Recursos/White Papers

Tecnologia

Com Android Things 1.0 Google começa a levar IoT a sério

Desde o anúncio, no fim de 2016, o Kit de Desenvolvimento de Software da plataforma teve mais de 100 mil downloads, de acordo com a gigante de buscas

Da Redação

Publicada em 08 de maio de 2018 às 07h15

O Google anunciou oficialmente nesta segunda-feira, 7/5, o lançamento do seu sistema operacional Android Things 1.0, voltado para a criação e o gerenciamento de produtos Internet das Coisas em grande escala.

Anunciado oficialmente em dezembro de 2016, o Android Things passou os últimos meses disponível para desenvolvedores em uma versão preview cujo SDK (Kit de Desenvolvimento de Software) superou os 100 mil downloads. 

Em um post sobre o lançamento da primeira versão final do Android Things, o Google destaca os mais de 10 mil desenvolvedores que auxiliaram neste processo de refinamento e finalização do software por meio de feedbacks, participações em eventos e pela comunidade no Google+.

Suporte
No mesmo texto, a gigante de buscas anunciou suporte para novos SoMs (Systems on Modules) baseados nas plataformas de hardware NXP i.MX8M, Qualcomm SDA212, Qualcomm SDA624 e MediaTek MT8516. “Esses módulos estão certificados para uso em produção com suporte de longo prazo garantido para três anos, facilitando o lançamento de protótipos no mercado. O hardware de desenvolvimento e os designs de referência para esses módulos SoMs serão disponibilizados nos próximos meses”, de acordo com o Google.

A companhia de Mountain View ainda destaca que o suporte aos aparelhos Raspberry Pi 3 Model e NXP i.MX7D protótipos e testes será mantido. Por outro lado, os dispositivos NXP i.MX6UL não terão mais suporte na plataforma - confira aqui a lista atualizada de suporte.

Mais detalhes serão revelados durante a conferência anual para desenvolvedores Google I/O 2018, que começa nesta terça-feira, 8/5, às 14h (horário de Brasília).

O que já é conhecido
Por enquanto sabe-se apenas que o Android Things é um SO gerenciado criado para fabricantes de IoT que otimiza o tempo de produção e os custos ao desenvolver o desenvolvimento com ferramentas testadas e comprovadas, como o Android SDK. Os produtos criados na plataforma também se beneficiam da estabilidade regular e dos patches de segurança que são fornecidos automaticamente e ativados por padrão, que o Google fornece gratuitamente por três anos. Os desenvolvedores podem enviar atualizações de software para 100 dispositivos sem custo, permitindo que eles criem e testem seu dispositivo IoT antes de assinar um contrato de distribuição com o Google.

Aliás, do ponto de vista da segurança, o Android Things é um desenvolvimento bem-vindo. Por muito tempo agora, os fabricantes de dispositivos têm lançado produtos IoT com configurações padrão inseguras e sem perspectiva de realizar qualquer manutenção de segurança a longo prazo. Como o Android Things é um sistema operacional gerenciado, os desenvolvedores não precisam pensar muito sobre provisionamento e manutenção. Lida com isso para você.

O Android Things permite que o Google lide com alguns dos recursos de software e inteligência, enquanto permite que as empresas de hardware o codifiquem usando as ferramentas Android com as quais provavelmente já estão familiarizadas. Não está claro exatamente o quanto isso facilita as coisas, mas isso provavelmente simplifica o desenvolvimento. Em teoria, se você sabe como criar um aplicativo para smartphone ou tablet, não deve ser um grande salto construir um produto de computação física com o Android Things. Ah! Falamos em inteligência? Sim. O sistema se conecta aos serviços em nuvem do Google, como o Google Assistente e o Google Machine Learning.

Androidthings

Dispositivos no radar
De acordo com reportagens a respeito do sistema, os primeiros dispositivos a usá-lo - que incluem alto-falantes da LG e iHome, e telas inteligentes da LG, Lenovo e JBL - serão lançados nos próximos meses. E a maioria está direcionada ao mercado de consumo.

Mas o fato de um gadget estar em execução no Android Things não significa necessariamente que ele seja um acessório do Android ou algo que parece estar no ecossistema do Google. Um gadget que o Google diz estar em andamento, da Byteflies, é uma docking station que transmite dados coletados por dispositivos vestíveis de volta para os servidores de uma empresa. Outra, de Mirego, é uma grande exibição de fotos destinada a ambientes públicos, de acordo com reportagem do The Verge.



Reportagens mais lidas

Acesse a comunidade da CIO

LinkedIn
A partir da comunidade no LinkedIn, a CIO promove a troca de informações entre os líderes de TI. Acesse aqui