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IA, 5G e Realidade Aumentada impulsionam gastos mundiais com mobile, diz IDC

Segundo relatório da consultoria, gastos globais com hardware, software e serviços de mobilidade devem crescer 3,2% neste ano, chegando a cerca de US$1,6 trilhão

Computerworld / EUA

Publicada em 15 de março de 2018 às 07h05

Impulsionados pela Inteligência Artificial (IA), Realidade Aumentada (RA) e 5G, os gastos globais com hardware, software e serviços mobile devem crescer 3,2% neste ano, chegando a cerca de 1,6 trilhão de dólares, segundo um novo relatório da IDC. 

“No geral, as empresas investirão mais em novos aparelhos e apps que habilitem casos de uso da IA e da RA para os negócios”, destaca o diretor da área de Mobilidade Corporativa da IDC, Phil Hochmuth. “Na Realidade Aumentada, as companhias vão gastar em novos aparelhos móveis e hardware que ajudem a suportar o uso corporativo da tecnologia, como RA médica, integração em tempo real de dados e diagramas esquemáticos em estruturas industriais, etc."

Investimentos em headsets e óculos inteligentes de RA também representarão uma parte desses gastos. E, quando o 5G finalmente tornar-se uma realidade, “teremos grandes ondas de upgrades de aparelhos para aproveitar a maior largura de banda, segurança e funcionalidade do 5G”, aponta Hochmuth. 

Com o lançamento do iOS 11 no ano passado, a Apple introduziu Realidade Aumentada nativa por meio do seu SDK ARKit. Permitir que as empresas alavanquem a RA com aparelhos que eles já compraram e implementaram – iPhones e iPads, neste caso – ajudará no crescimento da tecnologia no ambiente corporativo. 

Diversos segmentos do mercado já visualizaram as possibilidades da Realidade Aumentada por meio do ecossistema Windows HoloLens e marcas que já usam o ARKit, como Ikea e Kohl, explica a analista da Creative Strategies, Carolina Milanesi. As duas varejistas em questão usam o ARKit para permitir que os consumidores “coloquem” móveis e outros itens nas suas casas antes de comprá-los.

RA

A Realidade Aumentada também funciona como uma habilitadora para os trabalhadores de unidades de montagem, de campo e funcionários remotos, de modo que eles possam acionar diagramas esquemáticos e receber instruções dos escritórios sede por meio de serviços de vídeo e mensagens.

Entre as muitas áreas que registrarão gastos maiores está o segmento de serviços de mobilidade, que responderá por quase 60% dos gastos relacionados ao setor mobile no período entre 2016 e 2021, de acordo com uma previsão da IDC publicada no seu Worldwide Semiannual Mobility Spending Guide.

A consultoria espera que os gastos com serviços de mobilidade superem a casa de 1 trilhão de dólares em 2021. Essa categoria será dominada por investimentos de empresas de telecom em conectividade móvel; essas companhias deverão responder por mais de 90% do dinheiro gasto no setor. 

EUA e China liderarão os gastos com mobilidade, sendo que cada país responderá por cerca de 20% do mercado. A Europa Ocidental e a região da Ásia Pacífico (excluindo China e Japão) vem logo a seguir no ranking de gastos neste segmento, e também verão as taxas de crescimento mais rápidas.

Os consumidores serão responsáveis por 70% dos gastos totais com mobilidade, com mais de 1 trilhão de dólares por ano indo para serviços de conectividade mobile e para a compra de smartphones até 2021. Esses gastos deverão desacelerar consideravelmente a partir do ano que vem, quando as taxas anuais de crescimento ficarão abaixo de 1%, contribuindo para uma taxa de crescimento anual composta de 1,6% nesses cinco anos. 

Apesar de contar com uma parte menor da torta, os serviços de mobilidade corporativa responderão por uma porcentagem significativa dos gastos, com uma taxa de crescimento anual composta combinada de 15%. Esses investimentos serão focados em planejamento, implementação, operação e manutenção e suporte de estratégias, apps e aparelhos móveis ou o consumo de serviços por meio de um dispositivo mobile. 

Mobilidade e espaço de trabalho gerenciados, que combinam aparelhos, aplicativos e identidade, serão os grandes impulsionadores dos serviços de mobilidade corporativa nos próximos três anos, segundo Hochmuth.

Device-as-a-service
Além disso, o novo modelo de gerenciamento "Device-as-a-Service", em que os laptops e aparelhos móveis são usados como um serviço, em vez de serem comprados de forma direta, também vão impulsionar os gastos.

Esse modelo permitirá upgrades mais flexíveis, incluindo novos modelos e recursos de hardware, assim como provisionamento que esteja de acordo com os níveis da equipe – “ou seja, não ter de comprar novos aparelhos se as contratações estiverem em alta, ou ficar cheio de hardware não usado que precisa ser vendido caso uma grande demissão aconteça”, explica Hochmuth.

Dentro do mercado corporativo, os serviços profissionais devem liderar todos os outros segmentos em gastos com soluções de mobilidade com 45 bilhões de dólares; esse valor é seguido pela área de serviços bancários (43 bilhões de dólares), manufatura discreta (38 bilhões de dólares) e varejo (32 bilhões de dólares).

“Em todos os quatro casos, a maior parte dos gastos irá para serviços e aparelhos de conectividade móvel, especialmente smartphones e notebooks”, aponta o relatório da IDC. “Os serviços de mobilidade corporativa também serão uma categoria sginifica em termos de gastos à medida que esses segmentos de mercado implementem e executem as suas estratégias mobile.”



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