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Tecnologia

O que pode mudar nos serviços financeiros atuais?

Tendência é que serviços sejam integrados e mais seguros para o cliente

Da Redação

Publicada em 14 de abril de 2018 às 08h04

A tecnologia está mudando todos os mercados e os efeitos dela nos serviços financeiros prometem transformações significativas. No último Paris Fintech Forum, realizado no começo do ano, a Europa já seu mostrou um passo a frente do restante do mundo e aprovou o regulamento que revisa os serviços de pagamento.

No Brasil, esse mercado está ensaiando suas primeiras transformações e nota empresas como Nubank, Guia Bolso e PayPal ganharem popularidade. "Vemos inovação em formatos de cartão, digital substituindo assinatura, mas ainda precisamos de mais", comenta Marcio Kogut, consultor em tecnologia e inovação e especialista em fintechs.

Pensando nisso, Marcio separou quatro pontos que podem marcar a nova era tecnológica do mercado financeiro.

Nova relação com o consumidor
As novas demandas de mercado trouxeram novas exigências e formatos de interação entre consumidor e marca. O atendimento já é um quesito que tem mudado muito. Um estudo na Neomode estima que até 2020, 85% das interações dos consumidores será por mecanismos automáticos, como o chatbot, que garante maior agilidade com o cliente.

Para Marcio, a mudança passa por dar mais liberdade e entender o que o consumidor quer. "A relação com o consumidor deverá ser diferente. Não seremos mais clientes de um banco, mas sim clientes de serviços de varias instituições que podem estar interligados para facilitar as necessidades desse consumidor", explica.

Integração e Open Banking
Nesse sentido, os bancos europeus já estudam como fornecer as informações bancárias de seus clientes via APIs para terceiros. No Brasil, essa inovação do open banking ainda é devagar, mas o Banco do Brasil foi o primeiro da América Latina a fazer uma operação estruturada de Open Banking. Com a crescente necessidade por aplicativos que facilitem o cotidiano das pessoas, o BB divulgou informações das API's (Application Programming Interface) para quem quiser desenvolvedor aplicativos para colaborar com a criação de novos produtos financeiros e melhores.

Uma pesquisa do Constumer Contact Council no exterior com 75 mil pessoas mostrou que a tendência de fidelidade às marcas e empresas não está em sentir-se preso por dados ou serviços, mas sim em ter seus problemas resolvidos de maneira ágil.

Segurança
O setor de serviços financeiros está entre os mais vulneráveis a crimes cibernéticos. No Fórum Econômico Mundial, que aconteceu em São Paulo no mês de março, um grupo de empresas de tecnologia liderou a criação de um consórcio que vai trabalhar para melhorar a segurança cibernética de empresas financeiras de tecnologia.

Segundo a FEBRABAN, os bancos têm investido cerca de R$ 20 bilhões ao ano para reforçar suas infraestruturas digitais, diminuir o número de ataques e garantir a segurança durante a autenticação dos clientes. Isso por que desde 2016 mais de 65% da população nacional realiza transações digitais.

"O que se espera é que essa revolução digital traga customização para o cliente, atendendo suas necessidades de maneira personalizada e não com propostas de prateleira, e conectividade em um novo universo mais cooperativo entre fintechs e instituições tradicionais", completa Márcio.

blockchain

Blockchain
Para Marcio Kogut, essa é uma tendência sem volta e que veio para ficar. "A informação distribuida e salva em blocos, que constitui o principio do Blockchain, só traz benefícios, pois é uma maneira mais segura de realizar transações devido aos blocos criptografados e alocados separadamente, que torna a operação incorruptível", diz.

A Master Card e a Visa, empresas de cartões de crédito, já haviam anunciado fora do país que passariam a aceitar pagamentos usando validação por Blockchain deixando todo processo mais seguro e eliminando a dependência de bancos e adquirentes que oneram e burocratizam o processo de pagamentos online.



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