de fundação: 2012

Financiamento: US$ 8,5 milhões

Sede: Houston, Texas

CEO: Krishnan Raman, que anteriormente serviu como Chefe do Negócio Global BI/DW da MindTree

Problema que resolve: as indústrias de energia e engenharia estão se voltando para soluções de IoT para tentar superar três grandes problemas:reduzir o tempo de inatividade de ativos, aprimorar processos para fornecer produtos de melhor qualidade e criar novos modelos de negócios que aproveitem os dados recém-disponíveis.

Como resolvem: os aplicativos da Flutura usam análise de dados e IA para melhorar os processos industriais. Muitas indústrias não possuem aplicativos IoT específicos para suas verticais. Para resolver isso, a Flutura desenvolveu o que chama de “Nano Apps”, que são especificamente destinados a resolver problemas pontuais para verticais específicos, como a indústria de petróleo e gás.

Para empresas de petróleo e gás, os aplicativos Flutura monitoram o desempenho da bomba de combustível. Para manufatura, eles desenvolveram aplicativos discretos que alimentam dados do sensor de IoT em modelos de IA para melhorar a eficiência e a qualidade. A Flutura oferece esses aplicativos como um serviço, com preços em uma base por ativo / por aplicativo / por mês.

Os concorrentes incluem: GE Predix, PTC Thingworks, Siemens Mindsphere, Hitachi Ventara, Tachyus e Spark Cognition.

Os clientes incluem: Henkel e Stewart e Stevenson.

Por que é uma startup para prestar atenção: a primeira coisa que você percebe sobre a Flutura é que ela está indo atrás de um espaço de mercado dominado por grandes multinacionais, como a GE e a Siemens. Ainda assim, os legados tradicionais tendem a ser lentos na adoção de novas tecnologias.

A Flutura está se expandindo visando nichos industriais - petróleo e gás, serviços públicos, manufatura - onde pequenas melhorias podem gerar um ROI enorme. Dessa forma, a mudança dessa solução de IoT para estar entre as despesas operacionais em vez das despesas de investimento é uma medida inteligente, já que é na área de operações a economia é feita.

Com US $ 8,5 milhões em financiamento e alguns clientes nomeados, a Flutura tem bom potencial.

IoT

FogHorn Systems

O que faz: software Edge-intelligence para aplicativos IoT

Ano de fundação: 2014

Financiamento: US$ 47,5 milhões

Sede: Mountain View, Califórnia

CEO: David C. King. Antes de ingressar na FogHorn, King co-fundou e atuou como presidente e CEO da AirTight Networks.

Problema que resolve: A maioria das soluções de borda industrial inunda os dados do sensor em um repositório de armazenamento local e publica os dados não processados ​​em um ambiente de nuvem para análise off-line. No entanto, muitos ambientes e dispositivos industriais não têm conectividade à Internet econômica e consistente, tornando essa abordagem inviável.

Em plataformas de petróleo offshore, por exemplo, menos de um por cento dos dados gerados por mais de 30 mil sensores estão sendo usados ​​atualmente para tomar decisões, de acordo com a McKinsey & Company .

Além disso, essa abordagem de armazenamento em lote e publicação está longe de ser em tempo real. No tempo em que os dados são enviados para a nuvem, processados ​​no data center e transferidos de volta para a borda, pode ser demais para a realização de  qualquer ação significativa.

Como resolve: a FogHorn desenvolve software de inteligência de borda para soluções de aplicativos IoT industriais e comerciais. A FogHorn aborda os desafios de coleta de dados em áreas remotas com pouca ou nenhuma conectividade com um mecanismo de processamento complexo de eventos (CEP) miniaturizado e escalável que pode executar análises avançadas e preditivas em nível local e em tempo real.

A FogHorn permite que o processamento de borda de alto desempenho, a análise otimizada e os aplicativos heterogêneos sejam hospedados o mais próximo possível dos sistemas de controle e da infraestrutura do sensor físico que permeiam o mundo industrial. Isso cria inteligência na borda, resultando em otimização de dispositivo de loop fechado.

A pequena base da FogHorn oferece análises em escala industrial em tempo real para dispositivos de borda com recursos limitados, como controladores lógicos programáveis, gateways e PCs industriais. A solução da FogHorn ajuda os fabricantes a transformar os dados da máquina em insights em tempo real,  acionáveis,  reduzindo custos, melhorando a eficiência da produção e reduzindo o tempo de inatividade não planejado. Com dados em tempo real acionáveis, os fabricantes podem rapidamente ir além da simples economia de custos para o gerenciamento inteligente e a previsão.

