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Transformação digital: cinco passos para arquitetar a mudança

O tema Transformação Digital já deveria estar na agenda de todas as companhias. Mas o conceito ainda permanece confuso na maioria das empresas.

Por IDG Custom Projects - para IBM

Publicada em 24 de novembro de 2017 às 11h19

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Embora estejamos quase terminando a segunda década do século XXI, o tema da Transformação Digital ainda não está na agenda dos colaboradores de todas as empresas, com um agravante: o conceito ainda é nebuloso na maioria das companhias.

A verdadeira Transformação Digital não é necessariamente sobre se tornar uma empresa completamente diferente, mas sim usar a tecnologia para melhorar e expandir os principais pontos fortes do negócio na direção da nova jornada do consumidor digital e conectado.

Por outro lado, não é também apenas automatizar processos ou adotar tecnologias digitais como cloud ou aplicativos móveis. Transformação digital é bem mais abrangente. Envolve uma mudança significativa no modelo mental e conceitos da empresa. É basicamente uma questão de liderança, cultura, estratégia e gestão de talentos.

Dentro das empresas, presenciamos o surgimento de novas atividades, que transformam as tarefas de cargos que já existiam, mas que agora ganham nova roupagem, como no caso dos CIOs.

Na prática, o papel do CIO nunca foi mais desafiador do que é hoje.  O problema é que muitos CIOs não estão prontos para exercer o seu papel nessa jornada, que requer deles cinco passos:

1. Mudança do seu modelo mental (mind set)

A maioria dos CIOs está em uma posição privilegiada e apropriada para promover a integração necessária à transformação digital, a partir de uma perspectiva abrangente, para toda a empresa. Afinal, a tecnologia toca cada departamento e função - bem como, sem dúvida, cada negócio e cidadão. Mas a muitos CIOs ainda falta a habilidade de atuar como agente de integração, de modo a manter os principais interessados ​remando na mesma direção.

Os CIOs precisam se ver, cada vez mais, como executivos capazes de dirigir, governar e se responsabilizar pela estratégia da empresa para transformar o seu modelo de negócio, os produtos e serviços, o envolvimento do cliente, as estruturas de organização interna, plataformas e processos.  

O primeiro passo, portanto, é começar a pensar como executivo de negócios e não como tecnólogo, puramente operacional.

2. Mudança do modelo mental de sua equipe

A tecnologia está cada vez mais inserida nos produtos, processos e modelos de negócio. Para fazer frente a estes novos desafios, uma vez que nunca passamos por tão rápidas e intensas transformações, o papel de TI e seu posicionamento na organização deve ser revisto.

A transformação digital demanda um novo olhar para TI. 

O modelo organizacional e o papel da TI que ajudou a empresa a chegar até onde chegou, não vai necessariamente ser a mesma que vai levá-la por outros caminhos. Isso significa mudar a mentalidade muitas vezes cristalizada da TI como guardiã do templo, controladora de tudo para manter as coisas seguras e estáveis, para se tornar mais ágil, rápida e capaz de correr mais riscos, sem deixar a empresa vulnerável a ataques e interrupções.

3. Mudança do modelo mental de seus pares

Todo CIO deve trabalhar para que os outros executivos de negócios passem a ver a TI como um recurso valioso e como o principal impulsionador do negócio, através da inovação. A TI precisa perder sua reputação de morosa e arcaica de ser um ‘mal necessário’, tolerado, e raramente compreendido no nível executivo. Um melhor relacionamento com as áreas de negócio continua sendo prioridade para os CIOs.

Além disso, a implementação de novas tecnologias tem muitos desafios a serem enfrentados. O maior deles, hoje, está na a barreira cultural e na forma como as empresas estão organizadas, seus processos, a estrutura organizacional, e as preocupações com grandes mudanças. 

O que obriga os CIOs a trabalharem mais próximos de seus pares nas áreas de negócio para descobrir quais próximos cenários serão mais prováveis para as plataformas digitais e selecionar o tipo de arquitetura necessária para apoiar planos futuros.

4. Entendimento das novas tecnologias para digitalizar negócios ou criar novos negócios digitais para empresas tradicionais

Até aqui, os líderes empresariais utilizaram a tecnologia da informação para melhorar produtividade e a eficiência, alcançar novos mercados e otimizar operações.

O que há de novo? As expectativas dos clientes, que também mudaram. 

E para gerar novas proposições de valor ao cliente ou transformar seus modelos operacionais, as empresas precisam desenvolver novas habilidades e modelos de negócios inovadores e cross-channel.  A capacidade de construir imediatismo e capacidade de resposta em modelos comerciais de maneiras novas e não convencionais é ajudar organizações a reimaginar experiências dos clientes, talvez para sempre.

Isso passa por explorar dados e informações a taxas mais rápidas do que nunca, através da nuvem e das tecnologias abertas, para lidar com o dinamismo do mercado e as ameaças competitivas. O novo recurso natural do mundo é o dado, mas extrair valor dele não é fácil. Um estudo da IBM e Harvard Business Review revelou que 92% dos executivos de empresas dizem que precisam usar mais rapidamente dados e insights para competir. No entanto, apenas 14 por cento acreditam que fazem isso bem.

Todo CIO deve pensar de forma diferente sobre o papel que os dados desempenham para a estratégia de negócios, mas também deve comunicar as prioridades estratégicas para permitir a entrega de inteligência digital.

5. Transformação da TI interna

Por fim, o bom relacionamento entre negócio e TI requer líderes de TI atualizados, responsáveis por fornecer o portfólio completo de serviços. E aí, simplificar a operação da TI passa a ser a palavra de ordem. CIOs devem trabalhar para que as tecnologias e aplicações sejam simples e diretas. As organizações não têm mais tempo de esperar para integrar soluções. Elas precisam acompanhar a dinâmica do negócio, dando base para a tomada de decisão e promovendo a condição de decidir em qualquer lugar do mundo. A velocidade de gestão, decisão e da mobilidade andam lado a lado com a necessidade de reinvenção constante do negócio e com a demanda de gerar mais lucro e novas receitas.



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