Os concorrentes incluem: Amazon Greengrass e Microsoft Azure Stream Analytics.

Por que é uma startup para manter no radar: com quase US$ 47,5 milhões em financiamento de VC, a FogHorn é uma das startups mais bem financiadas nessa lista. A equipe de liderança sênior da FogHorn também é excepcionalmente forte. O CEO King liderou a AirTight Networks através de quatro rodadas bem-sucedidas de financiamento de capital de risco. Antes da AirTight, ele atuou como presidente e CEO da Proxim, que levou a uma IPO bem-sucedida.

O CTO Sastry Malladi atuou  anteriormente como arquiteto-chefe da StubHub, e Yuta Endo, VP/GM de Operação e Desenvolvimento de Negócios, liderou anteriormente as relações de gerenciamento de produtos e parceiros industriais estratégicos da divisão de IoT da Cisco.

MagicCube

O que faz: segurança de IoT

Ano de fundação: 2014

Financiamento: US$ 10,7 milhões

Sede: Santa Clara, Califórnia

CEO: Sam Shawki, que anteriormente serviu como Chefe Global de Pagamentos Remotos da Visto

Problema que resolve: Ao contrário dos telefones celulares, a maioria dos dispositivos IoT não possui segurança baseada em chip ou SIM para gerenciar sua identidade, remotamente ou de outra forma. Além disso, os dispositivos de IoT do consumidor não podem ser gerenciados usando plataformas tradicionais projetadas para trabalhar dentro do perímetro fixo da empresa.

De acordo com Shawki, “uma ampla gama de aplicações, incluindo carros sem motorista, dispositivos médicos, fintechs e aplicações de e-gov têm algo em comum: dispositivos IoT que não podem ser protegidos usando soluções legadas”.

Duas das formas mais comuns de proteger transações móveis são o Secure Elements (SE) e Trusted Execution Environments (TEE). Um SE, como um cartão SIM programável ou um chip EMV em um cartão de pagamento, oferece um alto grau de segurança, mas com o custo adicional e a complexidade de um chip adicional.

Um TEE remove a despesa de um chip separado, criando uma área segura no próprio processador principal. O TEE protege a integridade dos aplicativos executados dentro dele, ao mesmo tempo em que mantém a confidencialidade de seus ativos. No entanto, a implementação de TEEs é complexa. A execução de aplicativos dentro do TEE pode ser lenta e os TEEs podem consumir recursos em geral, o que limita essa abordagem apenas a aplicativos críticos, como pagamentos móveis.

Ambos, SEs e TEEs, adicionam custo e complexidade ao dispositivo final. Inserir um chip de segurança de hardware em muitos dispositivos de IoT voltados para os consumidores é proibitivo em termos de custo e suporte e, para muitos dispositivos que suportam o custo, falta back-end para fazer qualquer coisa. Isso deixa esses dispositivos desprotegidos, não gerenciados e sem suporte.

Como resolve: o MagicCube elimina a necessidade de um chip especial e/ou partição de chip, movendo a área de execução segura para um contêiner somente de software. O MagicCube substitui o TEE no chip por um “software Trusted Execution Environment (sTEE ™)”.

“Conceitualmente, ajuda pensar no Cube como um chip virtual”, explicou o CEO Sam Shawki. “Nosso chip virtual é um contêiner de software seguro que é isolado do ambiente subjacente, para que possa executar com segurança operações confidenciais e armazenar segredos. Ao remover a necessidade de um chip físico ou partição on-chip, a segurança pode ser adicionada à vontade para praticamente qualquer dispositivo conectado baseado em Linux ou Unix. ”

Tudo o que um engenheiro precisa fazer é compilar a próxima versão de um aplicativo ou dispositivo IoT com o SDK do MagicCube. Não há aplicativo separado para download e nenhuma alteração é feita no dispositivo ou no sistema operacional. O Cube tem apenas uma API para chamar, que cria um contêiner virtual seguro na memória. O cubo tem seu próprio sistema operacional. Ele utiliza apenas ciclos de memória e CPU do dispositivo host, mas nenhuma das APIs do sistema operacional host.

O Cube funciona como um dispositivo independente com suas próprias defesas, mesmo em dispositivos com jailbreak. Ele fornece um contêiner seguro no aplicativo que protege dados confidenciais, operações lógicas e criptográficas no dispositivo.

"O Cubo também é efêmero, comportamental", acrescentou Shawki. “Ele acorda, faz o seu trabalho, entrega os resultados para o aplicativo e depois desaparece (ou desliga), tudo em menos de 350 milissegundos. Devido a isso e outras medidas de proteção, em testes em laboratório credenciados pela Visa, MasterCard, Rambus e outros o Cube protegeu com sucesso dados secretos mesmo em sistemas operacionais comprometidos. Nós até resistimos a ataques de canal lateral, o que pode comprometer os chips físicos. ”

No back-end, os dispositivos são monitorados e gerenciados por meio de um appliance local ou por meio da nuvem como um serviço. O MagicCube oferece atualmente perfis de segurança pré-embalados para pagamentos móveis, carros conectados e PIN de terminais POS.

Os concorrentes incluem: Qualcomm-NXP, Arxan e Zingbox. 

Os clientes incluem: Sequent, Yellow Pepper, ID Tech e NTT Data.

Por que é uma startup quente: o MagicCube tem como alvo um mercado que já consiste em mais de 20 bilhões de dispositivos conectados, de acordo com o Gartner. O número de dispositivos conectados aumentará nos próximos anos e a proteção desses dispositivos será um desafio primordial. Com clientes nomeados e mais de US$ 10 milhões em financiamento, a MagicCube tem os recursos para mexer com o mercado. 

Tive
O que faz: plataforma de sensor para visibilidade da cadeia de fornecimento em tempo real

Ano de fundação: 2015

Financiamento: US$ 3,6 milhões

Sede: Cambridge, Mass.

CEO: Krenar Komoni, que foi o primeiro funcionário da Eta Devices, onde desenvolveu dispositivos de baixa potência

Problema que resolve: os fabricantes perdem a noção de seus produtos assim que a carga chega aos porões de aviões, navios ou caminhões. Como resultado, os danos em trânsito e os embarques atrasados ​​custam a essas empresas bilhões de dólares todos os anos. Pior, sem visibilidade dos bens em trânsito, os fabricantes não têm esperança de evitar danos e atrasos, quanto mais eliminar as causas desses problemas.

Ao mesmo tempo, as expectativas dos clientes são maiores do que nunca, pois empresas como Amazon e Uber definem novos padrões para serviços de transporte e entrega sob demanda. Para se manterem competitivos, os fabricantes não podem mais perder de vista seus bens assim que saem do pátio.

Como resolve: A Tive fornece visibilidade da cadeia de suprimentos, reunindo informações em tempo real sobre mercadorias em trânsito, como a localização e a condição das remessas. A combinação de rastreadores conectados por celular e software baseado em nuvem permite relatórios, análises e alertas personalizados em remessas em todos os modos de transporte.

Condições que podem danificar mercadorias variam de setor para setor. Por exemplo, com produtos farmacêuticos, a manutenção de uma faixa específica de temperatura é crítica, enquanto que, com a eletrônica, a inclinação e a umidade são as principais condições que devem ser monitoradas. Assim, a Tive conta com uma variedade de sensores para detectar uma ampla gama de condições que podem danificar uma remessa.

Os rastreadores monitoram temperatura, choque, orientação, umidade, movimento e luz. Quando ocorrem condições de dano, a Tive envia um alerta por e-mail ou por mensagem de texto. Além de verem os danos quando isso acontece, a Tive também ajuda seus clientes a rastrearem a causa raiz do problema, para que possam resolvê-lo em futuras remessas.

Por exemplo, se os produtos farmacêuticos são consistentemente deixados sentados ao sol em uma doca de carga específica a Tive vai se concentrar no problema. Como resultado, as empresas sabem imediatamente sobre quaisquer danos ou atrasos, bem como causas-raiz, o que os ajuda a melhorar o serviço ao cliente e, ao mesmo tempo, a reduzir interrupções e custos logísticos.

A Tive também observa que seus rastreadores conectados por celular duram até seis meses com uma única carga, o que os torna adequados para itens em cadeias de suprimentos longas e lentas.

Os concorrentes incluem: Clientes UTC Sensitech, Sendum, OnAsset, Roambee e ZillionSource.

Por que é uma startup que merece atenção: a Tive está mirando em um grande mercado sem nenhum participante claro. A empresa de pesquisa MarketandMarkets prevê que o mercado de logística conectada irá se expandir de US $ 10 bilhões em 2016 para US$ 41 bilhões até 2021. Como uma startup jovem, a Tive já tem um cliente de primeira linha na Nokia, e a equipe de liderança sênior da startup está envolvida várias saídas bem-sucedidas, incluindo a venda da GrabCAD para a Stratasys e a venda da Kiva System para a Amazon Robotics.

Xage Security
O que faz: Plataforma de segurança baseada em Blockchain

Ano de fundação: 2016

Sede: Palo Alto, Califórnia

Financiamento: US$ 4 milhões

CEO: Duncan Greatwood. Anteriormente, Greatwood foi CEO da Topsy Labs, uma empresa de pesquisa e análise de mídias sociais que foi adquirida pela Apple, onde Greatwood então atuou como executivo encarregado de vários projetos e produtos de tecnologia de pesquisa.

Problema que resolve: as empresas estão transformando suas operações com IoT, Inteligência Artificial, gerenciamento automatizado e cooperação de máquina a máquina. O resultado é um sistema operacional ciber-físico altamente interconectado, porém distinto e em silos. Isso cria uma série de falhas de segurança que podem ser difíceis de encontrar, quanto mais de defender.

À medida que a Internet das Coisas cresce, os atacantes voltam sua atenção para dispositivos de borda não protegidos.

Isso já é um grande problema. O recente ataque de ransomware nos sistemas da cidade de Atlanta derrubou o tráfego e outros sistemas de cidades inteligentes por cinco dias. Os botnets Mirai e Reaper assumiram o controle de milhões de dispositivos conectados em todo o mundo. E as vulnerabilidades da IoT fornecem uma grande superfície de ataque na guerra cibernética.

Como eles resolvem isso: Xage argumenta que, para realizar a promessa da revolução industrial da IoT a segurança precisa ser integrada à arquitetura autônoma, qualquer-para-qualquer, de borda a borda. A segurança deve ser tão distribuída, redundante, flexível e adaptável quanto os sistemas que é encarregada de defender.

O software de segurança baseado em Blockchain da Xage distribui autenticação e dados privados através de uma rede de dispositivos, criando uma malha any-to-any para comunicação e autenticação. O Xage facilita a operação autônoma, a rotação de credenciais, o controle de acesso e a implantação sem toque para fornecer a proteção necessária para a Indústria 4.0.

O software Xage é implantado em nós, que são uma combinação de terminais industriais (como robôs ou medidores inteligentes elétricos) e computadores de gateway localizados em locais industriais. Os nós se comunicam entre si para criar o Blockchain. Coletivamente, os nós formam uma malha de auto recuperação protegida contra o comprometimento de componentes individuais. Os gateways também fornecem terminais industriais não modificados legados por proxy, permitindo que eles participem do sistema sem serem atualizados com o software Xage.

O tecido funciona como um armazenamento à prova de violação e confidencial de informações de segurança - incluindo credenciais de usuário, senhas de dispositivos, chaves de inscrição e políticas de segurança - com as informações armazenadas no site industrial. O fabric também serve como gerenciador de identidade e autenticação de borda distribuída, reforçando a política de segurança em tempo real em toda a borda industrial e protegendo contra vulnerabilidades de segurança de ponto único de falha

Como o sistema depende do Blockchain, a segurança de uma rede protegida pela malha de segurança Xage aumenta com nós adicionais. Ao impor registros imutáveis ​​e distribuir e compartilhar dados de segurança idênticos entre os nós em sua rede, a  Xage argumenta que sua malha baseada em Blockchain é à prova de falsificação, redundante e auto recuperável.

A prova de adulteração é obtida usando mecanismos de consenso, incluindo o sistema de consenso no centro da cadeia de bloqueio. Se os invasores comprometessem um subconjunto de nós Blockchain, os invasores não seriam capazes de alterar as informações de segurança (por exemplo, alterando uma política para conceder acesso a robôs), nem seriam capazes de ler informações confidenciais, como uma senha de dispositivo.

Quando os invasores tentam comprometer um nó, os nós saudáveis ​​detectam o ataque e o mecanismo de consenso bloqueia a tentativa. O sistema então se auto-cura, rejeitando alterações não autorizadas, bloqueando os nós comprometidos logo depois.

Esse mecanismo de consenso é o mesmo que está no coração das criptomoedas, onde a prova de adulteração é usada para impedir que invasores emitam dinheiro falso. O software baseado em Blockchain da Xage também se integra bem com tecnologias como o Shamir's Secret Sharing, para proteger dados operacionais.

Os concorrentes incluem: Cisco, Microsoft e Claroty 

Os clientes incluem:ABB Wireless, IBM, Itron, Dell e NTT.

Por que é uma startup para prestar atenção: para uma startup jovem, US$ 4 milhões em financiamento oferecem uma grande quantidade de pistas para se locomover neste nicho de mercado. Empresas de segurança cibernética estão perdendo a corrida armamentista contra os maus atores, especialmente quando nações estrangeiras hostis lançam muitos dos ataques, então uma nova abordagem merece um olhar mais atento.

ZEDEDA
O que faz: plataforma de computação de borda para aplicativos de IoT em tempo real

Ano de fundação: 2016

Financiamento: US$ 3,06 milhões

Sede: Santa Clara, Califórnia

CEO: Said Ouissal, que anteriormente atuou como vice- presidente sênior de vendas mundiais e operações de campo na Violin Memory

Problema que soluciona: Apesar da disponibilidade da tecnologia na nuvem e dos avanços nos processos ágeis, muitas empresas continuam investindo profundamente na tecnologia legada incorporada. Eles continuam a implantar software monolítico construído em silos personalizados de hardware e infraestrutura de suporte.

Quando mudanças no software se tornam necessárias, são necessárias também várias etapas manuais por diferentes equipes funcionais. No passado, esses processos eram bons porque a computação incorporada era assumida como uma tecnologia de vários anos, ajustada e esquecida.

IoT mudou tudo isso. Agora, tudo está gerando dados. Aplicações de carros autônomos para robôs industriais estão usando dados da IoT em tempo real para tomar decisões e melhorar a produtividade. O longo processo manual de lidar com silos de soluções de computação incorporadas personalizadas leva a erros, custos elevados, ineficiências operacionais e vulnerabilidades de segurança. Enquanto isso, a escassez de desenvolvedores de software que têm experiência e especialização em sistemas embarcados aumenta o problema.

Como resolve: a plataforma IoT da ZEDEDA gerencia serviços de ponta a partir da nuvem, permitindo que os desenvolvedores de software usem uma interface web para virtualizar e orquestrar serviços de computação, rede, armazenamento e outros recursos em várias plataformas de hardware de borda.

De acordo com a ZEDEDA, o software Edge é dominado pelo desenvolvimento tradicional de software de computação embarcada, onde o aplicativo é totalmente integrado ao hardware. Essa abordagem cria um uso muito eficiente de recursos, mas falta a agilidade da nuvem e não facilita a repetibilidade operacional ou o gerenciamento automatizado do ciclo de vida.

Como resultado, a borda é particularmente suscetível a dispositivos de hackers, e os serviços são difíceis de dimensionar.

Uma borda nativa da nuvem, por outro lado, aproveita as técnicas de virtualização embarcadas de código aberto no hardware de borda para criar uma camada de abstração entre o hardware e os aplicativos executados nele. Essa arquitetura permite que o hardware de ponta gerenciado pela plataforma de nuvem da ZEDEDA implante e execute VMs, contêineres e micro-serviços da mesma maneira que eles seriam executados em um datacenter de nuvem pública ou privada.

O ZEDEDA é projetado para proteger o ambiente de borda e permitir que aplicativos nativos da nuvem construídos para contêineres, VMs, unikernels, etc., operem com eficiência máxima sem precisar de nenhum trabalho de desenvolvimento adicional. 

A plataforma ZEDEDA oferece às equipes DevOps a capacidade de implantar e atualizar aplicativos de borda em tempo real exatamente como na nuvem. Nenhum conhecimento remoto é necessário. O resultado final é que a computação incorporada pode alavancar as práticas de desenvolvimento ágil, ao mesmo tempo em que oferece segurança.

Os concorrentes incluem: Amazon Greengrass, Microsoft Azure IoT Edge, Cisco, VMWare Pulse IoT, IOTium, ResinIO e Sierra Wireless

Por que é uma startup que deve estar no radar: A ZEDEDA tem uma forte equipe de liderança com profundo conhecimento e muita experiência em sistemas embarcados e IoT. A startup levantou bastante financiamento de VC para colocar sua plataforma em beta, e o conceito de trazer automação, processos ágeis e segurança para a borda é vencedor. 


(*) Jeff Vance é o fundador do  Startup50.com , site que descobre, analisa e classifica startups de tecnologia 



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